Kart – Uma experiência que todo Petrolhead vai adorar

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No dia 6 de agosto deste ano, minhas amigas me obrigaram a ir ao kart. Obrigaram porque eu estava exausta de uma festa no dia anteriores, mas topei pela experiência e pelo tédio do domingo.

O Kart era LONGE, fui dormindo no carro, e até chegarmos na pista eu estava torcendo para alguém sugerir um McDonald’s e depois casa!

A corrida foi no Mogi Kart. Assinamos o termo, pagamos e esperamos a bateria que estava em andamento acabar.

Antes de qualquer corrida de Kart há um briefing sobre as regras da pista, bandeiras, como se vestir, e como se comportar em algumas situações. No briefing foi quando eu animei, me vesti e sentei no carro.

Acredito que no kart os carros sejam escolhidos pelo peso, então nada de mentir na ficha hein?

Hoje eu afirmo isso porque, no meio da corrida eu percebi que o kart exige um certo jogo de corpo, nas curvas principalmente.

Quando sentei no carro e ajustei o banco, perguntei ao organizador se estava certa a posição e ele me disse: Parece profissional, só toma cuidado para sair depois.

Preparada para a corrida, vou dividir por tópicos a experiência, que fica mais fácil entender:

1- Pole as vezes não quer dizer NADA.

Antes do início da bateria, nós fazemos algumas voltas para reconhecermos o traçado e definir as posições de largada. Eu saí em segundo, e na primeira volta já havia ultrapassado o pole position. Ao final da corrida, o pole terminou em 4º.

2- “A Curva era minha”

Confesso que mesmo assistindo corrida há anos, eu nunca entendia quando um piloto dizia isso numa batida ou rodada de curva, ocasionada por outro participante, e não entendia punições aplicadas neste tipo de ultrapassagem até esse dia.

Acontece o seguinte: Quando você chega na curva 1º e a pessoa “te espreme” no canto da curva, além de ser perigoso vocês colidirem, ainda é injusto, porque quem chegou primeiro já está em maior velocidade e é obrigado a frear.

3- “Rodei”

Geralmente, quando estamos fazendo uma curva em alta velocidade, e perdemos o ponto de frenagem, o carrinho roda.

Na volta número 3, eu perdi o ponto de frenagem em uma curva e rodei, perdendo a liderança para o vencedor da corrida, que foi colocando tempo em mim depois deste evento.

4- Traçado “certo”

Quando você vai fazer uma ultrapassagem, você tem o traçado certo e o errado que possibilitam essa ação. Em uma curva, é muito mais fácil ultrapassar por dentro, e defender se você estiver mais próximo do limite da pista, do que estando do “lado de fora’. Nas retas, depende da distância entre vocês, mas o ideal é vir, mesmo de longe, do lado mais vazio, para não ter que desviar, e pegar menos turbulência do carro da frente” (No kart não é tão importante como na F1, mas importa sim)

5- BLUE FLAGS (Sebastian Vettel TM)

Cara… esse dia eu entendi o Vettel. Entre eu e o primeiro colocado havia uma garota retardatária, que não me deixou passar! Ela simplesmente ignorou a bandeira azul e me atrasou 29 SEGUNDOS!!! Foi uma volta inteira presa atrás dela. O mais engraçado é a irritação que isso causa, no limite da adrenalina, eu fiquei realmente brava. Aquela corrida era apenas uma brincadeira, imagina numa corrida que vale pontos para o título.

6- Emoção, Foco, Sensação

Por último e não menos importante, a emoção de correr é REALMENTE FORTE. A velocidade, o foco em forçar o carro e extrair o melhor dele, o prazer da ultrapassagem, é inigualável. O Foco que eu consegui sentir também eu sou uma pessoa muito multitarefas, mas ali, naqueles 30 minutos foi somente eu e o kart, não passava nenhuma outra coisa na minha cabeça se não a corrida.

A sensação, antes é ansiedade… durante é uma mistura de medo, com emoção, com prazer, e depois, é como se todo o corpo tivesse sido eletrizado, não sei se é o esforço físico ou pelo nível de adrenalina, mas a maioria de nós saiu tremendo dos carros.

A diversão e a emoção são garantidas.

Erika Prado

Erika Prado, Ericoke, São Paulo - SP Nascida e criada na zona Lost, tornou-se podcaster devido a Bruno Shinosaki, e colunista devido a Rubens GP Netto. Estudante de engenharia mecânica, e apaixonada por qualquer máquina que precise de um coração (motor). Além de fã de automobilismo, é cinéfila e ama música de quase todos os gêneros (principalmente as que dão pra fazer coreografia), gosta de escrever textos como se estivesse contando algo pra alguém ou defendendo alguém em uma conversa, com memes, desenhos e até gráficos. Também ama auto-conhecimento, saúde mental e principalmente: a causa feminista. E não sabe ser breve...

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