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Hamilton fala sobre futuro na Ferrari e admite possibilidade de correr até 2030

Aos 41 anos, heptacampeão afirma que segue motivado para competir e condiciona a continuidade na categoria à manutenção de seu desempenho

Lewis Hamilton não pensa em encerrar a carreira na Fórmula 1 tão cedo. Aos 41 anos, o heptacampeão afirmou que ainda se sente motivado para continuar competindo e não descartou a possibilidade de permanecer no grid até 2030. A declaração foi feita nesta quinta-feira (30), durante as atividades do GP da Cidade do México.

O contrato atual do britânico com a Ferrari é válido até o fim de 2027, mas há opções previstas para estender o vínculo até 2028. Uma eventual permanência além desse período ainda não está definida e dependerá, principalmente, da disposição do piloto e de sua capacidade de seguir competindo em alto nível.

A possibilidade de Hamilton disputar o GP da África, previsto para entrar no calendário da F1 a partir de 2030, também levantou questionamentos sobre seu futuro. O retorno da categoria ao continente é uma pauta defendida pelo britânico há anos, mas ele não sabe se ainda estará na ativa quando a prova acontecer.

Questionado sobre a possibilidade de correr até os 45 anos ou além, Hamilton destacou que sua trajetória na categoria foi marcada por superar expectativas e desafiar ideias estabelecidas sobre os limites de um piloto.

“Primeiramente, nunca houve ninguém como eu aqui nos últimos 70 anos. Então, sinto que sou diferente. É claro que existem desafios pela frente que não consigo prever e que vêm com a idade.”

“Mas ao longo deste caminho, desta jornada, houve muitas ideias preconcebidas sobre o fato de que o tempo de reação diminui. Você viu minha reação na última corrida? Minha reação é mais rápida do que a de algumas das pessoas mais jovens aqui.”

O piloto também atribuiu sua condição física e mental ao comprometimento com os treinamentos e ao aprendizado sobre como manter a concentração e a motivação ao longo de uma carreira extensa. Para Hamilton, a longevidade depende da disposição para continuar fazendo os sacrifícios exigidos pela Fórmula 1.

“Existem muitas ferramentas que você pode utilizar para continuar mantendo seu corpo e sua mente afiados, desde que esteja disposto a sacrificar tudo, como estou fazendo agora”, disse ele para imprensa.

Apesar da confiança, o heptacampeão evitou estabelecer um prazo para sua aposentadoria. Ele afirmou que não pode garantir que terá a mesma vontade daqui a quatro anos, mas reforçou que, no momento, segue totalmente dedicado à categoria.

“Não posso dizer daqui a quatro anos se quero continuar fazendo o que estou fazendo. Mas ainda amo o que faço agora. Continuo totalmente comprometido. E continuarei assim por um futuro previsível.”

Fernando Alonso atualmente tem 45 anos e também renovou o seu contrato com a Fórmula 1, visando permanecer no grid até o momento que se sentir competitivo.

A primeira temporada de Hamilton na Ferrari, em 2025, foi marcada por dificuldades de adaptação. Depois de mais de uma década na Mercedes, o britânico e a equipe italiana precisaram lidar com os desafios de integrar o piloto a uma estrutura e a uma dinâmica de trabalho diferentes.

O cenário mudou ao longo do seu segundo ano no time italiano. Hamilton afirmou ter se sentido mais confortável com os carros de 2026 e demonstrou evolução em pista, chegando a conquistar uma vitória no GP da Espanha. O desempenho reforçou sua avaliação de que ainda tem condições de disputar corridas e competir com pilotos mais jovens.

Ao longo de 2026, Hamilton falou muito sobre os treinamentos que fez para continuar competindo. O piloto se sente em sua melhor forma atualmente, por conta de todos os esforços que realizou.

Hamilton, porém, estabeleceu um limite para a continuidade da carreira: não pretende permanecer na F1 caso perceba uma queda significativa de rendimento.

“Se eu conseguirei competir com um jovem de 20 aos 44 anos, só o tempo dirá?. Mas aos 41, consigo competir com um de 20. Então, só o tempo dirá se estarei aqui aos 30. Veremos.”

Hamilton também deixou claro que não deseja prolongar sua passagem pela categoria apenas por causa do nome ou do histórico que construiu. Para ele, a decisão de parar deverá acontecer quando não conseguir mais entregar o desempenho esperado.

“Mas eu nunca quero abusar do tempo, no sentido de não estar mais apresentando um bom desempenho. Não quero estar pilotando por aí com essa queda de rendimento – minha reação caiu, minha motivação caiu e meu ritmo caiu, como todos presumiam no ano passado. Mas eu provei que todos estavam errados. E continuarei tentando fazer isso”

Por enquanto, a aposentadoria não está nos planos imediatos do heptacampeão. A continuidade, no entanto, dependerá de uma combinação entre motivação, condição física e competitividade — fatores que Hamilton mostra ainda ter a seu favor.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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