Dia 50 de 365 dias dos mais importantes da história do Automobilismo – 10 de Julho de 1988 – Alguns fazem da chuva o seu tapete e desfilam, outros apenas preferem não continuar

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Semana de Grande Prêmio da Inglaterra e não tinha como passar em branco, hoje falamos da prova que ocorreu no dia 10 de julho de 1988, com uma vitória de Ayrton Senna. Aquela corrida que combina inteiramente com o nosso brasileiro, Senna mais chuva torrencial.

Ayrton Senna em um cenário favorável ao seu estilo de pilotagem! Fonte: @statsf1.com

Uma semana depois do GP da França, homens e maquinas rumavam para a Inglaterra para mais uma disputa. Depois de seis poles seguidas de Ayrton Senna e uma de Prost, essa prova não contaria com nenhum dos carros da McLaren na ponta e a Ferrari de Gerhard Berger e Michele Alboreto se tornariam as favoritas para aquela corrida, depois de liderar a tabela de tempos daquele final de semana. A explicação para o feito parecia simples, a pista de Silverstone é rápida e de alta rotação do motor, portanto era o que podia fazer diferença naquela prova. Mas a Ferrari também teria que aprender a lidar com o cavalo preto beberão que eles tinham nas mãos, portanto a chance de vitória era drasticamente reduzida.

ll A Corrida

Apesar de dominar a primeira fila, a Ferrari não possuía um bom equipamento para se manter a frente de Senna e da lendária McLaren-Honda MP4/4. Fonte: @statsf1.com

A prova começava embaixo de uma chuva torrencial, o que hoje muito provavelmente causaria uma espera imensurável para o começo da prova, alguns pilotos com caras de pintos abandonados pelas mães fora do galinheiro e a tão temida largada com Safety Car. A para, naquela época não tinha isso não, piloto que era bom mesmo gostava de um bom resfriado, se deixasse corriam sem capacete, com os cabelos ao vento. A possibilidade de esperar um pouco para ver se São Pedro dava uma aliviada nem passou pela cabeça e as luzes verdes se acenderam. Berger manteve a liderança e fazia um rastro de spray d’água na pista, impossibilitando a visão de quem vinha atrás. Senna assumia o segundo lugar, deixando Alboreto para trás. Já Prost enfrentava problemas com direção do carro e começava a perder posições, aliado aos seus descontentamentos de dirigir na chuva acabou parando na décima primeira posição e acabou abandonando a prova na vigésima segunda volta e dizendo que correr naquelas condições era desnecessário.

Ayrton Senna se sentia confortável na pista e vinha apertando Berger para conseguir a ultrapassagem que só foi bem-sucedida na décima quarta volta e começou a abrir vantagem. Outro piloto que se deu bem foi Nigel Mansell, que mesmo largando de décimo primeiro e com um carro da Williams não tão bom, veio escalando o grid e algumas vezes fazia ultrapassagens duplas para no final da prova conseguir estar presente no pódio e terminar como segundo colocado, conquistando os seus primeiros pontos do ano e a melhor classificação que um motor Judd poderia ter. O motor Judd vivia abrindo o bico em provas com altas temperaturas e a chuva acabou ajudando Mansell na hora de explorar e tirar tudo do carro.

Berger acabou tendo problemas de combustível com a sua Ferrari e foi despencando no grid e ao final da corrida era nono. O brasileiro se manteve na ponta e depois da ultrapassagem foi administrando a corrida até a bandeirada final. Aquela prova também ficou marcada com o primeiro pódio de Alessandro Nannini na Fórmula 1 e na sua carreira com a Benetton. O top-5 ainda contou com mais dois brasileiros, Mauricio Gugelmin e Nelson Piquet.

A vitória de Senna deixou ele mais próximo de Prost no campeonato e apenas 5 pontos separavam os dois na luta pelo título daquele ano.

Fonte: @statsf1.com

ll Fora das Pistas

Em 10 de julho de 2004 o mundo da música perdia um dos maiores músicos do qual tivemos a honra de ver nos palcos, Ray Charles Robinson, porém popularmente conhecido como Ray Charles, considerado um dos maiores gênios da música estadunidense, Ray não foi apenas um pianista norte-americano, ele foi pioneiro, ao cantor sua música com influências do soul, blues e jazz, o que definiu o seu formato no fim dos anos 50, além de ser um dos responsáveis pela introdução do ritmo gospel nas músicas de R&B.

Segundo a revista Rolling Stone Ray é o 2º maior cantor de todos os tempos e 10º maior artista da música de todos os tempos.

Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele despertou o meu interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Hoje gosto de tirar fotos e escrever textos!