10 de Janeiro, Eddie Cheever o americano que você respeita – Dia 234 dos 365 dias dos mais importantes da história do automobilismo

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Eddie McKay Cheever comemora 60 anos hoje. O norte americano que mais participou da F1 nasceu em Phoenix capital do estado do Arizona, mas foi criado em Roma na Itália, mesmo assim jamais deixou de defender a bandeira norte americana nas pistas. No kart foi campeão italiano e europeu em 1973, vice mundial em 1974. Ingressou na F3 inglesa no ano seguinte pela Project Four tendo como patrão Ron Dennis. Em 1976 a equipe migrou para a F2, na nova categoria Cheever foi vice-campeão em 1977.

Edward McKay “Eddie” Cheever Fonte: Tumblr

As boas performances na F2 abriram as portas da F1 onde fez sua estreia na F1 no GP da África do Sul de 1978 pilotando um Hesketh, larga em 25° e abandona com problemas no motor. Retorna a F2 em 1978 pela Project Four, para 1979 permanece na F2, mas em nova equipe, Osella. Conquista vitorias em Brands Hatch, Pau e Zandvoort fechando o campeonato em 4° lugar. Em 1980 a Osella migra para a F1 levando Eddie como um de seus pilotos. Disputa 10 GPs conseguindo finalizar apenas em Imola, 12° lugar.

2° lugar em Detroit 1982 Fonte: Tumblr

Em 1981 passou a defender a Tyrrell, com um equipamento melhor os resultados começaram a aparecer. Já na estreia em Long Beach conquistou seus primeiros pontos com o 5° lugar. Voltou a pontuar com a 6° posição em Zolder, dois 5° lugares, Mônaco e Alemanha, e conquistou sua melhor colocação em Silverstone, 4° lugar. Terminou o campeonato em 12° lugar com 10 pontos, sendo o único piloto da Tyrrell a pontuar.

2° lugar no Canada em 1983 Fonte: Tumblr

Nova troca de equipe, em 1982 passou para a guiar para a Ligier. Em uma das temporadas mais conturbadas e acidentadas da F1, o norte americano alternou performances pífias em classificação, por exemplo largando em último em Jacarepaguá e sequer conseguindo se classificar em Zandvoort com um magnífico 4° posto no grid na etapa final em Las Vegas. Cheever terminou apenas 6 corridas, porém 3 delas no podium, 2° lugar em Detroit, 3° na Bélgica e em Las Vegas, 6° em Monza. 15 pontos conquistados lhe renderam a 12° posição no campeonato a frente do experiente Jacques Laffite que marcou 5 pontos, lembrando que o francês havia disputado o título em 1981.

A única vez que partiu da primeira fila, França 1983 Fonte: Tumblr

A grande chance da carreira veio em 1983 ao ser contratado para substituir Rene Arnoux na fortíssima equipe Renault, time que havia disputado o título no ano anterior, sendo o primeiro não francês a pilotar para a equipe. Em um ano onde os motores turbos subjugaram os aspirados Cheever acabou decepcionando, pontuou em apenas 6 GPs, 4 podiuns: França, Bélgica, Canada e Itália, somou 22 pontos e foi apenas o 8° colocado no campeonato, seu companheiro Alain Prost foi vice-campeão. A perda do título fez o clima ferver na equipe francesa custando as vagas de Prost e Cheever.

Último podium na F1, Phoenix 1989 Fonte: Tumblr

Novo desafio na Alfa Romeo em 1984, mais um ano decepcionante, marcou apenas 3 pontos com 4° lugar na etapa inaugural no Brasil. Permaneceu no time italiano em 1985, no último ano da primeira marca campeã da F1 o melhor resultado do norte americano foi a 9° posição em Detroit.

Eddie Cheveer na Ferrari na reconstrução do circuito de Caracalla, Roma , 1986. Fonte: it.wikipedia.org

Os fracos resultados em dois anos na Alfa Romeo levaram Cheever a tentar a sorte no Mundial de Marcas, o WEC daqueles tempos, guiando um Jaguar da equipe de Tom Walkinshaw. Disputou também 3 provas na Cart pela equipe Arciero e o GP de Detroit de F1 pela Lola, em mais uma prova de seu talento em pistas travadas, Cheever classificou o carro em 10° no grid, já seu companheiro, o experiente Alan Jones foi apenas o 21°.

Vencendo a Indy 500 em 1998 Fonte: Tumblr

Com o apoio de patrocinadores americanos retornou a F1 em 1987 assinando contrato com a Arrows. Foram 3 temporadas tendo como companheiro Derek Warwick. Em 1987 conquistou 8 pontos, melhores resultados 4° lugar em Imola e no México. Em 1988 apenas 6 pontos, porém com a conquista de um podium em Monza. Para 1989 o carro da Arrows foi projetado por um jovem engenheiro chamado Ross Brawn, a mudança de regulamento que baniu os motores turbo prometia equilibrar as disputas, mas novamente o conjunto McLaren-Honda dominou a cena. Eddie Cheever fechou sua última temporada na F1 com 6 pontos, destaque para seu último podium conquistado em sua cidade natal, Phoenix.

Vencendo a Indy 500 em 1998 Fonte: Tumblr

Em 1990 decidiu aventurar-se na Cart, ficou na categoria até 1995, defendendo a Ganassi, Foyt, Turley, King Racing e Dick Simon, não conseguiu nenhuma vitória em 6 temporadas, seu melhor resultado foi a 2° colocação em Phoenix 1992, mais uma vez sua cidade natal lhe trazia sorte. Em 1996 com a cisão entre Cart e IRL passou a correr na nova categoria defendendo a equipe Menards. Na Indy 500 deste Cheever estabeleceu o recorde da volta mais rápida no mítico oval durante a corrida, o piloto completou uma volta em 38.119 segundos a impressionantes 379.976 km de velocidade média. Em 1996 fundou a Cheever Racing, competindo inicialmente na IRL e posteriormente expandindo suas atividades para a Infinit Pro Series (Indy Ligths) e Rolex Grand Am.

Cheever no Champ Car em 1991 Fonte: it.wikipedia.org

O ponto alto da Cheever Racing e do próprio Eddie Cheever ocorreu no dia 24 de maio de 1998 quando Eddie venceu nada menos que a Indy 500 pilotando o carro de sua própria equipe, tal façanha havia ocorrido pela última vez em 1977 com a lenda AJ Foyt. A equipe esteve na IRL até 2006, lembrando que de 2002 até 2005 contou com o patrocínio da Red Bull.

Cristiano Seixas

Fã hardcore de Fórmula 1, apreciador da história, números e estatísticas da categoria, mais conhecido como Mestre Cristiano Seixas, pois é um PHD e MDA em Fórmula 1 ainda é Graduado, Pós-Graduado, Mestrado e Doutorado sobre História da Fórmula 1, Wikipédia erra o Cristiano não.

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