09.03 - o dia de sorte de David Coulthard | Boletim do Paddock

09.03 – o dia de sorte de David Coulthard – Dia 292 dos 365 dias mais importantes da história do automobilismo.

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Em 1997, no dia 9 de março, acontecia o 2° GP de Melbourne, e a primeira corrida da temporada.

Fonte: gps.gpexpert.com.br

lll Contextualizando…

Em 1997, a Williams ainda tinha motor Renault. Benetton, Jordan, Stewart, Minardi, Tyrrell, Lola e Arrows ainda existiam, Villeneuve era bom piloto e Max Verstappen não era nem projeto. Ford, Yamaha e Peugeot ainda forneciam motores e Barrichello ainda nem tinha chegado a Ferrari.

lll A corrida

Fugindo do “comum” hoje em dia, a pole position não foi de um dos primeiros, mas sim de de Jacques Villeneuve, que conquistou sua posição 2 segundos a frente de Heinz-Harald Frentzen. A classificação foi interrompida pela pancada entre Berger e Larini, que bateram entre as curvas 10 e 11, causando problemas até serem removidos.

Fonte: gps.gpexpert.com.br

O momento de Coulthard brilhar chegaria logo após a largada. Saindo em quarto, o inglês apenas aguardou o caos acontecer. Damon Hill teve problemas em seu carro e nem largou. Irvine bateu em Villeneuve e Herbert, eliminando mais três participantes da corrida. Neste momento, Coulthard assumiu a ponta, perdendo a posição apenas no momento de sua primeira parada no box para Frentzen. Na volta 40, quando o alemão fez seu segundo pit stop, Coulthard recuperou a ponta. O problema nos pneus e freios eliminou Frentzen, e Schumacher estava em sua cola, porém não o alcançou. Esta sorte entregou a segunda vitória da carreira do inglês, e a primeira da McLaren desde 1993, ainda na era Ayrton Senna.

Fonte: gps.gpexpert.com.br

lll 6 anos depois…

Em um contexto totalmente diferente, Coulthard estava de volta a Albert Park. 2003 era o meio da “era Schumacher”, com dominância da Ferrari. Kimi Raikkonen estava começando a se destacar como piloto de boa performance e com chances de ser campeão mundial.

Fonte: gps.gpexpert.com.br

Em 2003, BAR, Toyota e Jaguar ainda estavam na fórmula 1, e a Williams ainda tinha motores BMW.

lll A corrida II

Nosso sortudo largava em 11°, e a corrida começou bagunçada, com Barrichello queimando a largada e já na quinta volta, o brasileiro bateu. Schumacher foi colocar pneus para tempo seco, seguido por boa parte do pelotão, devido a um safety car, ocasionado por Firman e Da Matta. (VAI ROLAR MUITA CONFUSÃO…)

Duas voltas depois, vem o safety car de novo, os freios da Jagua de Mark Weber deixaram o australiano no meio da pista, num local perigoso demais para que a corrida continuasse.

Depois de toda a zona, Montoya ficou com a ponta, seguido por Raikkonen e Schumacher, que começaram uma disputado roda-com-roda pelo segundo lugar, que rendeu um rolê na grama para o alemão, que acabou abandonando a corrida por perder sua asa dianteira.

Coulthard estava em quarto, e mais uma vez aproveitou a sorte para se aproximar de Montoya, que perdeu o carro na curva 1 do circuito, a 8 voltas do final, entregando ao inglês a última vitória de sua carreira, e a segunda conquistada no dia 9 de março.

Erika Prado

Erika Prado, Ericoke, São Paulo - SP Nascida e criada na zona Lost, tornou-se podcaster devido a Bruno Shinosaki, e colunista devido a Rubens GP Netto. Estudante de engenharia mecânica, e apaixonada por qualquer máquina que precise de um coração (motor). Além de fã de automobilismo, é cinéfila e ama música de quase todos os gêneros (principalmente as que dão pra fazer coreografia), gosta de escrever textos como se estivesse contando algo pra alguém ou defendendo alguém em uma conversa, com memes, desenhos e até gráficos. Também ama auto-conhecimento, saúde mental e principalmente: a causa feminista. E não sabe ser breve...