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Verstappen aproveita trapalhada da Ferrari para vencer no México; bandeira vermelha muda estratégias

Neerlandês aproveitou a interrupção da corrida para trocar novamente os pneus macios e resistiu à pressão de Hamilton. Antonelli também usou a bandeira vermelha para garantir o terceiro lugar e conquistar o título mundial

O GP da Cidade do México contou com vitória de Max Verstappen. O piloto da Red Bull emplacou a sua terceira vitória na temporada 2026, se beneficiando de um embate interno e desnecessário na Ferrari.

Depois de largar da pole, Hamilton manteve a liderança nos primeiros metros, enquanto Leclerc tentou a ultrapassagem por fora na sequência de curvas. Os dois frearam tarde e escaparam dos limites da pista. Na aproximação da curva 4, o monegasco cortou a grama e retornou ao traçado à frente do companheiro, enquanto Hamilton perdeu velocidade ao escapar na saída da curva. A situação permitiu que Max Verstappen ultrapassasse o britânico pouco depois.

Leclerc foi investigado pelos comissários e recebeu uma punição de cinco segundos. Embora a penalidade não tenha provocado uma mudança imediata de posições na pista, ela acabou pesando no momento das paradas nos boxes: ao cumprir os cinco segundos, o piloto da Ferrari perdeu a liderança para Verstappen.

A decisão também foi considerada branda por Hamilton e pelo próprio Verstappen, que chegou a debochar da penalidade aplicada ao monegasco, já que em outras situações semelhantes, dez segundos foram aplicados.

A corrida se desenhava para ser uma prova de apenas uma parada para os líderes da corrida. A ordem da Ferrari era para Leclerc ir para cima de Verstappen e tentar recuperar na pista a liderança, por conta da diferença de pneus: Max tinha largado com os médios e tinha o intuito de terminar a corrida com os macios. O neerlandês parou relativamente cedo, já que decidiu ir aos boxes com Leclerc na volta 27 – para ganhar a posição nos boxes.

A Ferrari apostava na estratégia convencional ao largar com os pneus macios e seguir com os médios. Porém, a equipe italiana teve mais uma chance de brigar pela vitória, quando o regime de bandeira vermelha foi instaurado.

Na volta 44, o carro de Valtteri Bottas quebrou a suspensão e o piloto perdeu o controle do carro depois de cruzar a grande reta do México. Com a ativação do Safety Car, a Ferrari parou Hamilton mais uma vez, perdendo momentaneamente a posição para Antonelli. Na sequência a direção optou pela bandeira vermelha, para reposicionar a barreira e atender o finlandês.

Quando a corrida pode ser finalmente reestabelecida, a direção de prova reorganizou o grid pela volta anterior, devolvendo Hamilton para terceira posição e não o quarto lugar – como tinha sido visto em pista, pós-troca adicional de Hamilton.

Estratégia de pneus do GP do México – Foto: divulgação Pirelli

Na relargada parada, Lewis atacou Leclerc e recuperou a segunda posição, enquanto o companheiro também foi ultrapassado por Andrea Kimi Antonelli, pouco depois de fritar os pneus.

Com a nova ordem, Hamilton passou a perseguir Verstappen pela vitória. O britânico pressionou o piloto da Red Bull até a bandeirada, mas não conseguiu encontrar uma oportunidade para assumir a liderança. Leclerc, por sua vez, ficou fora das duas primeiras posições e foi atacado até o final da corrida com Lando Norris.

Para Hamilton, o embate entre ele e Leclerc no começo da corrida custou mais uma possível vitória da Ferrari. O heptacampeão ponderou episódios anteriores que prejudicaram os pilotos, dessa forma ele fez o possível para recuperar o segundo lugar, quase pensando em um resultado individual como seu companheiro de equipe fez.

A corrida para Lewis já seria um tanto mais complicada, já que o piloto chegou para corrida principal sem nenhum conjunto de pneus macios novos, diferente do cenário que estavam Verstappen, Leclerc ou até mesmo Antonelli.

Para uma parcela do grid, especialmente aqueles que estavam agrupados do meio para o final, a escolha de trabalhar com uma estratégia de duas paradas foi algo mais ponderado e se assemelhou a escolha feita nos Estados Unidos. Foi principalmente a parada antecipada de Isack Hadjar – depois do toque com George Russell no começo da corrida, que desencadeou as outras paradas desencadearam na sétima volta.

Depois, uma nova sequência de troca de pneus aconteceu a partir da volta 30, com a dupla de pilotos da Cadillac.

A bandeira vermelha fez com que os pilotos optassem pelos pneus macios para o final da corrida, apenas Piastri e Sainz optaram por pneus macios novos para completar a corrida.

Max Verstappen garantiu a vitória no GP da Cidade do México com uma estratégia de duas paradas. O neerlandês iniciou a prova com pneus médios e fez sua primeira troca na volta 27, colocando um jogo de compostos macios. Depois de completar 18 voltas com os pneus C5, aproveitou a bandeira vermelha para realizar uma segunda parada e montar outro jogo de macios. Com isso, conseguiu administrar o ritmo e resistir à pressão de Lewis Hamilton até a bandeirada.

Pneus usados no GP do México – Foto: divulgação Pirelli

Andrea Kimi Antonelli adotou uma estratégia diferente. O italiano largou com pneus macios e permaneceu na pista até a volta 43, quando trocou para médios. Assim como Verstappen e Hamilton, também aproveitou a bandeira vermelha para colocar outro jogo de macios usados. A estratégia contribuiu para que cruzasse a linha de chegada em terceiro lugar, resultado suficiente para assegurar o título mundial de Fórmula 1.

Apesar de existir uma certa preocupação com os pneus, já que a pista foi recapeada – mas com o decorrer das sessões os compostos se comportaram dentro da normalidade, não registrando granulação significativa e a degradação aconteceu dentro dos níveis esperados. Apenas Leclerc teve uma dificuldade adicional, já que fritou os pneus na relargada.

O desempenho dos pneus macios chamou a atenção, especialmente pelo stint prolongado de Andrea Kimi Antonelli. O italiano completou 43 voltas com o composto, registrando degradação bastante limitada e mantendo um ritmo competitivo até os momentos finais da prova.

Já o composto C3 não entrou nos planos das equipes. Em condições de corrida, o pneu não apresentava vantagem de desempenho em relação às duas opções mais macias disponíveis. De modo geral, os dados obtidos na pista confirmaram as previsões das simulações realizadas antes do fim de semana, tanto em relação à degradação quanto à competitividade das diferentes estratégias.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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