Não há como negar: correr em casa tem um sabor diferente. E mesmo quando o time vem do outro lado do mundo, basta colocar os pés em Interlagos para sentir o coração acelerar como se fosse o da casa. É com esse espírito que a TOYOTA GAZOO Racing encara a etapa brasileira do WEC, que toma conta do autódromo paulistano neste domingo com promessas de emoção do primeiro ao último stint.
O sábado foi de altos e baixos para a equipe japonesa. No lado alto do pódio — ou quase lá — está o Toyota GR010 Hybrid #8, que garantiu presença na Hyperpole com uma performance sólida de Ryo Hirakawa, empurrado pela consistência de Brendon Hartley, seu parceiro de volante. Resultado? A décima posição no grid. Não é o ideal, mas quem conhece endurance sabe: Interlagos é imprevisível, e posição de largada é só o começo da história.
“Vai ser uma corrida bem disputada. Não somos os mais rápidos, estamos no meio do pelotão, mas amanhã vai ser um dia melhor para nós”, comentou Hirakawa, com aquele otimismo dos que sabem que corrida longa tem mais virada que subida do Café.
Do outro lado da garagem, o GR010 #7 terá uma missão árdua. Kamui Kobayashi — que não só pilota como também veste o boné de chefe de equipe — viu seu trio completar a classificação apenas na 18ª posição. Mas quem já viu Kobayashi pilotar sabe: ele não foge do desafio. “Vamos esperar que a estratégia se encaixe”, disse o japonês. A mensagem é clara: a batalha está só começando.
Se na Hypercar a Toyota joga na cautela, na LMGT3 a coisa esquenta. A Akkodis ASP brilhou com seu Lexus RC F GT3 #87, levando José María “Pechito” López à primeira fila da categoria. A máquina irmã, #78, também mostrou força nas mãos do jovem alemão Finn Gehritz, garantindo a terceira posição. A torcida brasileira pode não ter um carro verde-amarelo na pista, mas tem motivos de sobra para se empolgar com o duelo promissor entre os Lexus e a concorrência feroz da Ferrari, Aston Martin e Porsche.
Com largada marcada para as 11h30, as 6 Horas de São Paulo prometem mais do que ronco de motor e adrenalina. É um verdadeiro festival de resistência, estratégia e emoção. Para os fãs nas arquibancadas — ou acompanhando de casa com o coração nas mãos —, a expectativa é clara: que vença o mais esperto, mais constante… e, quem sabe, mais apaixonado.
Prepare o cronômetro, o protetor solar e o coração: Interlagos vai rugir.
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