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“Precisamos achar quatro segundos”: Stroll admite atraso da Aston Martin no Bahrein

Com apenas 36 voltas no primeiro dia em Sakhir, canadense aponta problemas no motor e no equilíbrio do AMR26; equipe ainda enfrenta questionamentos internos e atraso no desenvolvimento

A Aston Martin iniciou a coleta de dados nesta última quarta-feira (11) com as outras dez equipes do grid. Lance Stroll foi escalado para primeira atividade da equipe no Bahrein, mas completou apenas 36 voltas em 8 horas de testes. O canadense não tentou esconder as dificuldades que o time tem enfrentado nesta fase inicial da coleta de dados.

“Neste momento, parece que estamos a quatro segundos e meio da equipe líder. É impossível saber a quantidade de combustível e tudo mais que as equipes estão usando. Mas, sim, agora precisamos tentar encontrar quatro segundos de desempenho.”

A equipe britânica chegou atrasada em Barcelona, conseguindo colocar o carro em pista na última hora do quarto dia de testes. Lance Stroll completou apenas cinco voltas. No dia seguinte, Fernando Alonso foi ao traçado para completar 61 voltas.

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O projeto da Aston Martin chama a atenção, pois tem como projetista Adrian Newey. Esse é o primeiro carro da equipe construído nos novos moldes do time, com instalações que também foram aperfeiçoadas nos últimos anos.

No entanto, antes mesmo do carro ir para pista, alguns problemas no projeto já eram comentados, como o atraso no desenvolvimento do carro, sem falar que a equipe britânica detectou uma “anomalia nos dados” da nova unidade de potência feita pela Honda.

Desde Barcelona, o carro da Aston Martin tem piscado uma luz azul, da parte traseira do carro. Pelo regulamento, a tal luz foi instalada, para ajudar que os pilotos veteranos identifiquem jovens competidores (sem superlicença) quando estes estiverem guiando os carros. Mas essa não é a sinalização no carro da Aston Martin, já que nenhum piloto além de Alonso ou Stroll assumiu a condução do AMR26.

Outras equipes explicaram em Barcelona, que a Aston Martin tinha informado que andaria com o motor mais limitado, desta forma, eles não atingiriam a velocidade máxima nas retas e alguns pontos de ultrapassagem e para evitar acidentes, estavam sinalizando os adversários.

No Bahrein, o carro da Aston Martin também emitiu a luz azul em alguns momentos, desta forma, a equipe aparenta ainda realizar testes com a potência reduzida. A situação gera uma série de questionamentos, pois Stroll completou apenas 36 voltas no primeiro dia de testes no Sakhir, enquanto Alonso visivelmente frustrado, fez 98 giros.

A fala de Stroll sobre a distância que a Aston Martin tem para outras equipes, foi após registrar 1m39s883, terminando a sessão de quinta-feira separado por 5s214 de Lando Norris.

“Temos todas as ferramentas para lutar por vitórias em corridas e campeonatos. Não estamos fazendo isso no momento e precisamos pensar no que podemos fazer a respeito. Queremos lutar por vitórias nas corridas? Sim. Estamos lutando por vitórias hoje? Não parece. Isso significa que podemos lutar por vitórias no futuro? Não, eu acredito que podemos”, falou Stroll.

O time parece próximo de sofrer mais uma mudança interna, com a saída de Andy Cowell – após o engenheiro britânico perder o posto de CEO e chefe de equipe da Aston Martin para Adrian Newey. Também é mencionado um embate entre eles, sobre o desenvolvimento do projeto, pois Cowell é experiente na área de motores, enquanto Newey se destaca na aerodinâmica.

“Então, eu não tenho uma bola de cristal, não tinha uma bola de cristal antes do início da temporada, e estamos onde estamos hoje. Não parece nada incrível. Isso pode mudar nas próximas semanas? Pode melhorar muito? Com ​​certeza. Vai melhorar 100%? Não sei. Não tenho as respostas para essas perguntas.”

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“Tudo o que posso dizer é que estamos nos esforçando ao máximo. Estamos focados em trazer o máximo desempenho para o carro, para o motor, a cada segundo de cada dia, e o tempo dirá o quão competitivos seremos na primeira corrida e ao longo de toda a temporada.”

Stroll afirma que a questão envolvendo a Aston Martin é “multifatorial”, apontando especificamente para o “motor, equilíbrio e aderência, não é apenas um elemento”. Quando perguntado sobre os pontos positivos, o piloto foi sucinto e afirmou: “a pintura está bonita. E o tempo está bom”.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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