O GP da Arábia Saudita será disputado neste fim de semana no Circuito de Jeddah-Corniche. A prova foi disputada pela primeira vez em 2021, em um circuito longo e desafiador.
As primeiras provas disputadas aconteceram em meados de março, mas neste ano a categoria corre próximo ao final de abril, onde as temperaturas, vento e umidade serão mais próximas das condições climáticas enfrentadas no verão e isso deve ter um impacto na prova.
Para as quatro primeiras corridas do ano, a Pirelli manteve a escolha de pneus trabalhada no ano passado, mas para o evento em Jeddah será trabalhada uma gama mais macia, formada pelos pneus: C3 (duro – faixa branca), C4 (médio – faixa amarela) e C5 (macio – faixa amarela). A nova seleção, combinada com a temperatura, deve aumentar o consumo dos pneus e viabilizar uma parada adicional.

A alteração foi pensada para ampliar as possibilidades estratégicas, tornando a corrida mais emocionante e movimentada. Nas primeiras edições dessa prova, a estratégia se baseou na parada única, mesmo com alguma influência do Safety Car.
Valtteri Bottas foi o único piloto a adotar uma estratégia de duas paradas no GP do ano passado, enquanto os demais optaram por apenas um pit stop. A maioria largou com pneus médios (C3) e trocou para os duros (C2) na segunda parte da prova.
Oliver Bearman, com a Ferrari, e Bottas, pela Sauber, foram os únicos a iniciar a corrida com os pneus macios (C4), buscando tirar proveito da aderência extra no início. Já Norris (McLaren), Hamilton (Mercedes) e Zhou (Sauber) prolongando ao máximo o stint com os médios antes de trocar para os macios, mostrando que esse composto também poderia ser competitivo ao longo da corrida.

Com 6,174 km de extensão, o circuito de Jeddah é um dos mais rápidos do calendário, com os pilotos acelerando em cerca de 80% da volta — mesmo com suas 27 curvas, sendo 16 para a esquerda e 11 para a direita. Muitas dessas curvas são de média a alta velocidade, o que torna a pista desafiadora e que cobra os erros. Apesar das três zonas de DRS, as ultrapassagens seguem difíceis por conta da falta de pontos de frenagem forte.
O asfalto não é muito abrasivo, mas as forças laterais sobre os pneus são altas. A granulação pode surgir nas primeiras sessões, já que a pista costuma estar suja por ser pouco utilizada. Ao longo do fim de semana, com o acúmulo de borracha das categorias de apoio, o nível de aderência melhora. Com a escolha de compostos mais macios para este ano, será interessante observar como os pneus vão reagir.

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