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Mark Walter avalia venda de participação na Cadillac na F1, com equipe estimada em US$ 3 bilhões

Mark Walter estaria avaliando propostas pela equipe de Fórmula 1, que já despertou o interesse de pelo menos sete grupos; TWG Global havia negado intenção de vender o projeto recentemente

A Cadillac pode se tornar o próximo grande negócio do mercado esportivo. Segundo informações publicadas pelo Sportico, Mark Walter, controlador da equipe de Fórmula 1 por meio da TWG Global, estaria buscando interessados para vender a operação por pelo menos US$ 3 bilhões. De acordo com os rumores ao menos sete grupos demonstraram interesse na aquisição.

A possível negociação chama a atenção porque, há pouco mais de um mês, a TWG Global havia negado qualquer intenção de se desfazer de sua participação na equipe. Na ocasião, a empresa também afirmou que não considerava vender outros ativos da TWG Motorsports, divisão que reúne seus investimentos no automobilismo.

A declaração foi divulgada em meio a uma série de movimentações envolvendo o patrimônio esportivo de Walter. O empresário acertou a venda do Los Angeles Lakers por US$ 12,5 bilhões para um grupo liderado por Joshua Kushner e Bob Iger. Também vendeu sua participação de 13% no Chelsea, da Inglaterra, para a acionista majoritária Clearlake Capital.

Além disso, uma reportagem da Bloomberg publicada no mês passado apontou que Walter estaria buscando compradores para o Los Angeles Sparks, equipe da WNBA, por aproximadamente US$ 700 milhões. Apesar das negociações envolvendo diferentes propriedades, o empresário reiterou recentemente que não pretende vender o Los Angeles Dodgers, franquia da MLB, assim como também tinha mencionado que não tinha interesse de se desfazer da sua participação na Fórmula 1.

O movimento em torno dos ativos esportivos de Mark Walter acontece em um momento de pressão sobre seus negócios. O empresário foi alvo de questionamentos por não divulgar transações entre empresas relacionadas a seguradoras controladas por ele por meio da Guggenheim Partners, companhia da qual é cofundador e CEO.

A falta de divulgação dessas operações motivou duas investigações federais nos Estados Unidos. Desde então, o futuro dos investimentos esportivos de Walter passou a ser acompanhado com maior atenção pelo mercado.

A TWG Global controla a operação da Cadillac na Fórmula 1 em parceria com a General Motors e sua subsidiária Cadillac. Embora a TWG seja a acionista controladora, a divisão exata das participações entre os envolvidos não foi divulgada.

Para entrar na Fórmula 1 foi necessário fazer um investimento expressivo, não apenas pensando em estrutura da equipe, mas todos os valores envolvendo a construção do equipamento, logística e as outras demandas que um campeonato na categoria tem como característica. A TWG e a GM pagaram uma taxa de diluição de US$ 450 milhões e investiram pelo menos mais US$ 1 bilhão na estruturação da operação.

Além disso, restando 4 etapas para o final do campeonato, a Cadillac ainda não conseguiu um único ponto. Apesar de toda dificuldade esperada para o seu primeiro ano de estreia na Fórmula 1, com pouco tempo de operação, o time norte-americano já precisou passar por uma reestruturação interna.

Segundo fontes ouvidas pelo Sportico, a equipe deve registrar um prejuízo próximo de US$ 400 milhões em 2026. O valor, entretanto, está relacionado principalmente aos custos iniciais de implantação e ao fato de que a operação comercial ainda está em fase de expansão.

Uma eventual venda por US$ 3 bilhões representaria uma valorização significativa em relação ao capital investido para colocar a equipe no grid. O interesse de ao menos sete possíveis compradores, segundo a reportagem, também indica que existe espaço para negociações em torno de uma das propriedades mais recentes da categoria.

Apesar dos desafios enfrentados, a Cadillac hoje é registrada como a 11ª equipe do grid, uma vaga que é muito difícil de se obter por conta de todas as exigências não apenas da FIA, mas principalmente da parte comercial da Fórmula 1.

O crescimento da categoria mundialmente e a expansão do calendário para outros países ajuda na compressão do interesse gerado em torno de uma equipe de Fórmula 1. O valor de uma organização na Fórmula 1 não depende exclusivamente dos resultados esportivos imediatos, mas também de sua posição dentro do campeonato, potencial comercial e perspectiva de crescimento.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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