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Leclerc lidera TL2 no México e confirma bom ritmo da Ferrari

Monegasco fecha a sexta-feira na frente, com Norris e Russell logo atrás; segundo treino também teve toque entre Verstappen e Lawson e problema no carro de Hamilton

O segundo treino livre do GP da Cidade do México terminou novamente com Charles Leclerc na liderança. O monegasco confirmou o bom desempenho da Ferrari ao longo desta sexta-feira (30), repetindo o resultado obtido no início das atividades em Austin e colocando a equipe italiana entre as principais forças do dia.

O desempenho da Ferrari pode estar relacionado a uma vantagem proporcionada pelas características de sua unidade de potência, especialmente pelo tamanho do turbo utilizado. Ainda assim, será necessário aguardar o terceiro treino livre para compreender melhor o ritmo da equipe e avaliar suas reais condições de competitividade no circuito mexicano.

Lando Norris colocou a McLaren na segunda posição, com o tempo de 1min17s930. O britânico chamou a atenção pelo bom rendimento nas voltas rápidas com os pneus macios e terminou muito próximo do líder. George Russell também apresentou evolução ao longo da atividade e garantiu o terceiro lugar, com 1min17s933, apenas três milésimos atrás de Norris.

Andrea Kimi Antonelli completou o top 4, com 1min18s044. O italiano manteve um bom ritmo com a Mercedes e segue em um fim de semana importante na disputa pelo título, com a possibilidade de encaminhar a conquista no México.

Max Verstappen colocou a Red Bull na quinta colocação, a 0s311 de Leclerc. Isack Hadjar apareceu logo atrás, em sexto, mas chamou a atenção nos minutos finais ao passar de forma mais agressiva por uma ondulação da pista (bump). O francês sentiu o impacto e solicitou à equipe uma verificação no assoalho do carro.

Arvid Lindblad garantiu a sétima posição com a Racing Bulls, seguido por Pierre Gasly, da Alpine, e Liam Lawson, que terminou em nono com o segundo carro da equipe. Um dos momentos mais tensos do TL2 envolveu justamente Lawson e Verstappen. Os dois se encontraram na pista e acabaram se tocando, em uma disputa na qual nenhum dos pilotos deixou espaço suficiente para o outro, provocando danos nos carros.

Oscar Piastri fechou os dez primeiros, mas ficou distante do ritmo apresentado por Norris. Lewis Hamilton, por sua vez, terminou apenas em 11º. O britânico teve sua participação interrompida após completar 13 voltas, devido a um problema no motor da Ferrari.

A Fórmula 1 retorna neste sábado (31), às 14h30 (horário de Brasília), para a realização do terceiro treino livre. Na sequência, os pilotos disputam a classificação que definirá o grid de largada do GP da Cidade do México.

Saiba como foi o segundo treino livre na Cidade do México

Quando os pilotos retornaram uma segunda vez ao traçado, a temperatura na pista estava na casa dos 39°C, com 22°C no ambiente.

O carro de Oliver Bearman passava por uma troca do motor, após o problema apresentado ao final do TL1, quando o equipamento retornou aos boxes soltando muita fumaça.

Retornaram aos carros: George Russell, Max Verstappen, LandoNorris, Liam Lawson, Franco Colapinto, EstebanOcon, Gabriel Bortoleto, Alex Albon, Lance Stroll e Valtteri Bottas, depois que os pilotos novatos foram escalados para primeira sessão.

Iniciaram a atividade com os pneus macios, Max Verstappen e Alexander Albon, dessa forma, o piloto neerlandês anotou 1m20s474 em sua primeira volta cronometrada, enquanto Alexander Albon obteve uma marca na casa de 1m21s676.

Apesar da substituição do motor de Oliver Bearman, o piloto da Haas recebeu um alarme, indicando mais uma dificuldade com o VF-26, porém, a equipe pediu para o piloto manter o carro ligado, para não impedir que ele participasse da sessão.

Minutos depois a Haas identificou um problema no sofware e trabalhava internamente para solucionar o problema, enquanto o britânico continuava em pista fazendo a sua coleta de dados.


Charles Leclerc tabalhava com os pneus médios e depois de duas voltas de aquecimento foi buscar um giro rápido, mas por conta de um erro na sequência de “S”, precisou abortar a volta e ficou apenas com 1m24s754, no final da tabela. Por outro lado, Lewis Hamilton que também andava com os pneus médios cravou 1m18s741 e tomou a liderança, superando Oscar Piastri por 0s498 – depois que o piloto australiano completou sua volta com pneus duros.

Erros eram observados ao longo da atividade, como foi o caso de Lando Norris que escapou na primeira curva e logo depois retornou aos boxes.

Após 14 minutos de atividade o segundo treino livre foi encaminhado para o regime de bandeira vermelha, após uma batida entre Liam Lawson e Max Verstappen que gerou a quebra da asa dianteira do piloto da Racing Bulls, depois que ocorreu um toque entre os competidores. Lance Stroll também apresentava problemas.


O assoalho do carro de Verstappen ficou danificado, deixando um pedaço na pista. O incidente foi notado e era investigado pelos comissários.

Com a interrupção da atividade, os dez primeiros eram: Leclerc, Hamilton, Piastri, Antonelli, Norris, Verstappen, Lindblad, Gasly, Russell e Hadjar. A melhor marca era do piloto monegasco que se encontrou na pista com os pneus médios e anotou 1m18s257, contra 1m18s561 de Hamilton e 1m18s896 de Piastri.

Treinavam com os pneus duros: Piastri, Lindblad, Alonso, Lawson, enquanto o restante do grid dava mais atenção aos pneus médios, mas os macios começavam a ganhar protagonismo. Por conta da pausa forçada, Leclerc e Hamilton receberam um jogo de pneus macios novos para o retorno à pista, enquanto Norris e Alonso seguiram os passos da dupla da Ferrari.

Antonelli atingiu o tempo de 1m18s559 com os pneus médios, antes de fazer a sua saída com um jogo de pneus macios. Fernando Alonso surgiu na quinta posição com a marca de 1m18s596.

O regime de Virtual Safety Car foi instaurado, com Lewis Hamilton encerrando a sua participação na sessão, com o carro parando na reta principal dos boxes. O heptacampeão era o quarto colocado com 1m18s512 como sua melhor volta com os pneus macios, o piloto tinha relatado falta de potência depois da curva 13 e foi orientado a parar com o carro.

Gabriel Bortoleto era o único nos boxes, a Audi realizava algumas trocas, já que a questão com o motor preocupava a equipe não apenas no TL1 – com Slater – mas após as trocas realizadas em Austin, com o intuito de evitar novas questões com a unidade de potência no Brasil.

Leclerc comandava a pista e começou a rodar na casa de 1m17s827 com um jogo de pneus macios de nove voltas. A diferença para Norris era de 0s103. Neste momento da sessão, todos os pilotos estavam com pneus macios.

Restavam 24 minutos para o final e os dez primeiros eram: Leclerc, Norris, Antonelli, Hadjar, Russell, Lindblad, Piastri, Hamilton, Gasly e Alonso. O piloto francês da Red Bull fazia um excelente trabalho para obter a marca de 1m18s237.

Com o término da sessão se aproximando, os pilotos focavam no ritmo de corrida, com o stint mais longo. Os pneus macios eram os preferidos para esse momento da coleta de dados. Apesar de Ocon soliticar para usar os pneus macios, a equipe acabou invertendo a configuração com Bearman e trabalhava com os médios.

Para os 12 minutos finais, a Audi conseguiu colocar Bortoleto em pista. O brasileiro estava calçado com os pneus médios, enquanto o time tentava ao menos permitir que ele tivesse um pouco de contato com a pista, depois de perder o TL1.

Hadjar também reclamou do bump que acabou pegando na pista e solicitou uma verificação para o assoalho do seu carro depois da pancada.

Programação – Horários do GP do México – Foto: Ale Ranieri / Boletim do Paddock

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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