Indy 500, vacilos históricos

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A centenária Indy 500 é disputada em 200 voltas, quase 3 horas misturando velocidade, estratégia, resistência e emoção. Essa corrida é tão mágica que é capaz de ter um pole que roda na volta de apresentação, outro pole que bate na primeira curva e na primeira volta, um piloto que na ânsia de vencer ultrapassou até o Pace Car e outro que perdeu a vitória na última curva e na última volta.

Vamos relembrar hoje 4 vacilos históricos em Indianapolis.

Qual seria o maior, se auto obliterar no início ou antes mesmo deste, ou no final quando a glória parecia tão próxima?

Roberto Guerrero 1992 Fonte: @Twitter

Roberto Guerrero 1992: a pole em Indianapolis tem um glamour todo especial. O colombiano Roberto Guerrero conseguiu o feito levando seu Lola-Buick a posição de honra no oval mais famoso do mundo. Mas aquele nublado e frio domingo em Indianapolis não era o dia de Guerrero. Ele conseguiu a proeza de rodar durante a volta de aquecimento, não chegando sequer a largar. Todo o trabalho do piloto e da equipe foram jogados fora por um vacilo incrível do próprio piloto.

Scott Goodyear 1995 Fonte: @Twitter

Scott Goodyear 1995: pilotando um Reynard-Honda da equipe Tasman, o canadense que já havia batido na trave em 1992 vinha fazendo uma prova consistente, largando na primeira fila, andando sempre no pelotão da frente liderava seguido por Scott Pruett, até que seu xará americano bate na saída da curva 2, causando bandeira amarela. A relargada ocorreu há 10 voltas do fim e aí Goodyear cometeu um vacilo incrível, na ânsia de abrir frente a seu compatriota Jacques Villeneuve acelerou tanto que ultrapassou o pace car, recebendo a devida punicão, e entregando de bandeja a vitória ao piloto da Green. Eu colocaria também um pouco de culpa na equipe que não avisou o piloto pelo rádio e claro o próprio pace car que estava lento demais. O vacilo de Scott Goodyear custou o que seria o primeiro triunfo da Honda na Indy 500, os japoneses tiveram que esperar até 2004 para finalmente beberem o leite da vitória.

Scott Sharp 2001 Fonte: @Twitter

Scott Sharp 2001: mais um pole que ficou devendo na Indy 500. Sharp cravou a pole com o carro #8 da Kelley Racing, largou bem, iniciando a curva 1 na liderança, só que perdeu o controle do carro batendo no muro e abandonando sem completar nenhuma das 200 voltas da prova. Pelo menos superou Roberto Guerrero que 9 anos antes não conseguira sequer largar.

JR Hildebrand 2011 Fonte: @Twitter

| JR Hildebrand 2011: o vacilo mais dolorido de todos. Os americanos comemoravam 100 anos do evento, um piloto da cada estava prestes a vencer, seu carro era patrocinado pelo Guarda Nacional, ou seja, tudo se encaminhava para um final perfeito. O jovem californiano que pilotava o carro #4 da equipe Panther havia contornado a fatídica última curva de Indianapolis 199 vezes, porém o destino aprontou das suas, no último giro JR Hildebrand dá de cara com Charlie Kimball na entrada da curva 4, ao invés de contorna-la atrás do retardatário e engoli-lo na reta, tentou ultrapassa-lo por fora, foi no lado sujo da pista e literalmente destruiu seu carro no muro, entregando a vitória a Dan Wheldon. Se eu fosse JR Hildebrand ficaria sem sair de casa pelo menos 1 mês.

Cristiano Seixas

Fã hardcore de Fórmula 1, apreciador da historia, números e estatísticas da categoria, mais conhecido como Mestre Cristiano Seixas, pois é um PHD e MDA em Fórmula 1 ainda é Graduado, Pós-Graduado, Mestrado e Doutorado sobre História da Fórmula 1, Wikipedia erra o Cristiano não.

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