Lewis Hamilton terminou o Grande Prêmio dos Estados Unidos de Fórmula 1 na quarta posição e apontou o equilíbrio do carro como o principal problema enfrentado durante a corrida em Austin. Apesar das atualizações levadas pela Ferrari ao Circuito das Américas e do bom desempenho nos treinos livres, o britânico não conseguiu acompanhar o ritmo necessário para brigar pelo pódio.
Enquanto Hamilton enfrentava dificuldades, Charles Leclerc voltou a se destacar. O monegasco terminou em segundo lugar, conquistando seu segundo pódio consecutivo e garantindo pontos importantes para a Ferrari na disputa pelo vice-campeonato de Construtores.
A Ferrari chegou ao fim de semana norte-americano cercada de expectativas após introduzir atualizações no carro. Os sinais iniciais foram positivos, Leclerc liderou um dos treinos livres, enquanto Hamilton terminou outra sessão na primeira posição.
O cenário, porém, mudou na classificação. Com os adversários elevando o ritmo, os pilotos da equipe italiana largaram apenas em quarto e quinto lugares, atrás das duas Red Bull. Andrea Kimi Antonelli, da Mercedes, conquistou a pole e transformou a vantagem em vitória na corrida.
Na largada, Hamilton e Leclerc partiram para o ataque e ultrapassaram Isack Hadjar. Na sequência, os dois também pressionaram Max Verstappen, com Leclerc chegando a superar o nerlandês antes de perder novamente a posição.
Ao longo da prova, a Ferrari e a Red Bull apostaram em estratégias de duas paradas. Leclerc voltou a ultrapassar Verstappen nas voltas finais e garantiu o segundo lugar. Hamilton, por sua vez, não conseguiu acompanhar o ritmo do companheiro e terminou fora do pódio.
Após a corrida, o heptacampeão destacou que começou a prova em desvantagem por não dispor de um jogo de pneus novos. Segundo ele, a diferença em relação aos rivais comprometeu o desempenho no primeiro trecho da disputa.
“Eu não tinha um pneu novo para começar, então isso me colocou um pouco em desvantagem em comparação com os carros à minha frente. Então, eu tinha um pouco mais de desgaste naquele primeiro stint do que eles.”
O britânico estimou que a diferença de desempenho entre pneus novos e usados representava cerca de dois segundos no ritmo de corrida. Ainda assim, apontou outro fator como o principal obstáculo para extrair o potencial do carro.
“A diferença entre um pneu novo e um usado é de cerca de dois segundos em termos de ritmo de corrida, então perdi isso no primeiro stint. Mas o equilíbrio foi o meu maior problema – o carro estava desajustado. Mas acho que a equipe fez um ótimo trabalho nas paradas e na estratégia.”
Apesar da dificuldade em Austin, Hamilton demonstrou confiança de que pode apresentar resultados melhores nas próximas etapas. Para isso, considera fundamental encontrar um acerto mais adequado desde o início do fim de semana.
O piloto também reconheceu a importância do resultado de Leclerc para os objetivos da Ferrari no campeonato. A equipe busca manter a segunda colocação no Mundial de Construtores, com a disputa por pontos diante da McLaren como uma das prioridades.
“Acho que o Charles fez um ótimo trabalho neste fim de semana para conseguirmos… é bom para a pontuação estar à frente da McLaren, assim podemos manter o segundo lugar no Campeonato de Construtores”, continuou ele.
“Preciso mesmo tentar extrair mais deste carro nas próximas corridas. Acredito que poderia ser mais rápido se conseguíssemos acertar o acerto.”
O britânico acrescentou que precisa entender como chegar a uma conclusão mais eficiente sobre o acerto antes da corrida. Segundo ele, a dificuldade não foi isolada em Austin e já havia aparecido em outras etapas, como Silverstone.
Hamilton também comparou o próprio desempenho ao de Leclerc e apontou diferenças na configuração aerodinâmica como um fator que pode ter influenciado a capacidade de contornar as curvas.
“Eu simplesmente não conseguia acompanhar o Charles porque ele tinha muito mais asa dianteira do que eu, e aí eu não conseguia virar o carro. Foi a mesma coisa hoje.”
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