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Fórmula E leva o Mundial pela primeira vez ao Autódromo Internacional de Miami

Lucas Di Grassi destaca desafio inédito e aposta em corrida intensa na terceira etapa da temporada

Depois de passar por Brasil e México, o Campeonato Mundial de Fórmula E chega aos Estados Unidos para a terceira etapa da temporada, marcada para o próximo sábado (02/02). Pela primeira vez em sua história, a categoria elétrica acelera no Autódromo Internacional de Miami, encerrando a fase americana do calendário. O grid contará com dois representantes brasileiros: Lucas Di Grassi, defendendo a Lola Yamaha Abt, e Felipe Drugovich, pela equipe Andretti.

Embora Miami já tenha figurado no mapa da Fórmula E em outras ocasiões, esta será uma estreia absoluta no atual circuito. Em 2015, na temporada inaugural do campeonato, a corrida foi disputada nas ruas da baía de Biscayne. Uma década depois, a categoria retornou à cidade para uma prova no traçado misto do Homestead-Miami Speedway. Agora, o Mundial passa a competir na pista que desde 2022 recebe o Grande Prêmio de Fórmula 1.

Para esta etapa, a Fórmula E adotou um traçado de 2,32 quilômetros, com 14 curvas distribuídas ao longo do circuito. O desenho combina uma primeira parte fluida, porém tecnicamente exigente, com um trecho final mais veloz, especialmente entre as curvas 8 e 13. O conjunto favorece as ultrapassagens e promete agradar tanto aos pilotos quanto ao público.

Lucas Di Grassi destaca o caráter desafiador do novo palco. “É uma pista que combina retas longas com trechos técnicos e vai testar a capacidade dos pilotos e das equipes. Por ser inédita, será um desafio especial para todos”, afirma o brasileiro. O piloto também chama atenção para a qualidade do asfalto: “O piso é o melhor que tivemos até agora, com menos bumps e irregularidades, o que muda um pouco a abordagem em relação a São Paulo e Cidade do México”.

A superfície mais homogênea deve proporcionar níveis mais elevados de aderência, fator decisivo em um campeonato conhecido pela limitação de treinos. “Será a primeira vez que vamos correr lá e, como na Fórmula E temos poucos treinos e praticamente tudo acontece em um único dia, o foco das equipes é encontrar o acerto o mais rápido possível. A expectativa é de uma corrida muito disputada do começo ao fim”, resume Di Grassi.

Após as etapas realizadas no Brasil e no México, a liderança do campeonato pertence ao neozelandês Nick Cassidy, da equipe Citroën, com 40 pontos, seguido pelo inglês Jake Dennis, da Andretti.


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Rubens Gomes Passos Netto

Editor chefe do Boletim do Paddock, me interessei por automobilismo cedo e ao criar este site meu compromisso foi abordar diversas categorias, resgatando a visão nerd que tanto gosto. Como amante de podcasts e audiolivros, passei a comandar o BPCast desde 2017, dando uma visão diferente e não ficando na superfície dos acontecimentos no mundo da velocidade. Nas horas vagas gosto de assistir a filmes e séries de ação, ficção científica e comédia. Atuando como advogado, também gosto de fazer análises e me aprofundar na parte técnica.

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