BP BEATS – Silverstone – Um Templo do Automobilismo na Terra do Rock

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Em uma galáxia muito, muito distante, onde o rock ‘n roll estava em estágio embrionário, East Midlands na Inglaterra possuía uma área estratégica para a pousos e decolagens na Segunda Gerra Mundial. Uma base aérea que foi construída em 1943 que tinha um formato muito diferente do que vemos hoje. Óbvio, pois ninguém imaginaria um circuito para corridas de carros enquanto o mundo entrava em crise por conta dos nazistas.

Foto aérea de Silverstone quando era uma base militar. Fonte: bandeiraverde.com.br

A Segunda Gerra Mundial termina em 1945. As forças aliadas acabam com o holocausto e de quebra o Caveira Vermelha foi abduzido pelo Tesseract, porém com a baixa do Capitão America que ficou congelado por décadas. Entre essas noticias e festejos, nasciam naquele ano alguns caras que se tornariam lendas do rock como Rod Stewart, Eric Clapton, Ritchie Blackmore, Pete Townshend, Ian Gillan, Bryan Ferry e Davy Jones para ficamos apenas nos mais conhecidos, mas que rolava naqueles tempos era Dorothy Squires, uma famosa cantora do País de Gales que bombava na Inglaterra com a balada The Gipsy.

Outros tempos, outros ritmos. O que fazer com uma base aérea que durou tão pouco? Continuar sendo um esconderijo de aeronaves? Transformar em um estacionamento do Wall Mart? Construir um castelo gigante e chama-lo de Harrenhall? Nada disso, vamos reciclar!

Autódromos exigem um grande espaço físico para que sejam verdadeiramente comerciais e minimamente decentes. Silverstone tinha espaço suficiente para uma adaptação.

O nome Silverstone vem de uma pequena vila da localidade, que no último censo contou 2.176 moradores e cujas origens remontam ao século XI. A palavra também é um sobrenome um tanto comum na região (o relato mais antigo de um fulano Silverstone é de 1555 e sabe-se que 84 Silverstones serviram às forças britânicas na Primeira Guerra).

E já que não encontramos nenhuma música com o nome Silverstone (e seria forçar demais colocar aqui o clipe de Crazy, do Aerosmith, só porque tem participação da Alicia Silverstone), vamos fazer uma pausa com os Mescaleros de Joe Strummer, que nasceu na Turquia mas era mais inglês que a rainha:

Um outro problema que seria resolvido no decorrer dos anos foi o acesso à essa área remota. Hoje em dia os fãs do automobilismo contam com uma estrutura melhor e podem seguir o circuilto como os Três Reis Magos seguiram as estrelas até a manjedoura. Imagine você, se dirigindo com cabelos ao vento sob o som de Highway Star do Deep Purple? Banda esta que nasceu em terras inglesas, mais precisamente em Hertfordshire, 1968. Sente o som:

E para chegar lá o melhor é dirigindo, mesmo. As cidades mais próximas são as pequenas Towcester e Brackley (onde fica a sede da Mercedes F1). A cidade grande das redondezas é Northampton, a 84km de distância, cidade natal de Matt Smith, o 11º Doutor (referências a Doctor Who são obrigatórias de acordo com o patrão), dos malucos e geniais Alan Moore e Tim Minchin e da banda indie New Cassettes:

Nota do Valesi: sim, eu descobri que o Thom Yorke também é de Northampton, mas ninguém merece Radiohead, né não?

Nos anos 60, tivemos o primeiro grande vencedor do GP da Grã-Bretanha. Não poderia ser mais perfeito do que um Inglês: Jim Clark levou 5 vitórias no GP porém 3 foram disputadas em Silverstone 1963, 1965, 1967. As outras foram em 1962 (Aintree) e 1964 (Brands Hatch).

E falando em 3 vitórias, os Rolling Stones lançavam seu terceiro álbum: Out Of Our Heads em 30 de julho de 1965, ano este em que Jim Clark venceu o GP pela quarta vez. Dizer sobre a qualidade dos Stones nos anos 60 é chover no molhado. Desse álbum tiramos I’m Free, que não só fez muito sucesso na época como também em 1990 com o Soup Dragons abrindo o álbum Lovegod.

Versão dos Stones:

Versão do Soup Dragons

Ouçam: UNDER THE COVERS 27 – I’M FREE

Se você conhece bem os autores desse texto, quem você acha que escolheu qual versão?

E ali bem perto, em 1970 o mundo conhecia Emmerson Fittipaldi. Com seu estilo inconfundível e bom humor, o brasileiro levou para casa dois troféus do GP porém apenas o de 1975 foi em Silverstone. Mas o ano que venceu seu primeiro GP em terras da Rainha realizado em Brands Hatch, também foi o ano de seu primeiro título na Fómula 1.

Em 1972, enquanto Emmo (conhecido também por ter amizade com George Harrison e até ter uma versão de Here Comes The Sun em sua homenagem) estava curtindo sua temporada, outro gênio da música lançava não só um novo álbum, mas mais uma de suas invenções. David Bowie criava Ziggy Stardust, simplesmente o alienígena mais comentado e adorado no mundo musical. The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars lançado em junho daquele ano é considerado uma das obras mais marcantes do Camaleão do Rock. Entre as pérolas, para ficar apenas nas mais conhecidas: Suffragette City, Ziggy Stardust e Starman (ainda não acredito que esse cara foi abduzido – Bunnyman).

Pô, Bunnyman! Como é que você fala de Ziggy Stardust, cita três músicas, coloca o Astronauta de Mármore e deixa de fora a melhor do álbum? Nada disso, vamos ter dose dupla de Bowie aqui, hoje:

O interessante é que o ídolo nacional do automobilismo Ayrton Senna da Silva, com todo seu indiscutível talento venceu “apenas” 1 GP em Silverstone (e a gente que nem no videogame consegue?)! Isso é interessante, pois os próprios ingleses diziam que iriam mudar o nome para Silvastone, já que nas categorias de base ele sempre mandou muito bem por lá. Em 1988 ele mandou bem até demais e levou o caneco.

Apesar de grandes vencedores nos anos 60, os ingleses já não iam tanto para lugar mais alto do pódio nos anos 80. Tivemos em 1981 o John Watson e em 1986 e 1987 o Nigel Mansell. Em 1987, Silverstone se estabeleceu também como único circuito do GP da Grã-Bretanha. Brands Hatch é muito bacana. Uma grande perda para a F1.

E falando em perda, há quem diga que os anos 80 foram perdidos para a música (cof, cof, entre The Wall e Nevermind pouquíssima coisa se salva), desculpem mas acho que foram anos de uma transição necessária que tiveram altos pontos na música, cultura, etc. E até como lição para não usarmos mais aquelas ombreiras. Um dos pontos que se salvaram foi a MAIOR BANDA DE LIVERPOOL DE TODOS OS TEMPOS.

Os anos 90 voltam a ter mais discípulos da Rainha no topo. Nigel Mansell em 1991 e 1992, Damon Hill em 1994, Johnny Herbert em 1995, e David Coulthard em 1999 e 2000. Uma década na qual o fã inglês não pode reclamar. Tiveram como campeões o Mansell em 1992 e Damon Hill em 1996. Com a seca que passaram nos 80’s, tá ótimo!

Em agosto de 1992, o Snap fazia muito sucesso com Rhythm Is a Dancer, um som muito ruim para quem tinha feito um álbum dançante muito bacana anteriormente onde tinha o hit The Power (só fez sucesso porque era trilha de novela). O R.E.M. lançava o ótimo Automatic For The People e Morrissey “O Maior Inglês Vivo” saía definitivamente da sombra dos Smiths e lançava seu terceiro álbum solo, o espetacular Your Arsenal. Sim, 1992 foi um ano grunge, mas como grunge é americano, quem botava pra detonar mesmo na Inglaterra era o Iron Maiden.

Os anos 2000 foram piores para os ingleses em Silverstone. Sua última vitória havia sido em 2000 com Coulthard. Esperaram até 2008 quando um marrento Lewis Hamilton fazia sua segunda temporada na F1, trazendo mais alegria para a galera da geral. Mas pelo menos tiveram 2 títulos 2008 para Lewis Hamilton e 2009 para Jenson Button.

Nota do Valesi2: deixei passar a piadinha do Bunnymen por amizade, mas se for pra ficar falando desse último cara aí as coisas vão começar a ficar feias.

Em 2008 uma banda inglesa se firmava nos ouvidos daqueles que curtem um novo tipo de rock. Um espanto ver Jenson Button nos vocais do Coldplay. Como ele conseguiu dividir a atenção entre a F1 e a banda? *

Enfim, essa nova década de ’10, tem sido interessante para o campeonato de pilotos com 3 títulos de Lewis Hamilton (até o momento), mas nada bom para as equipes. McLaren e Williams só tem dado desgosto (e não só em Silverstone).

O Grande Prêmio da Grã-Bretanha vem sido acolhido anualmente desde 1987 até os dias de hoje, mas nem sempre foi assim:

1950 – 1954 – Silverstone;

1955 – 1960 – alternando com Aintree;

1961 – 1962 – Antree;

1963 – 1986 – Alternando com Brands Hatch;

1987 – 2019 – Ainda não se sabe se o contrato será renovado.

* Sabemos que o Jenson Button não é piloto o Chris Martin, mas sim o Starlord.

#BPBeats é uma produção da dupla que não é sertaneja, contudo é a prova que panela velha faz comida boa sim. Carlos Eduardo Valesi do qual já era residente fixo do BP em conjunto com Ricardo Bunnyman peça única da podosfera tupiniquim, que foi recentemente adquirido em um leilão beneficente e por uma força do destino do qual nem os búzios, nem os zodíacos e muito menos os físicos teóricos da Magrathea poderiam prever que o encontro desses dois surgiria uma série tão empolgante e digna das melhores revistas do ramo musical, tal qual como Rolling Stones e da saudosa MTV, apreciem sem moderação.

BP Beats

Depois de um bate papo no happy hour do BP, entre uma brincadeira e outra surgiu a ideia de uma nova atração no site que é essa que o Amigo Cabeça de Gasolina está pondo os olhos agora: O BP Beats tem como ideia fazer algum tipo de sintonia com o automobilismo e sua provável trilha sonora, sob a batuta de Carlos Eduardo Valesi e Ricardo Bunnyman você irá serpentear pelo universo do automobilismo com rápidas paradas nos mundos colonizados por músicos e suas obras!!!

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