BPBeats 12 – Festivais de Campeões

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|De São Paulo/SP para Curitiba/PR voltando para São Paulo/SP:

lll RBS: Uma Festa! O automobilismo é uma festa independente da categoria. Pode ser na Formula 1 regada a Mumm, pode ser na Indy com leite, pode ser na Nascar com churrasco de bacon ou pode ser no OsKarteiro com Skol, picanha e pão de alho do Thiago Meira… o automobilismo sempre leva emoção para seu público.

lll CEV: Menos para a patrulha da corrida chata, mas esse pessoal também só deve gostar de música eletrônica.

lll RBS: E no público que costuma ir nos festivais de música, isso é mais evidente ainda. Ver seus idolos ao vivo, cantando e tocando para nossa alegria é demais. Tanto que alguns até estrapolam nas performances para chamar a atenção da platéia, principalmente em início de carreira no ápice da forma física. Pede para o Bono Vox fazer o que ele fez em 1982 nos dias de hoje. Acho que ele nem precisa mais disso, né?

lll RBS: A consagração de um piloto é estar em uma categoria de expressão e depois disso em uma equipe competitiva. Em uma banda não é diferente. Normalmente se sonha em ter um bom entrosamento, participar de festivais, abrir show para o U2, Rolling Stones e depois encher estádios.

Há muito em comum como pudemos ver em todos esses BPBeats que escrevemos. Sempre com o automobilismo puxando a fila, mas quem foi campeão nos anos onde tivemos os maiores festivais desse Mundo de Schumacher?

|WOODSTOCK – 1969

lll RBS: Realizado entre 15 e 18 de agosto no longinquo ano de 1969 em uma fazenda no estado de Nova York, não foi o primeiro festival musical da história como muitos podem pensar, mas talvez o primeiro a ter projeções planetárias devido a cena do rock naquela época. Naqueles tempos, tivemos a nata do rock construindo o estilo. Nem todos estiveram lá como Beatles, Pink Floyd e Doors (DISPARADO A MELHOR BANDA DOS 60’s [CEV Aí pode haver controvérsias; os Stones, o Black Sabbath, todos podem entar nessa disputa. Menos o Pink Floyd, pois é a melhor banda DE TODOS OS TEMPOS]). Nesse festival, citando alguns dos grandes, tivemos Ritchie Valens, Santana, Grateful Dead, Creedence Clearwater Revival (desfio Valesi a falar esse nome depois do poker regado a ‘fanta uva’), Janis Joplin, Sly & The Family Stone, The Who, Jefferson Airplane, Jimmy Hendrix, Joe Cocker e Ravi Shankar que descobri pelo @fabioramiro em um AutoRadio que ele é pai da Norah Jones.

Meu… muita coisa boa para colocar aqui não só de quem participou do festival mas como álbuns sensacionais de quem não esteve lá… esses sons ficam pela escolha do Mestre Valesi.

lll CEV: Podemos começar com Creedence (sou íntimo, chamo só pelo primeiro nome), e seu hino aos matutos do pântano, passamos pelas imagens do festival ao lindo e triste som de uma das clássicas da Janis e terminamos com A MELHOR performance do festival, com Joe Cocker se movendo como Edgar, o fazendeiro que teve seu corpo roubado por uma barata em MIB (uma coisa que explodiu minha cabeça foi perceber que o mesmo Vincent D’Onofrio que fez o Edgar também se tornou o Rei do Crime na série do Demolidor), e fazendo John Lennon comentar “ah, então é ASSIM que se canta essa música!”.

lll RBS: E quem fez a alegria da galera nas pistas enquanto queimavam sutiãs e mato?

  • Formula 1 – O escocês Jackie Stewart vencia o primeiro dos seus 3 títulos. Pela equipe Matra-Ford, Stewart venceu 6 de 11 corridas.
  • Nascar – David Pearson, ao contrário de Stewart na F1, vencia seu terceiro e último campeonato
  • Indy – O lendário Mario Andretti abiscoitou a Indy 500 e o USAC Championship Car, a “Indy de antigamente”
  • Le Mans – Com um Ford GT40, o belga Jacky Ickx e o britânico Jackie Oliver levaram a John Wyer Automotive Engineering ao estrelato no endurance mais importante do automobilismo.

lll CEV: Para fechar o ano, no auge do movimento hippie, uma que frequentou o topo das paradas por muito tempo: a lisérgica Aquarius, do 5th Dimension:

| GLASTONBURY FESTIVAL – 1970

lll RBS: Logo na sequencia do Festival de Woodstock, a Inglaterra tratou de se organizar na causa hippie e montou o Glastonbury Festival com sede em Pilton. O festival conta não só com música mas também outras vertentes da arte como teatro e circo.

lll RBS: O festival existe até hoje com alguns hiatos. Em 1970, os hardliners eram T.Rex e Kinks.

lll CEV: Apesar das duas bandas serem legais, o primeiro lineup foi bem fraquinho. O que estava bombando na terra da rainha ainda era o bom e velho rock and roll.

lll CEV: Nas pistas, a situação era essa:

Formula 1 – o triste final da temporada marcou o único campeão póstumo: Jochen Rindt, que foi para o pitlane do lado de lá durante o campeonato, ficou cinco pontos à frente do belga Jacky Ickx. A Lotus levou a melhor sobre a Ferrari no campeonato de construtores.

  • Nascar – na transição da era do Grand Nationl para a Winston Cup, a taça ficou com Bobby Isaac no maravilhoso Dodge Charger Daytona número 71.
  • Indy – O velho Al Unser ganhou a 500 (repetiria o feito no ano seguinte) e o USAC.
  • Le Mans – o alemão Hans Hermann e o inglês Richard Attwood, dois egressos da Fórmula 1, levaram o Porsche 917K da Porsche KG Salzburg à vitória.

ROCK IN RIO – 1985

lll RBS: Durante muito tempo, nosso velho Rock In Rio foi considerado o maior show de música da época. O interessante é que nesse tempo não tínhamos a frequência de os shows internacionais que temos hoje.

lll CEV: Antes do Medina provar que as terras tupiniquins tinham um monte de gente querendo consumir música, eram raros os shows por aqui: o Santana veio em 73, o Jackson 5 no ano seguinte, o Van Halen em 83, mas era uma coisa totalmente esporádica.

lll RBS: O local do evento original é conhecido como Cidade do Rock na Barra da Tijuca. Na época, tinha o maior palco do mundo com 5 mil metros quadrados e capacidade para suportar 5 vezes mais o público de Woodstock (afinal, esses eram os filhos da animada galera de Woodstock…).

lll RBS: O evento foi de 11/01 à 20/01 sem interrupção com repetição da maioria das bandas entre as semanas. Pudemos ver Iron Maiden, Whitesnake e Queen no mesmo dia que Ney Matogrosso, Erasmo Carlos e Pepeu Gomes/Baby Consuelo (na época chamada assim). Teve muito mais gente como Ivan Lins, Gilberto Gil, James Taylor, Paralamas, Blitz, Go Go’s, Kid Abelha, Barão Vermelho, AC DC, B-52’s, Nina Hagen entre outros. Essa última estava possuída como sempre e podemos conferir como ele recebeu espíritos de gente morta…

lll RBS: Depois aloprou-se mais e nenhuma outra edição foi igual, deixando até mesmo o bom e velho rock ‘n roll apenas no backstage a até mesmo tendo edições em Lisboa com diversos questionamentos geográficos. O evento também serviu para dizer ao mundo que aqui também tem público.

lll CEV: Eu tinha apenas 10 anos na época, e morando no interior do Paraná minha chance de comparecer a este festival era menor do que a do Moraes Moreira se dar bem com uma plateia que tinha ido assistir Ozzy Osbourne, mas até hoje eu me arrepio com o tema oficial do festival

LIVE AID – 1985

lll RBS: No mesmo ano do Rock In Rio, o Bob Geldof (ex-Boomtown Rats) e Midge Ure (ex-Ultravox) montaram o evento conhecido como Live Aid com objetivo de arrecadar fundos à Etiópia no combate à fome. Realizados simultaneamente em 13 de julho no estádio de Wembley em Londres, JFK Stadium na FIladelfia além de pontos em Sydney, Moscow, Alemanha e Japão.

O Live Aid teve origem na mega band BandAid em 1984, composta por músicos britânicos com o mesmo objetivo de auxilio à Etiópia para executarem “Do They Know It’s Christmas?”

lll RBS: Muitas críticas a Geldof foram lançadas na mídia e até hoje repousam na história com relação à fraudes e falha de gestão dos recursos adquiridos.

lll CEV: Para quem não estiver ligando o nome à pessoa, Bob Geldof foi o protagonista de The Wall, do Pink Floyd (já mencionei que é a melhor banda do planeta? E que depois de The Wall a boa música só voltou com o Nirvana?).

lll RBS: O dia do Live Aid ficou marcado na história como O Dia Internacional do Rock.

lll CEV: Claro que, por causa de Bohemian Rapsody (vejam o filme!), a apresentação do Queen no festival está na moda. Mas teve muito mais coisa boa, como Sting dando uma ajudinha pros caras do Dire Straits nos falsetes.

lll CEV: Eita, Bunnyman, estamos esquecendo dos carros de corrida! O chefe vai nos dar as contas! Vejamos, 1985…

  • Fórmula 1 – um francês baixinho e narigudo dava o título à McLaren e conquistava o primeiro de seus quatro, dando início à lenda Alain Prost.
  • Nascar – Darrell Waltrip foi tricampeão da categoria (tinha vencido os campeonatos de 81 e 82 também).
  • Le Mans – o Porshe 956 da Joest Racing, pilotado por Klaus Ludwig, Paolo Barilla e Louis Krages, que preferia o nome de “John Winter” (tsc, tsc, tsc…) deu impressionantes 373 voltas para chegar à frente de todo mundo.

Indy – A sexagésima nona Indianápolis 500 foi vencida pelo americano Danny Sullivan, com uma manobra tão brilhante como não programada que ficou conhecida como Spin and Win (vejam o vídeo). O campeão da CART naquele ano foi nosso já citado Al Unser pai.

HOLLYWOOD ROCK 1975/1988

lll RBS: Sinceramente só fui descobrir agora que esse festival teve início em 1975 e foi idealizado por Nelson Mota (às vezes eu acho que ele é onipresente na cena musica brasileira). Em 1975 as coisas eram bem diferentes e foi focado em artistas nacionais como Celly Campelo, Erasmo Carlos, Tutti Frutti, Mutantes e Raul Seixas no Rio de Janeiro.

lll CEV: 1975, além de ser o ano em que Niki Lauda foi campeão, marcou a estréia no planeta deste que vos fala.

Quanto ao Nelson Mota, recomendo fortemente o livro Noites Tropicais, dele. É genial para quem gosta de música.

lll RBS: Mas isso posto, não podemos deixar de citar outras edições muito mais lembradas como o retorno em 1988 onde São Paulo também recebia os shows. Nessa primeira edição com caras de fora tivemos Supertramp, UB40 (que chamou Robert Palmer e Chrissie Hynde para o palco), Simple Minds, Simply Red, Duran Duran e o Pretenders da já citada Chrissie Hynde. Uma grande força bruta nacional se apresentava também como Paralamas, Ira, Ultraje a Rigor, Lulu Santos e Marina Lima.

lll CEV: Sorte que tinha a galera nacional, porque UB40, estes Simples da vida e Duran Duran te colocam num sono tão profundo que dá pra te operar sem você sentir nada.

lll RBS: E anos depois, quase virou um Lolapalooza com o advento grunge onde Kurt Cobain fez um cocô de apresentação devido à falta das ‘dorgas’.

lll RBS: O ultimo foi em 1996 e eu estava lá quanto o Pato Fu estava começando a tocar, seguido da energia do Supergrass, a porradeira do dêmo com White Zombie, os queridinhos do underground Smashing Pumpkins e o gran finale com The Cure.

lll CEV: Vou nem comentar nada. Samshing Pumpkins até se salva.

LOLLAPALOOZA – 1991

lll RBS: Um ótimo momento para estabelecer um  festival com bandas alternativas muitas com posição politica na veia, atitude e músicas. O Jane’s Addiction estava em sua turnê de despedida então o doido e visionário vocalista Perry Farrell chamou uma galera para se apresentar junto. E assim rascunhadamente nasceu no meio do ápice do grunge o Lolapalooza sendo um evento itinerante nos Estados Unidos e Canadá.

lll RBS: No lineup de 1991, tinhamos além do Jane’s Addiction também Siouxsie and the Banshees, Living Colour, Nine Inch Nails, Violent Femmes , Ice T, Body Count, Butthole Surfers e Rollins Band.

lll CEV: Nas pistas, o que rolava no começo da década de 90 era o seguinte:

  • Nascar – Dale “The Intimidator” Earnhardt Sr. levantava o quinto de seus sete canecos.
  • Le Mans – Nossos conhecidos Johnny Herbert e Bertrand Gachot se juntaram a um tal de Volker Weidler para ganhar a prova, a bordo de um Mazda 787B da própria montadora.
  • Indy – Michael Andretti ganhou o troféu da CART, mas quem bebeu leite no alto do pódio em Indianápolis foi Rick Mears, a quarta de sua carreira, tornando-se nessa prova o recordista em poles na Indy 500, com seis.
  • Formula 1 – num ano que se despediu de Nelson Piquet na categoria, e recebeu pela primeira vez Michael Schumacher e Mika Häkkinen, o grande vencedor foi Ayrton Senna, tornando-se tricampeão mundial, mesmo com um carro um pouco inferior às Williams de Mansell e Patrese.

lll CEV: Aqui no Brasil, a inimiga da gilete Claudia Ohana fazia sucesso na novela Vamp e com um cover dos Stones que foi o estopim para Mick Jagger começar a zicar o país todo.

COACHELLA FEST – 1999

lll RBS: Baseado em Indio na Califórnia, o Coachella é um respeitado festival de música que mistura os estilos indie (CEV um show indie em Indio, eu não poderia deixar passar essa), hip hop, rock, eletronico misturando o antigo com o novo. Ou seja, tem para todo mundo.

lll RBS: Iniciado em 1999, sua edição original contou com um lineup de peso entre 9 e 10 de outubro como Beck, Chemical Brothers, Morrissey, Perry Farrel, Rage Against The Machine, Art Of Noise, Tool, Bem Harper, Pavement, Cibo Matto e Moby.

lll CEV: Pelo menos não colocou Morrissey, já é uma evolução. Na virada do milênio, nas rádios e nos festivais o pessoa levava uma vida louca.

TOMORROWLAND – 2005

lll RBS: A cidade de Boom na Bélgica tem um dos maiores festivais do planeta, que acabou se expandindo para outros lugares como Brasil, Estados Unidos e mais recentemente um programado para ser realizado na França em 2019.

lll RBS: As apresentações são fortemente embasadas no estilo eletrônico, indo de apresentações underground até bandas conhecidas do mainstream.

lll CEV: Para mim, é tudo underground. E deveria permanecer lá, bem enterradinho.

lll RBS: Desde 2005, o festival se repete na Bélica. Nesse ano de estreia, o público ainda não era grande coisa nem suas atrações. Já em 2006, David Guetta esteve presente entre os figurões. Diz a lenda que Paul Oakenfold foi chamado mas não estava disponível. Guetta foi um dos responsáveis por trazer a única edição do festival para o Brasil em 2015 em Itú onde também se apresentou.

lll RBS: Eu sei lá… tô véio… fico pensando no que o Tomorrowland é o festival da várzea mais explícito de todos. Mais até que as noites pós corrida no Brasil, México ou Abu Dhabi.

lll CEV: Já eu quando ouço Tomorrowland lembro de um pedaço de parque na Disney, e de um filme deles também com o Hugh Laurie e o George Clooney. Ambos, o parque e o filme, são tão ruins quanto festivais de música eletrônica. Vamos nos despedir com os caras do Green Day e um sucesso lá de 2005:

lll BPBeats é uma produção da dupla que não é sertaneja, contudo é a prova que panela velha faz comida boa sim, Carlos Eduardo Valesi que já era residente fixo do BP em conjunto com Ricardo Bunnyman peça única da podosfera tupiniquim que foi recentemente adquirido em um leilão beneficente e por uma força do destino do qual nem os búzios, nem os zodíacos e muito menos os físicos teóricos da Magrathea poderiam prever que o encontro desses dois surgiria uma série tão empolgante e digna das melhores revistas do ramo musical tal qual como Rolling Stones e da saudosa MTV, apreciem sem moderação.

BP Beats

Depois de um bate papo no happy hour do BP, entre uma brincadeira e outra surgiu a ideia de uma nova atração no site que é essa que o Amigo Cabeça de Gasolina está pondo os olhos agora: O BP Beats tem como ideia fazer algum tipo de sintonia com o automobilismo e sua provável trilha sonora, sob a batuta de Carlos Eduardo Valesi e Ricardo Bunnyman você irá serpentear pelo universo do automobilismo com rápidas paradas nos mundos colonizados por músicos e suas obras!!!