BP BEATS 11 – Nos Tempos de Hamilton

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|De São Paulo/SP para Curitiba/PR voltando para São Paulo/SP:

Hamilton e Mika Hakkinen em 1996 em evento para pilotos promissores. Fonte: Alliance/DPA

lll RBS Lewis Carl Davidson Hamilton, recentemente coroado com seu quinto mundial de Formula 1. Menino nascido em Stevenage, Inglaterra no ano de 1985, mais precisamente em 7 de janeiro quando Madonna bombava com esse som:

lll CEV Mas quanto falamos de 1985, não podemos deixar de citar um filme que fez a cabeça de muitos aqui no BP. No ano que o pequeno Lewis veio ao mundo, O Clube dos Cinco era exibido nas telas e o Simple Minds se tornava realmente relevante com sua música mais conhecida, porém não composta por eles.

lll CEV A década de 80 foi dura com a boa música, mas, assim como Hamilton, alguns prodígios surgiram. Um deles foi uma banda tão inglesa quanto o piloto, que foi responsável pelo primeiro videoclip da finada e saudosa MTV:

lll RBS As rusgas de Hamilton são típicas de um grande campeão. Segundo suas palavras, seus companheiros de trabalho são seus ‘inimigos’ e assim ele os trata de forma polida, mas ainda assim, como inimigos a serem batidos em uma guerra onde realmente não se deve ter nada que comprometa seu objetivo. No início da carreira tendo sido considerado perigoso na pista, Felipe Massa era um dos mais atraídos pelo magnetismo do piloto inglês.

lll RBS Um dos fatos ocorridos comprobatórios que Lewis acredita no ditado onde se diz que “o problema dos outros são dos outros”, foi quando seu brother Adrian Sutil se meteu em uma briga em uma casa noturna em Shanghai após o GP da China de 2011. Nessa noite, Sutil agrediu fisicamente (o popular tapa na venta) Eric Lux, um executivo da finada equipe Lotus. Quando Sutil indicou Hamilton como testemunha para sua defesa, Ham mandou um ‘cada um com seus pobrêma’.

lll CEV Lewis sempre foi adepto do cada um por si e todos para mim. Atitude típica dos pilotos antigos, desde Caracciola, passando por Lauda, Senna e Schumacher. Não coincidentemente, nomes que ficaram na história da Fórmula 1. Atualmente ele abraça o adversário no momento de triunfo, mas até chegar a este nível sempre foi um cara pé na porta e soco na cara.

lll RBS Bem… naquela altura, Hamilton já tinha conquistado um vice logo no seu ano de estreia (2007) pela McLaren e em 2008 conseguindo o campeonato nas última curva em Interlagos. Fato que brasileiro e inglês revive todo ano no GP Brasil tendo como peão um outro conterrâneo de Sutil, o injustiçado Timo Glock. Valesi, ainda fazem bonecos de Vodu ou Malham o Santo com a placa do Glock no Setor A de Interlagos? Afinal, fomos bombardeados com esse episódio por fazerem 10 anos desde o Complô Illuminati contra Felipe Massa.

lll CEV “Olha o Glock!” ainda é um dos gritos de guerra do setor. Existem alguns dinossauros que sustentam a teoria de que foram os reptilianos mancomunados com os maçons que arquitetaram um plano à la Dan Brown só para ver Titônio protagonizar a maior broxada em rede mundial da história, mas aos poucos os ânimos começam a arrefecer. Embora eu teria gostado de ver Massa, o entrevistador do desfile de pilotos neste ano, perguntando para Lewis: “então, foi aqui que você passou o Glock?”, enquanto o empurrava de cima do caminhão antes da corrida.

Fonte: putzgrilo.com.br

lll RBS Sempre competitivo, Hamilton disputou o título até certo ponto entre as temporadas de 2009 e 2012. Tendo um lampejo do futuro, foi muito criticado por sair da poderosa McLaren para reviver seus dias de parceria no kart com outro amigo, Nico Rosberg, filho do lendário piloto Keke Rosberg. Michael Shumacher se aposentava pela segunda vez tendo reiniciado sua carreira na também revivida Mercedes. Hamilton tinha um grande desafio pela frente quando ainda não era igualado ao badalado piloto da época como Fernando Alonso, com quem também deixou rusgas quando foram parceiros na McLaren.

lll RBS Como poderia Hamilton, um piloto em ascensão, conseguir bater Sebastian Vettel e sua poderosa Red Bull? Vettel já tinha papado os campeonatos de 2010 a 2012 e ainda levaria o título em 2013.

lll RBS Na sua estreia na Mercedes, terminou em 4º lugar atrás de Vettel (Red Bull), Alonso (Ferrari), Webber (Red Bull) e à frente de Räikkönen (Lotus). Seu companheiro Rosberg ficou na sexta posição.

lll RBS 2014 foi o ano da virada. Com as mudanças nas regras, a equipe alemã deu o conhecido ‘pulo do gato’, quebrando a hegemonia da Red Bull e iniciando a Era Mercedes. 2014 foi também o ano onde a final teria pontuação dobrada, o que foi muito criticado por especialistas e fãs. Felizmente a pontuação dobrada não teve efeito prático e Hamilton consegue o bicampeonato em Abu Dhabi.

lll RBS E com isso… mais uma vez Hamilton colocou seus objetivos de profissão à frente de sua amizade em cutucadas constantes de ambas as partes, tipo essa no GP dos Estados Unidos onde se sagrou tricampeão em 2015 e mandou um ‘toma aí o boné de segundão, Rosbife.’

 

lll RBS Tretas, entreveros em 2015; Hamilton leva o título e consegue o emblemático tricampeonato.

lll RBS 2016 era o ano de igualar os títulos de seu contemporâneo Sebastian Vettel que agora estava na Ferrari. Fácil de ficar a frente de Seb que não tinha um carro tão bom, mas foi um ano mais difícil dentro da Mercedes. Um inspirado e calculista Rosberg aflorava na equipe. Enquanto muitos tentavam decifrar o que aconteceu com Hamilton. Seriam as férias no Caribe? A falta da namorada Nicole Scherzinger, vocalista da girl band Pussycat Dolls? Ou seria porque o ‘Tricampeonato’ é um número emblemático e o que vem depois é lucro? Há quem diga que Rosberg simplesmente foi melhor e eu concordo. E você, Valesi? Acha que esse piloto chamado carinhosamente por Mark Webber (ou foi Jenson Button) de Barbie Girl foi melhor mesmo?

lll CEV Sim! Rosberg conseguiu entrar na cabeça de Hamilton e pilotou 110% do que sabia durante um ano inteiro, o suficiente para sair campeão. O advento de Bottas, de quem vamos falar, nos deu argumentos a posteriori para confirmar o quanto Rosberg é um bom piloto.

lll RBS E quando Rosberg foi para a festa de premiação da categoria na semana posterior ao GP de Abu Dhabi e largou bomba: “tô sartando fora”, disse Rosberg, deixando a Mercedes desesperada. Há quem diga que Hamilton afirmou que isso prova que Rosberg não era mesmo um piloto de verdade.

lll RBS Valteri Bottas ‘subiu’ da escangalhada Williams obrigando o velho Frank e sua filha Claire a mexer com o recém aposentado Felipe Massa e pedir para ele retornar à categoria. Nós que estivemos na sua despedida em Interlagos pleiteamos a devolução das lágrimas choradas naquele dia…

lll CEV Completamente de acordo. Chorei na chuva pelo piloto brasileiro, fizemos camiseta da Gasolina Store comemorativa e no ano seguinte ele estava lá de novo? Não se brinca com nosso coração desse jeito!

lll RBS Com Bottas a história era outra. Foi para Mercedes para tapar o buraco deixado por Rosberg. Mesmo promissor, Bottas não era páreo para Hamilton. Isso serviu para avaliarmos como Rosberg era um cara competente em passar tanto tempo fungando no cangote do Hamilton. Aí sim, Hamilton consegue seu quarto título se igualando a Alain Prost e seu contemporâneo Sebastian Vettel. Mas, diga-se de passagem, foi fácil.

lll RBS E agora? Hamilton iria viver de que? Para a alegria do Valesi e certo desespero do piloto inglês, a Ferrari veio com um carro matador sendo grande empecilho para a Mercedes como um todo. Toto Wolff, poser como sempre, foi protagonista das câmeras com sua já manjada porrada na mesa.

lll RBS Infelizmente, agora para tristeza do Valesi, Vettel pipocou na missão na segunda parte de 2018 e Hamilton levanta o caneco pela quinta vez faltando duas corridas para o final do campeonato assim como em 2017, também no México. O inglês se iguala ao lendário Juan Manuel Fangio que também pilotou a Mercedes nos primórdios da Formula 1 nos anos 50. Mercedes que também leva seu quinto campeonato de construtores seguido aqui no Brasil.

Fonte: www.lewishamilton.compor Steve Etheringtonpara a Mercedes-AMG Petronas Motorsport em Interlagos, Brasil, 2018.

lll CEV As Flechas Prateadas voltaram com tudo para a Fórmula 1, e nada indica que devam submergir a médio prazo. Sobra para os concorrentes uma súplica:

lll RBS Ainda faltam 2 campeonatos para se igualar ao alemão de quem herdou o cockpit lá em 2013. Mas para um cara de 33 anos em plena forma, talvez isso seja uma realidade provável e daqui uns 10 ou 20 anos, ouviremos falar que a Formula 1 era boa nos tempos do Fabuloso Hamilton. Mas aí veio uns tais de Verstapinho e LekLek…

lll BPBeats é uma produção da dupla que não é sertaneja, contudo é a prova que panela velha faz comida boa sim, Carlos Eduardo Valesi que já era residente fixo do BP em conjunto com Ricardo Bunnyman peça única da podosfera tupiniquim que foi recentemente adquirido em um leilão beneficente e por uma força do destino do qual nem os búzios, nem os zodíacos e muito menos os físicos teóricos da Magrathea poderiam prever que o encontro desses dois surgiria uma série tão empolgante e digna das melhores revistas do ramo musical tal qual como Rolling Stones e da saudosa MTV, apreciem sem moderação.

BP Beats

Depois de um bate papo no happy hour do BP, entre uma brincadeira e outra surgiu a ideia de uma nova atração no site que é essa que o Amigo Cabeça de Gasolina está pondo os olhos agora: O BP Beats tem como ideia fazer algum tipo de sintonia com o automobilismo e sua provável trilha sonora, sob a batuta de Carlos Eduardo Valesi e Ricardo Bunnyman você irá serpentear pelo universo do automobilismo com rápidas paradas nos mundos colonizados por músicos e suas obras!!!