A presença da Toyota ficou ainda mais evidente com o lançamento da Haas nesta segunda-feira (19), a marca influenciou o design adotado para o campeonato, evidenciando a parceria técnica até mesmo no nome da equipe: TGR Haas F1 Team.
A parceria com a Toyota começou em outubro de 2024, mas foi apenas em dezembro de 2026 que eles confirmaram uma expansão desse vínculo, comunicando que o nome do time também mudaria. Com a Toyota Gazoo Racing (TGR) sendo a divisão de competição europeia de pesquisa e desenvolvimento de automobilismo da Toyota Motor Corporation.
Até então, a operação estava vinculada à marca Toyota Gazoo Racing (TGR), denominação amplamente utilizada pelos programas da fabricante japonesa em competições como o Campeonato Mundial de Endurance (WEC) e o Mundial de Rali (WRC). A unidade alemã em Colônia, que serve como base do projeto no WEC, também foi responsável pelo desenvolvimento do motor do Toyota Yaris no WRC, além de funcionar como um polo de engenharia para clientes externos, contando inclusive com um túnel de vento homologado aos padrões da Fórmula 1.
No entanto, a Toyota anunciou uma reestruturação global de sua identidade esportiva para a temporada de 2026, separando a Gazoo Racing em diferentes frentes. No início de janeiro, a empresa confirmou que sua divisão dedicada à competição passará a se chamar Toyota Racing, com foco no desenvolvimento tecnológico de longo prazo por meio do automobilismo.

Com isso, o programa do WEC passará a competir oficialmente sob a bandeira Toyota Racing a partir de 2026, enquanto o nome Gazoo Racing será direcionado à conexão entre os produtos da marca e seus clientes, permanecendo como identidade do projeto no Mundial de Rali, agora com suporte técnico da Toyota Racing.
A parceria com a Haas na Fórmula 1, porém, não se enquadra diretamente em nenhuma dessas duas novas frentes. Por esse motivo, a equipe manterá a nomenclatura anunciada anteriormente, competindo como TGR Haas, preservando o uso da marca Toyota Gazoo Racing dentro do contexto do acordo técnico firmado entre as partes.
Visualmente, a parceria entre Toyota e Haas é notada pelo layout adotado para a temporada 2026 da F1, com o “GR” surgindo na tampa do motor e nas asas dianteiras.
A decisão de manter essa identidade também passa por questões estratégicas. Embora o selo Gazoo Racing seja reconhecido em outras categorias, ele não possui, isoladamente, o mesmo peso global dentro do ambiente da Fórmula 1. Ainda assim, adotar uma nomenclatura como “Toyota Haas” ou “Haas Toyota” poderia sugerir um nível de envolvimento direto da fabricante japonesa que não condiz com a realidade atual do projeto.
Diferente de algumas empresas que decidiram optar por esse momento de mudança de regulamento para entrar na Fórmula 1, a Toyota, por outro lado, não tem o objetivo de fornecer ou produzir unidades de potência para a Haas. A Ferrari ainda continuará equipamento os carros da Haas, enquanto a parceria entre Toyota e o time norte-americano visa as “pessoas, produto e desenvolvimento” que o inclui o desenvolvimento de recursos humanos essenciais, como pilotos, engenheiros, mecânicos, para construir uma indústria e cultura de automobilismo sustentáveis.
“É quase surreal apresentar um carro novo tão cedo no ano, mas nem por isso é menos emocionante embarcar em uma nova temporada de F1 – especialmente uma com uma mudança tão grande no regulamento”, comentou Ayao Komatsu, chefe da equipe TGR Haas F1.
“Estamos totalmente focados em estar prontos para a Shakedown Week em Barcelona. Foi um esforço monumental de todos na equipe trabalhar com um prazo tão curto, do final da última temporada até colocar os carros na pista em janeiro. É claro que, depois de tanta conversa, mal podemos esperar para ver como esses carros vão se comportar e o que enfrentaremos à medida que avançamos em nossos programas de testes antes da Austrália. O tempo na pista será crucial na Espanha e no Bahrein e, embora saibamos que haverá desafios ao longo do caminho, fazemos isso porque somos apaixonados por Fórmula 1.”
A Haas terá a oportunidade de utilizar um simulador próprio por conta desse trabalho com a Toyota, o equipamento deve entrar em operação entre maio e junho, como revelou o chefe de equipe da Haas.
“Acho que o simulador de Banbury estará pronto para uso por volta de maio ou junho. A Toyota já possui um em Epsom. Estamos integrando as duas em paralelo para que, assim que as instalações forem concluídas em Banbury, o sistema esteja operacional imediatamente”.
Por cerca de 10 anos, a Haas foi dependente da estrutura da Ferrari para realização de simulações. No entanto, o acesso limitado ao simulador em Maranello, por conta das restrições da própria categoria, além da distância entre as equipes (já que uma está na Itália e a outra no Reino Unido) atrapalharam muito o desenvolvimento da equipe norte-americana.
“Temos acesso ao simulador da Ferrari, mas claramente não é o ideal. A maioria dos nossos engenheiros está no Reino Unido, as vagas são limitadas e tudo é baseado na Itália. Logisticamente, isso tem sido muito difícil”.
O novo simulador desempenhará um papel fundamental no desenvolvimento do VF-26, esse é um ponto que o chefe de equipe da Haas está considerando como crucial para o futuro da equipe.
“Até 2026, o simulador será ainda mais importante. Não ter um imediatamente seria uma grande desvantagem”, explica ele. “Ser capaz de desenvolvê-lo internamente será um passo realmente essencial para a equipe.”
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