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Shakedown da F1 em números: o trabalho realizado pelas equipes em Barcelona

 Primeiro teste dos carros de 2026 em Barcelona prioriza confiabilidade e foco nos motores

O Shakedown realizado em Barcelona nesta semana se resumiu em quilometragem e a busca pela confiabilidade. Essa foi a primeira vez que os carros seguindo os regulamentos aerodinâmicos e de motor foram para pista, com os times iniciando as suas coletas de dados para a compreensão dos projetos desenvolvidos sob o regulamento técnico de 2026.

O balanço geral foi amplamente positivo. O evento cumpriu seu principal objetivo ao permitir que as equipes dessem os primeiros passos com carros e o resultado impressionou, embora existisse uma preocupação inicial em decorrência de tantas alterações. Dez das onze equipes do grid conseguiram participar das atividades, e a confiabilidade esteve no centro.

A única ausência foi a Williams; o time de Grove optou por não participar do shakedown devido a atrasos na produção do carro e concentrou seus esforços em um Teste Virtual de Pista (VTT). A equipe garantiu que estará pronta para os testes oficiais de pré-temporada no Bahrein, a partir de 11 de fevereiro, e ainda realizará um dia de filmagens antes da ida ao circuito do Sakhir. O chefe da equipe, James Vowles, minimizou o impacto do atraso, destacando que o foco agora é assegurar confiabilidade antes de buscar desempenho.

Já a Aston Martin viveu uma semana de superação. Com o carro chegando atrasado a Barcelona, a equipe de Silverstone conseguiu, após um esforço intenso, colocar na pista o primeiro projeto concebido por Adrian Newey para completar algumas voltas. O carro rodou brevemente na quinta-feira, antes de Fernando Alonso assumir o volante na sexta e tentar recuperar o tempo perdido.

A partir de 2026, a Aston Martin passa a utilizar motores Honda de fábrica e desenvolve internamente câmbio e suspensão, componentes anteriormente fornecidos pela Mercedes. Muitas novidades implementadas simultaneamente, o que torna qualquer avaliação de desempenho prematura.

Aliás, essa cautela vale para todo o grid. Embora algumas equipes, como a Mercedes, tenham se destacado pelo volume de voltas e consistência ao longo dos dias, é impossível estabelecer qualquer hierarquia neste momento. Os programas de teste variaram amplamente entre as equipes, com prioridades distintas e sem foco em performance pura.

Embora o tempo obtido por Lewis Hamilton na sexta-feira com a Ferrari seja o melhor dos testes, esses tempos falam pouco sobre o real desempenho, já que as equipes durante a pré-temporada definem os seus programas. Cada um dos times tem a liberdade de optar pela carga de combustível que quiserem, assim com os pneus que desejam fazer as avaliações.

A Mercedes completou 500 voltas, com George Russell e Andrea Kimi Antonelli se revezando no W17. Essa marca é bem expressiva, além disso, a McLaren – que também é equipada com os mesmos motores obteve 291 giros, com a Alpine fazendo 345 voltas. A marca, por si só, é bem expressiva para os carros equipados com os motores da montadora alemã.

Entre as novidades do grid, o início foi encorajador para Cadillac e Audi. A Cadillac enfrentou o desafio de montar uma estrutura praticamente do zero, enquanto a Audi — que assumiu a base da Sauber — colocou na pista sua primeira unidade de potência própria. Ambas enfrentaram pequenos contratempos, naturais neste estágio, mas conseguiram completar os três dias de testes previstos, acumulando dados importantes.

Sozinhos no grid, eles só contam com o carro deles para fazer a coleta de dados e a Audi enfrentou vários contratempos. A pré-temporada é o melhor momento para os problemas se revelarem, mas acende um alerta, por conta das 239 que conseguiram em três dias de testes, sendo os dois primeiros, mais caóticos.

O Shakedown também marcou o retorno de nomes experientes. Sergio Pérez e Valtteri Bottas, após um período afastados das pistas, voltaram ao cockpit com a Cadillac e aproveitaram a quilometragem para readaptação.

Também chamou atenção o desempenho confiável da nova unidade de potência da Red Bull, desenvolvida em parceria com a Ford, que operou sem grandes problemas tanto nos carros da equipe principal quanto na Racing Bulls. Juntos eles conseguiram 622 giros.

Com o shakedown encerrado, as equipes agora retornam às fábricas para ajustes e análises detalhadas. Algumas, como Williams, McLaren e Aston Martin, ainda realizarão seus eventos de lançamento antes do próximo compromisso coletivo: os testes oficiais de pré-temporada no Bahrein, divididos em duas sessões de três dias.

Diferentemente do shakedown em Barcelona, realizado a portas fechadas, os testes no Bahrein serão abertos ao público. A última hora de cada dia do primeiro teste terá transmissão ao vivo, enquanto o segundo será exibido integralmente, do momento da abertura até o fechamento do pit-lane.

Voltas percorridas por MOTOR

1) Mercedes – 1.136 voltas
George Russell: 263
Andrea Kimi Antonelli: 237
Pierre Gasly: 227
Lando Norris: 163
Oscar Piastri: 128
Franco Colapinto: 118

2) Ferrari – 986 voltas
Esteban Ocon: 239
Charles Leclerc: 231
Lewis Hamilton: 204
Oliver Bearman: 148
Valtteri Bottas: 87
Sergio Pérez: 77

3) RBPT Ford – 622 voltas
Arvid Lindblad: 167
Isack Hadjar: 158
Liam Lawson: 152
Max Verstappen: 145

4) Audi – 211 voltas
Nico Hülkenberg: 146
Gabriel Bortoleto: 93

5) Honda (Aston Martin) – 66 voltas
Fernando Alonso: 61
Lance Stroll: 5

Voltas por EQUIPE (ordem decrescente)

1) Mercedes – 500 voltas
Russell: 263 | Antonelli: 237
2) Ferrari – 435 voltas
Hamilton: 204 | Leclerc: 231
3) Haas Ferrari – 387 voltas
Ocon: 239 | Bearman: 148
4) Alpine Mercedes – 345 voltas
Gasly: 227 | Colapinto: 118
5) Racing Bulls RBPT Ford – 319 voltas
Lindblad: 167 | Lawson: 152
6) Red Bull RBPT Ford – 303 voltas
Verstappen: 145 | Hadjar: 158
7) McLaren Mercedes – 291 voltas
Norris: 163 | Piastri: 128
8) Audi – 211 voltas
Hülkenberg: 118 | Bortoleto: 93
9) Cadillac Ferrari – 164 voltas
Bottas: 87 | Pérez: 77
10) Aston Martin Honda – 66 voltas
Alonso: 61 | Stroll: 5

Por Pilotos

1) George Russell (Mercedes) – 263
2) Esteban Ocon (Haas Ferrari) – 239
3) Andrea Kimi Antonelli (Mercedes) – 237
4) Charles Leclerc (Ferrari) – 231
5) Pierre Gasly (Alpine Mercedes) – 227
6) Lewis Hamilton (Ferrari) – 204
7) Arvid Lindblad (Racing Bulls RBPT Ford) – 167
8) Lando Norris (McLaren Mercedes) – 163
9) Isack Hadjar (Red Bull RBPT Ford) – 158
10) Liam Lawson (Racing Bulls RBPT Ford) – 152
11) Oliver Bearman (Haas Ferrari) – 148
12) Nico Hülkenberg (Audi) – 146
13) Max Verstappen (Red Bull RBPT Ford) – 145
14) Oscar Piastri (McLaren Mercedes) – 128
15) Franco Colapinto (Alpine Mercedes) – 118
16) Gabriel Bortoleto (Audi) – 93
17) Valtteri Bottas (Cadillac Ferrari) – 87
18) Sergio Pérez (Cadillac Ferrari) – 77
19) Fernando Alonso (Aston Martin Honda) – 61
20) Lance Stroll (Aston Martin Honda) – 5

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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