Preview e uma breve história sobre o GP dos Estados Unidos

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 Pin It Share 0 Filament.io 0 Flares ×

O Grande Prêmio dos Estados Unidos, na verdade se chamava Grande Prêmio da América e começou a ser disputado em 1908, mas só entrou no Campeonato de Fórmula 1 em 1959 e no ano seguinte as 500 Milhas de Indianápolis também faziam parte da categoria.

As disputas pelo país passaram por vários lugares e autódromos diferentes. O GP dos Estados Unidos também sofreu com o declínio depois de 1916, devido à falta de participação europeia, já que a Primeira Guerra Mundial havia assolado o continente. A América do Norte também desenvolveu uma paixão pelos ovais o que ainda causa muito conflito com o povo Europeu.

As 500 milhas de Indianápolis foram responsáveis por estabelecer esta conexão com as corridas europeias. Ao longo dos 11 anos em que a prova esteve no calendário, foi rara a disputa de pilotos da Europa, pois era muito caro fazer a travessia de um continente para o outro e também as modificações que precisavam ser feitas para o carro de Fórmula 1 conseguir se adaptar ao circuito oval. Por esses motivos, apenas Alberto Ascari se aventurou com a Ferrari em 1952 a participar da prova, mas acabou não a finalizando, por enfrentar problemas mecânicos.

ll Vencedores das 500 Milhas de Indianápolis durante período em que fez parte da F1:

1950 – Johnnie Parson (Wynn’s Kurtis)

1951 – Lee Wallard (Belange)

1952 – Troy Ruttman (Agajanian)

1953 – Bill Vukovich (Full Injection Spec.)

1954 – Bill Vukovich (Full Injection Spec.)

1955 – Bob Sweikert (John Zink Spec.)

1956 – Pat Flaherty (Zink Spec.)

1957 – Sam Hanks,  equipe Bolond Exhaust)

1958 – Jimmy Bryan (Bolond)

1959 – Rodger Ward (Leader Car)

1960 – Jim Rathmann (Ken Paul)

boletimdopaddock.com.br/dia-09-de-365-dias-dos-mais-importantes-da-historia-do-automobilismo-30-de-maio-de-1965-e-1966-desce-empurra-sobe-nada-bate-escala-conta-reconta/8646

ll Sebring e Riverside

Alec Ulmann foi um dos pioneiros em corridas automobilísticas e com o incentivo dele, em 1959, a corrida de Fórmula 1 começou a ser organizada em Sebring International Raceway, na Flórida, sendo intitulada por Segundo Prêmio dos Estados Unidos. A ideia inicial era ela ser realizada em 22 de março após a corrida das 12 horas de Sebring, mas foi alterada para 12 de dezembro, fazendo parte da última rodada.

A prova fora realizada três meses depois da etapa de Monza e incluía sete pilotos americanos e Bruce McLaren da Nova Zelândia, que ganharia a sua primeira prova da Fórmula 1 e na época se tornaria o mais jovem a vencer um Grande Prêmio.

Apesar do circuito criar um clímax emocionante para a temporada, a corrida não foi bem-sucedida, pois a localização do autódromo fez com que a prova ficasse isolada e dificultou a presença do público.

Ulmann não desistiu do evento e mudou o local da corrida para Riverside International Raceway na Califórnia, uma hora a leste de Los Angeles, para o ano seguinte. Stirling Moss acabou vencendo a prova e dando show ao fazer a pole position. Mais uma vez o evento sofreria com a falta de divulgação.

ll Watkins Glen

Durante a maior parte de 1961, Ulmann procurou um lugar para que o Grande Prêmio dos Estados Unidos pudesse ser realizado, no entanto em agosto daquele ano, Cameron Argetsinger, proprietário do Autódromo de Watking Glen, localizado em Finger Lakes, Nova York, concederia o seu circuito para a competição. Depois da aprovação, a prova seria realizada no mesmo local por 20 anos. O evento acabou se tornando uma tradição para os fãs, criando um ambiente de férias, além de ser extremamente bem organizado.

Ao contrário das outras duas corridas, este evento foi bem-sucedido e trouxe bastante lucro. No entanto a sua posição no campeonato era desfavorável, pois as decisões acabavam ocorrendo antes e uma forma de tornar a competição atrativa foi colocar grandes prêmios em dinheiro.

boletimdopaddock.com.br/04-de-outubro-1970-o-brasil-descobre-de-vez-a-f1/11501

Em 1971 uma parte da pista foi arruinada e precisou ser reestruturada, ganhando assim uma milha. Um novo pit-lane também foi adicionado. As melhorias na construção, aumentaram o nível de desafio e fez com que ele se tornasse mais popular entre as equipes e os fãs.

boletimdopaddock.com.br/cevert-tem-seu-dia-de-gloria-e-siffert-vivencia-a-sua-ultima-corrida-oficial-dia-135-dos-365-dias-mais-importantes-do-automobilismo/11486

Alguns acidentes aconteceram no circuito, como o de 1973 que custou a vida de François Cevert, que acabou capotando com a sua Tyrrell e o Campeonato de Construtores seria entregue para a Lotus. No ano seguinte, no evento que decidia o bicampeonato de Fittipaldi, a prova seguiria bem até a décima volta, quando Hemuth Koinigg, indo de encontro ao guardrail, foi decapitado em acidente incrivelmente trágico.

Anos se passaram ainda com belas competições no circuito, mas aos poucos o autódromo começou a apresentar defeitos e deixar de ser um dos queridinhos. Os pilotos se queixavam do asfalto irregular, as equipes de impressa, so seu espaço para realizar os trabalhos. Os fãs também começaram a reclamar das pessoas que frequentavam os locais e do uso que faziam dos espaços públicos e do pátio para os trailers.

Em 1980 o autódromo voltou a passar por algumas melhorias, mas seria o último Grande Prêmio sediado no local. No ano seguinte ele até fora incluído no calendário, mas algumas dívidas que ficaram acumuladas e não puderam ser pagas, impossibilitaram que ele permanecesse no calendário e a prova precisou ser transferida para o estacionamento Cesar’s Palace em Las Vegas, sendo que em 1981, naquele estacionamento. Nelson Piquet alcançaria o seu primeiro título sobre Carlos Reutemann.

boletimdopaddock.com.br/piquet-supera-reutemann-e-conquista-o-seu-primeiro-campeonato/11711

ll Outros lugares de disputa do Grande Prêmio dos Estados Unidos

Em 1976 também tivemos o Grande Prêmio de Long Beach em Los Angeles, somando mais uma competição para os Estados Unidos e um dos poucos países a sediarem duas corridas no ano.

Las Vegas ficou por apenas dois anos na Fórmula 1 e depois as competições passariam a acontecer em Detroit, permanecendo no calendário de 1982 a 1988. A Fórmula 1 ainda passou por Dallas em 1984.

boletimdopaddock.com.br/dia-48-de-365-dias-dos-mais-importantes-da-historia-do-automobilismo-08-de-julho-de-1984-gp-dos-eua-1984-dallas-grand-prix-gp-dos-desistentes-e-o-finlandes-rosberg/9615

ll Phoenix 

Os planos de continuar as provas em Detroit em 1989, não puderam ser concluídos e a competição precisou novamente encontrar um local se mudando para o deserto do Arizona em Phoenix.

A competição não ganhou força no local escolhido, e além disso foi completamente ignorada pelos moradores. O evento acabou ocorrendo no verão, uma época que devido às altas temperaturas, a população acabava/acaba se reservando mais dentro de suas casas, com isso a prova precisou ser alterada para março, na abertura do campeonato, para os próximos dois anos que a competição teve a intenção de se manter no local.

Os Estados Unidos por fim, ficou sem competições da Fórmula 1 de 1992 até 1999.

ll Grand Prix de Indianápolis

Só nos anos 2000 que o pessoal da América do Norte seria agraciado com o retorno da Fórmula 1 e ainda em um dos mais lendários circuitos do automobilismo, mais conhecido como Indianapolis Motor Speedway, em Indiana. A Fórmula 1 retornava a um sono já conhecido, no entanto, bem diferente do seu começo, já que os carros passaram a competir no circuito misto e apenas uma curva do oval, fazia parte da prova.

Em 2005 a competição foi o maior vexame do automobilismo e também da temporada, quando apenas 6 carros acabaram participando da corrida, já que os pneus da fabricante francesa Michellin apresentaram defeito durante os treinos.

boletimdopaddock.com.br/dia-29-dos-365-dias-dos-mais-importantes-da-historia-do-automobilismo-19-de-junho-de-2005-gp-dos-eua-de-2005-ferrari-bate-o-pe-e-se-agarra-a-unica-oportunidade-de-vitoria-no-ano/9118

ll Austin

De 2008 a 2011, a América do Norte ficou novamente sem a Fórmula 1. No entanto já em 2009 as negociações começaram a ocorrer e várias hipóteses foram levantadas, desde a que alimentava a esperança da prova voltar para Indianápolis, tanto a que sonhava em uma prova em Nova York.

Em março de 2010, Austin, no Texas, acabou recebendo o sinal de positivo para finalmente abrigar a competição, com contrato de 10 anos. Alguns problemas surgiram no meio do caminho, mas em 2012 já no calendário oficial, a prova já tinha data.

A popularidade voltou a crescer, devido à sua cultura e música e à tradição das corridas automobilísticas no país. Foi criada uma atmosfera amigável, fora as ações que acabam direcionando os olhos para o circuito, como a de 2017 que promovia a campanha do Outubro Rosa.

boletimdopaddock.com.br/acoes-na-formula-1-para-o-outubro-rosa/11698

ll Pneus

Os pneus escolhidos dessa vez, foram os macios, com a faixa amarela, os supermacios com a faixa vermelha e os ultramacios com a faixa rosa, em celebração ao Outubro Rosa em uma ação que acontece neste Grande Prêmio.

A Pista tem como característica um traçado único, mas inspirado em outras curvas famosas de outros circuitos, além de ser no sentido anti-horário. Possui três longas e velozes retas, o que faz a temperatura dos pneus baixarem, deixando assim os pontos para frenagem mais desafiadores.

ll Corrida de 2016

A vitória no Japão de Nico Rosberg, acabou garantindo para o piloto da Mercedes a possibilidade de conquistar três segundos lugares e um terceiro nas quatro corridas que restavam para o final da temporada. Em Austin o piloto alemão acabou conseguindo alcançar o objetivo e só precisava correr com o regulamento no bolso.

O alemão acabou perdendo o segundo lugar, depois de ter aberto muito na largada em uma tentativa frustrada de ultrapassar Lewis Hamiltom e com isso Daniel Ricciardo acabou tomando a segunda posição. Rosberg apenas retomou o segundo lugar, depois de um Safety Car virtual, ocasionando por Max Verstappen, que ”ensaiava” na pista o abandono da prova e acabou estacionando o carro em um lugar ruim para a sua remoção. Nico Rosberg aproveitou o momento para fazer uma segunda parada e ganhar a posição de Daniel Ricciardo.

Foi uma bela corrida de Fernando Alonso, que lutou até a última volta pelo quinto lugar.

A aposta era que os pilotos que se encontravam na primeira parte da prova com pneus de goma mais dura, fizessem a sua primeira parada mais distante dos que investiram nos supermacios, mas a diferença de Ricciardo, para a dupla da Mercedes, ficou entre 2 e 3 voltas.

A corrida também foi marcada pela estratégia diferente adotada pela Mercedes para os seus pilotos. Rosberg utilizou no seu segundo stint compostos médios para estender a sua permanência na pista, enquanto Lewis usava os macios.

Sebastian Vettel também liderou a prova, mas era uma posição ilusória, já que havia ocorrido enquanto os outros competidores faziam as suas paradas. O alemão da Ferrari foi para os boxes depois de 15 voltas e as posições permaneceram praticamente as mesmas com Hamilton, Ricciardo, Rosberg e Verstappen.

Mais para o final da prova, Raikkonen acabou abandonado por falha da equipe. Em seu terceiro pit- stop, o piloto da Ferrari foi liberado antes do pneu ser fixado e com a roda solta e abandonou na saída dos boxes.

A partir da 45ª volta, começou a disputa pelo quinto lugar envolvendo Carlos Sainz, Felipe Massa e Fernando Alonso. O espanhol da McLaren fez uma ultrapassagem no brasileiro na 52ª volta e partiu para cima do conterrâneo da Toro Rosso e com uma manobra bela ganhou a posição. O brasileiro teve o pneu furado na disputa com Alonso e acabou a corrida em sétimo.

Hamilton chegava à marca de 50 vitórias, ficando atrás apenas de Prost com 51 e Schumacher com 91.

boletimdopaddock.com.br/brendon-hartley-vai-substituir-pierre-gasly-no-grande-premio-dos-estados-unidos/11652

https://twitter.com/F1/status/920249157520183303

Fonte: @F1naGlobo

Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele espertou em mim o interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Fiz da RBR minha casa e meu carro favorito é a Kinky Kylie.