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Preview dos pneus do GP da Austrália: o que esperar de Melbourne

Temporada estreia no Albert Park sob novo regulamento técnico, com pneus menores, aerodinâmica revisada e incertezas estratégicas para a primeira corrida do ano

Neste fim de semana começa a temporada 2026 da Fórmula 1, a primeira corrida acontecerá no Circuito de Melbourne, na Austrália. O campeonato é repleto de novidades, com carros que tiveram a aerodinâmica revisada, assim como a introdução de uma nova unidade de potência. As novidades não param por aí, pois os pneus também entraram neste combo.

Embora a categoria permaneça com as rodas de 18 polegadas, os pneus tiveram o diâmetro reduzido, para ficarem mais leves e, por consequência, também afetam o peso do carro. Para o campeonato de 2026, a gama de pneus de pista seca vai do C1 ao C5, além de duas opções de compostos para pista molhada: intermediários e chuva extrema.

Ao longo do último ano, a Pirelli trabalhou em estreita colaboração com as equipes para conduzir sessões de testes e definir qual seria a gama de pneus mais adequada para os novos carros. No entanto, a fornecedora italiana sempre enfrenta um grande desafio, pois os compostos deste ano foram desenvolvidos em carros mulas, equipamentos adaptados para simular o comportamento aerodinâmico dos carros de 2026.

Ainda é necessário dizer que os regulamentos demoraram para ser finalizados e isso também atrapalhou a Pirelli no desenvolvimento dos compostos. O ano de 2026 servirá de grande laboratório para compreender a evolução dos carros e como os pneus de 2027 podem ser melhores que os seus antecessores.

O Circuito do Albert Park é um traçado de rua, o mais natural é trabalhar com a gama de pneus mais macia (C3, C4 e C5) como foi realizado nas duas últimas temporadas. O traçado deste evento tem 5.278 km e é composto por retas rápidas e importantes, conectadas por curvas técnicas de baixa e média velocidade.

Preview dos Pneus do GP da Austrália – Foto: divulgação Pirelli

O asfalto costuma ser muito “verde”, com muita sujeira pela área em que ele está localizado. Ao longo das sessões, a Fórmula 1 e suas categorias de base vão construindo a aderência necessária com o depósito da borracha.

Em termos de desgaste, ela é naturalmente causada por fatores térmicos. Em Melbourne, a temperatura e o clima mudam rapidamente, a chuva pode aparecer e isso também afeta o desgaste dos pneus, podendo aparecer alguma granulação.

As sessões de treinos livres na Austrália são sempre divertidas para acompanhar, pois é evidente a evolução da pista, bem como o crescimento das equipes e quanto elas querem revelar para os adversários.

Ainda é cedo para prever o número de pit-stops, mas com o desenrolar das sessões, vamos identificar qual composto será a prioridade de cada uma das equipes. Por ser uma corrida em circuito de rua e com muitas novidades, é possível que o Safety Car também apareça em pista e molde as estratégias da corrida.

Com carros menores em 2026, a Fórmula 1 espera ter mais ultrapassagens, mas essa é uma questão que também está sendo avaliada pela categoria, pois tem relação com a eficiência da bateria e os novos modos de ultrapassagem e boost. O Albert Park será um campo de aprendizado para os próximos eventos.

A corrida de 2025

A prova do ano passado foi fortemente influenciada pelo clima, que praticamente fragmentou a corrida em três momentos distintos, sendo apenas o trecho intermediário disputado em condições totalmente secas. Após uma largada abortada por conta do acidente do estreante Isack Hadjar, todos os pilotos alinharam com pneus intermediários.

Pneus do GP da Austrália em 2025 – Foto: divulgação Pirelli

Na volta 33, uma neutralização abriu a janela para a troca para pneus slick, dividindo o pelotão entre os compostos médio e duro. Porém, a chuva voltou a cair pouco depois, forçando um novo retorno aos boxes para a reinstalação dos intermediários, utilizados até a bandeirada final.

A última corrida disputada integralmente em pista seca no circuito de Albert Park aconteceu em 2024. Na ocasião, a estratégia dominante foi de duas paradas, com a sequência médio–duro–duro, embora alguns pilotos tenham arriscado largar com pneus macios.

As estatísticas

O GP da Austrália completa 40 anos em 2026. Desde 1996, a corrida é disputada em Melbourne, que assumiu a etapa após Adelaide sediar as primeiras onze edições do evento.

No histórico da prova, Michael Schumacher segue como o maior vencedor, com quatro triunfos — um a mais que Jenson Button e Sebastian Vettel. Ao todo, 21 pilotos diferentes já conquistaram a vitória na etapa australiana, incluindo o atual campeão mundial, Lando Norris, que venceu em 2025. O evento é conhecido por apresentar uma das maiores diversidades de vencedores no calendário.

Entre as equipes, a McLaren lidera as estatísticas com 12 vitórias, superando a Ferrari por apenas um triunfo.

Programação – Horários da Fórmula 1 na Austrália – Foto: Ale Ranieri / Boletim do Paddock

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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