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Pirelli ajusta gama de pneus para o GP dos Estados Unidos de 2026

Circuito das Américas exige equilíbrio entre velocidade e tração, enquanto desgaste dos compostos e temperaturas elevadas podem influenciar a estratégia das equipes

A Fórmula 1 disputará neste fim de semana o GP dos Estados Unidos, em Austin, no Texas. A prova acontece no tão conhecido Circuito das Américas e marca o começo de mais uma rodada tripla.

Para a prova em Austin, a Pirelli selecionou a gama intermediária de pneus, formada pelos compostos: C2 (duro – faixa branca), C3 (médio – faixa amarela) e C4 (macio – faixa vermelha), retomando uma combinação utilizada em edições anteriores.

Escolha dos pneus para o GP dos Estados Unidos – Foto: divulgação Pirelli

A escolha representa uma mudança em relação a 2025, quando a fornecedora italiana levou o C1 como opção de pneu duro. Naquela ocasião, o composto mais resistente não chegou a ser utilizado durante a corrida, e a maioria dos pilotos optou por estratégias de uma parada, combinando os pneus médios e macios.

Além da seleção de pneus, a etapa deste ano volta a contar com o formato tradicional, sem corrida Sprint. Com três sessões de treinos livres disponíveis, as equipes terão mais tempo para avaliar a degradação dos compostos e ajustar o acerto dos carros às características do circuito texano.

Com 5.513 quilômetros de extensão, o Circuito das Américas combina curvas de alta velocidade, mudanças rápidas de direção e trechos mais lentos, nos quais a tração é determinante. O traçado exige equilíbrio entre eficiência aerodinâmica nas retas e estabilidade nas curvas, impondo demandas distintas aos pneus dianteiros e traseiros.

No primeiro setor, marcado por curvas rápidas e mudanças de direção, os pneus dianteiros são submetidos a cargas elevadas. Já no terceiro setor, a sequência de curvas lentas e as acelerações na saída delas tendem a elevar a temperatura dos pneus traseiros, aumentando a degradação térmica.

Embora o asfalto não seja particularmente abrasivo, o desgaste acumulado da superfície ao longo dos anos pode ter impacto significativo no comportamento dos compostos. Um trecho entre as curvas 9 e 11 foi recapeado no início de 2026, mas o restante do circuito mantém os efeitos do envelhecimento do pavimento.

Nesse cenário, o desgaste dos pneus pode ser mais determinante do que a granulação, fenômeno conhecido como graining, no qual pequenas partes da borracha se desprendem ou se deformam na superfície do pneu, reduzindo a aderência. Na edição anterior, vários compostos chegaram ao fim da corrida com níveis elevados de desgaste.

A aderência tende a ser boa, também em função da borracha depositada pelas categorias de apoio. Ainda assim, a evolução das condições da pista ao longo do fim de semana costuma ser menos acentuada do que em outros circuitos do calendário.

Composto duro pode favorecer estratégia de uma parada

A presença do C2 como pneu duro oferece às equipes uma alternativa para realizar stints mais longos, o que pode favorecer uma estratégia de apenas uma parada nos boxes. No entanto, as temperaturas elevadas frequentemente registradas no Texas podem aumentar a degradação e obrigar as equipes a reavaliar os planos durante a prova.

A escolha entre prolongar um stint com o composto duro ou recorrer aos pneus mais macios dependerá do ritmo de corrida, do comportamento térmico dos pneus e das condições encontradas ao longo do fim de semana.

O retorno ao formato sem Sprint também terá impacto na preparação. Com três treinos livres, as equipes poderão comparar diferentes configurações e reunir mais dados antes da classificação e da corrida, etapa importante em um circuito que combina características bastante distintas entre seus setores.

Como foi a estratégia de pneus em 2025?

No GP dos Estados Unidos de 2025, a combinação de pneus médios e macios foi a mais popular, adotada por 13 pilotos. Entre os integrantes do pódio, Charles Leclerc foi a exceção: o monegasco largou com pneus macios para aproveitar a maior aderência inicial e terminou a prova na terceira posição.

Apenas três pilotos mais atrás na classificação escolheram largar com o composto duro. O C1, selecionado como a opção mais resistente para aquela edição, acabou sem utilização durante a corrida.

Programação – Horários do GP dos Estados Unidos – Foto: Ale Ranieri / Boletim do Paddock

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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