A Fórmula 1 implementou um novo sistema para as ultrapassagens desse ano, substituindo o DRS. Com a mudança das regras de efeito solo, para aerodinâmica ativa, a categoria encontrou novos mecanismos para movimentar a competição. No entanto, James Allison diretor técnico da Mercedes, não acha que esse novo sistema tornará as ultrapassagens tão mais fáceis.
Primeiro, o Modo de Ultrapassagem – termo que será muito usado ao longo deste novo regulamento, ainda será ativado pelo piloto, quando ele estiver a menos de um segundo do carro à frente. O competidor conseguirá acessar uma energia extra que ele poderá usar para tentar a ultrapassagem ou pressionar o adversário, mas em um único ponto de detecção.
No entanto, os pilotos também contarão com o boost, um impulso que pode ser usado tanto para fazer uma defesa – quando ele estiver lidando com um piloto que busca a ultrapassagem – mas esse recurso pode ser ativado em qualquer momento da volta, desde que o competidor tenha carga suficiente na bateria.
Tudo esse combo se junta a necessidade de os pilotos supervisionarem a recarga da bateria, precisando levar em consideração o tipo de circuito e a própria forma como o piloto guia.
No caso da aerodinâmica ativa, os carros terão um modo curva e um modo reta, mas diferente do DRS onde o uso era restrito para algumas partes da pista, permitindo apenas que os carros que estivessem a menos de um segundo do carro a frente utilizassem – o novo sistema pode ser usado por todos os carros, a todo momento.
“A diferença é que não tem nada a ver com aerodinâmica, mas sim com o sistema híbrido e a gestão de energia dentro desse sistema”, disse Allison. “Isso te dá a oportunidade, se o seu carro for capaz, de recuperar um pouco mais de energia elétrica a cada volta. E, como essa energia é recuperada, ela pode ser usada, inclusive nas retas, para te ajudar a alcançar alguém que está à sua frente.”
“Além de permitir que você recupere um pouco mais de energia elétrica na volta, também permite que você aplique essa potência nas retas de uma forma que seja um pouco mais vantajosa para o carro que vem atrás do que para o carro da frente.”
“Agora, isso é útil para ultrapassagens. [Mas] não é tão eficaz quanto o DRS costumava ser.”
Dessa forma é importante que os pilotos tenham uma boa comunicação com as suas equipes, para gerenciar essa recuperação de energia, para ter mais chance de trabalhar com o modo de ultrapassagem e o Boost. O piloto terá uma grande responsabilidade sobre gerenciar o boost, mas isso, se fizer um bom trabalho em pista.
“Há também um recurso chamado botão de impulso, que, ao ser pressionado pelo piloto, cancela toda a programação elétrica automatizada do carro e libera toda a potência. Enquanto a bateria permitir, você terá toda a força do motor elétrico de 350 quilowatts, além de tudo o que o motor a gasolina de combustão interna é capaz de oferecer.”
“Essa é uma quantidade de potência bastante assustadora, enquanto o carro for capaz de fornecê-la. Claro que você pode ter que pagar um preço por isso mais tarde na volta, porque pode ter esgotado suas baterias, ultrapassado alguém, apenas para descobrir que essa pessoa guardou um pouco de energia para talvez ultrapassá-lo mais tarde. Mas isso definitivamente vai mudar as coisas, à medida que os pilotos aprendem a administrar as oportunidades que o gerenciamento de potência e energia ao longo da volta proporciona neste novo regulamento.”
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