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McLaren não planeja grandes atualizações entre os testes e a estreia em Melbourne

Equipe prefere compreender o MCL40 desde os primeiros testes e aposta em uma base sólida diante das grandes mudanças de regulamento

A McLaren optou por não fazer grandes atualizações entre os testes de pré-temporada e a corrida de abertura do campeonato que acontecerá em Melbourne, Austrália. O time vai contra o que várias equipes têm como planejamento para o começo de novos campeonatos, especialmente quando existe uma grande mudança de regulamento.

O começo deste ano da F1 está envolto de muita expectativa, especialmente por conta dessa grande mudança de regulamento que envolvem tanto uma alteração aerodinâmica, tamanho e peso dos carros, como a introdução de um novo motor.

Neste ano a temporada de Fórmula 1 começa mais cedo, por conta dos testes de pré-temporada que serão divididos em três sessões. O primeiro período ocorre já na próxima semana, com a Shakedown Week no circuito de Barcelona.

Vários times nessa fase, costumam operar com “carros básicos”, a fim de comprovar a confiabilidade nos testes. Eles fazem a avaliação de várias peças e das partes do carro, antes de tomar uma decisão para a versão final que será encaminhada para Austrália. Dessa forma, é muito comum ver os carros da pré-temporada mudarem expressivamente até a versão que disputará a primeira corrida do ano.

Do lado da McLaren, o pensamento é completamente diferente, eles querem uma versão robusta em pista para avaliação desde o início. Com essa estratégia, eles vão adiar a introdução de grandes atualizações para o MCL40, pois querem compreender o funcionamento desse carro, antes de tomar outras decisões para o projeto.

Com essa tática, eles também têm a oportunidade de observar quais serão as apostas dos outros times e pensar em soluções para eles próprios. O jogo também como contribuir para não comprometer muitos recursos desde o começo, já que é preciso pensar no teto orçamentário.

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“Todos começarão do zero. Nossa filosofia é que tudo o que conquistarmos terá que ser merecido e conquistado com muito esforço. Essa é a nossa mentalidade, essa é a nossa filosofia”, falou Andrea Stella, chefe de equipe da McLaren.

“É por isso que temos sido ambiciosos com o carro de 2026. Ao mesmo tempo, como se trata de uma reformulação de tal magnitude, também é preciso ter cautela para garantir que o carro esteja realmente pronto – que seja lançado a tempo, que seja construído a tempo. E até agora, devo dizer que nosso programa está seguindo o planejado, algo com que, obviamente, estamos satisfeitos.”

“O carro já foi construído e agora está na AVL, na Áustria, para ser testado no dinamômetro. Acho que isso já é prática comum na Fórmula 1, de forma que seja possível validar alguns sistemas fundamentais do carro com muito mais precisão do que seria possível testar alguns desses subsistemas, como a caixa de câmbio, em um dinamômetro específico para caixas de câmbio, como os que temos aqui na MTC.”

“Trata-se de uma instalação, da AVL, que temos utilizado há algum tempo, e é lá que o carro está neste momento. Depois, o carro irá para Barcelona para o teste inicial na pista.”

Esse foi um dos motivos para o time atrasar a sua ida para Barcelona, onde os times iniciaram a verificação dos carros. A McLaren não entrará em pista no primeiro dia, seus planos são começar as verificações no traçado apenas no 2° ou 3° dia – dos cinco reservados para atividade.

Rob Marshall, projetista-chefe da McLaren, falou no McLaren Technology Centre, sobre o carro desses testes iniciais e os planos da equipe até a Austrália.

“Entre Barcelona e Melbourne, acho que o que vocês verão é provavelmente muito parecido com o que levaremos para a primeira corrida”, explicou ele.

“Grande parte do nosso esforço será dedicada a compreender isso. Além disso, precisamos levar em conta o que a oposição está fazendo: precisamos nos inspirar no que eles podem ou não alcançar e no que podem ou não nos mostrar.”

Marshall acredita que é imprudente comprometer tantos recursos nessa fase inicial, sem ter ideia do funcionamento desses novos carros.

“Vamos nos concentrar muito para entender esse carro. É muito complicado e é tudo novo. Há muita coisa que precisamos ajustar e organizar. Então, acho que trazer muita coisa nova logo de cara complicaria as coisas. Acho que é melhor entendermos a nossa plataforma antes de nos empolgarmos demais com a ideia de redesenhá-la antes mesmo de ela ter dado o primeiro passo.”

Algumas equipes sofreram muito no último ciclo da Fórmula 1, justamente por introduzir pacotes de atualização muito grandes, quando não compreendiam alguma operação do carro. Ao longo dos anos foi possível ver que eles precisaram retirar peças, mudar suspensões, para encontrar onde estava o problema. Os carros de efeito-solo foram um grande aprendizado para aqueles que estavam na categoria neste período.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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