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Leclerc mantém liderança e Ferrari se destaca no segundo dia de testes no Bahrein

Ferrari mantém melhor tempo com 1m34s273, enquanto Russell e Hadjar retornam à pista após falhas; Norris é quem mais tem voltas ao final do dia

A Fórmula 1 encerrou o segundo dia de testes no Bahrein. Se a sessão da manhã foi marcada por contratempos nos carros de Red Bull e Mercedes, o período da tarde trouxe sinais de recuperação: tanto Isack Hadjar quanto George Russell conseguiram retornar à pista e contribuir de forma efetiva para os programas de coleta de dados de suas respectivas equipes. No topo da tabela, Charles Leclerc manteve a liderança com o tempo registrado ainda pela manhã — 1m34s273.

Neste estágio da pré-temporada, a busca por voltas rápidas isoladas pouco significa. O foco das equipes está na consistência, na simulação de corridas e na avaliação de stints longos. Nesse aspecto, Leclerc teve um desempenho sólido, acumulando expressivas 139 voltas ao longo do dia.

Lando Norris encerrou a atividade na segunda colocação, com 1m34s787 e impressionantes 149 voltas completadas. Oliver Bearman apareceu logo atrás, com 1m35s394, somando 130 giros — 15 a mais do que seu companheiro havia registrado no dia anterior. A quilometragem acumulada por Leclerc e Bearman representa um indicativo positivo para a Ferrari e para o desempenho de suas unidades de potência. A Cadillac também contribuiu para a estatística, com Sergio Pérez completando 42 voltas e Valtteri Bottas adicionando outras 67.

Pelo segundo dia consecutivo, Andrea Kimi Antonelli enfrentou limitações em pista. Coube a George Russell assumir o trabalho da Mercedes na sessão vespertina. O britânico registrou 1m34s466 como melhor marca e fechou o dia com 54 voltas. A equipe alemã segue no centro das atenções em meio ao debate sobre a taxa de compressão de seu motor. Na véspera, Toto Wolff tentou redirecionar o foco para o desempenho da Red Bull, mas vale lembrar que ambas as equipes enfrentaram problemas ao longo desta quinta-feira no Bahrein.

Gabriel Bortoleto, representante brasileiro no grid, voltou à pista com a Audi e encerrou o dia na sexta posição, após completar 67 voltas. Pela manhã, Nico Hülkenberg havia registrado apenas 47 giros. Bortoleto também enfrentou dificuldades pontuais, especialmente na abordagem da curva 10, um dos trechos mais técnicos do circuito.

A Alpine lidou igualmente com desafios, mas Pierre Gasly esteve próximo de alcançar a marca centenária, concluindo 97 voltas. A Aston Martin também priorizou a quilometragem e atingiu 98 giros no total, ainda que o encerramento da sessão tenha sido conturbado para Fernando Alonso.

A Fórmula 1 retorna nesta sexta-feira para o terceiro e último dia da primeira semana de testes no Bahrein, etapa decisiva para ajustes finais antes do início da temporada.

Sessão Vespertina

Depois da pausa para o almoço, os pilotos retornaram ao traçado. Na Mercedes, Andrea Kimi Antonelli mais uma vez enfrentou problemas durante o seu tempo com o W17 – o piloto, que já tinha perdido parte da atividade do dia anterior, entrou no circuito para apenas três giros, antes de novos problemas surgirem – mas desta vez com a unidade de potência.

A Mercedes seguiu com a troca planejada e George Russell assumiu o controle da máquina para a atividade na tarde barenita. Na Red Bull também foi o momento de superar os problemas de manhã e finalmente permitir que Isack Hadjar iniciasse a sua coleta de dados.

Trocaram de pilotos a Williams, Racing Bulls, Audi e Cadillac, com Carlos Sainz, Arvid Lindblad, Gabriel Bortoleto e Valtteri Bottas entrando no traçado.

Na pista, os times enfrentavam um calor de 35 °C, enquanto aguardavam a chegada do entardecer e o cair da noite, para enfrentar condições mais próximas das trabalhadas quando a corrida acontece no circuito.

Assim que a pista foi liberada, o trabalho em pista foi bem tímido, se comparado ao que era esperado.

A Aston Martin era acompanhada de perto, após um primeiro dia ruim de trabalho em pista com apenas 36 voltas completadas. Fernando Alonso seguiu ganhando quilometragem, enquanto fazia parte do final da tabela de tempos.

Com quase uma hora de pista liberada, Bottas foi ao traçado com a Cadillac, equipado com o pneu C2. O finlandês completou 49 giros no dia anterior pela manhã, desta forma a equipe deixou o seu competidor também ter o gostinho de rodar à tarde.

A Mercedes precisou de um tempo para colocar o carro que seria guiado por Russell em operação. Após a substituição da unidade de potência, o jovem competido iniciou a sua coleta de dados. O time alemão está no centro das polêmicas por conta da taxa de compressão e a especulação de um desempenho superior, quando comparado com os rivais.

Foi apenas na sétima volta, quando restavam cerca de 2h37m para o término do segundo dia de atividades no Bahrein, que Russell conseguiu evoluir no traçado e capturar o 3° lugar na tabela de tempos, com a marca de 1m36s457, com os pneus C3.

Cerca de dez minutos depois, o regime de bandeira vermelha foi instaurado, por conta de detritos na pista. A necessidade de limpar o circuito interrompeu as operações de pista e os competidores retornaram aos boxes. Foram necessários dez minutos, antes que a sessão fosse retomada.

O tempo de pista livre não durou muito, já que Pierre Gasly parou na curva 1. O francês deixou o carro, sem a possibilidade de reiniciá-lo sozinho. Colapinto enfrentou problemas com o carro no dia anterior, então essa questão acendia mais uma alerta sobre o equipamento da Alpine.

Adentrando na penúltima hora de testes, Bearman já tinha superado a barreira de 100 voltas. O time tem contribuído muito para a quilometragem dos motores da Ferrari, com o trabalho realizado com ambos os pilotos.

Restando 1h30m para o final, Hadjar fazia o seu programa, o piloto tinha atingido as 57 voltas.

Na hora final, a noite já tinha chegado com toda a sua potência e os pilotos davam continuidade na coleta de dados. Leclerc ainda era o líder da sessão, seguido por Norris, Russell, Bearman, Gasly, Hadjar e Bortoleto.

Com a possibilidade de assistir à hora final de testes, novamente vários erros eram observados na curva 10 do circuito – como aconteceu com George Russell.

O sistema de live timing apresentava certa instabilidade, mas o monegasco da Ferrari, já contava com 125 voltas, enquanto Norris era o piloto com mais giros, por conta das 137 voltas. Bearman já tinha superado a quilometragem de Esteban Ocon no dia anterior, completando 118 voltas – com meia hora de sessão pela frente.

Norris ficou certo tempo perseguindo Russell, fazendo a simulação de corrida para entender o comportamento desses novos carros em combate. Essa é uma prática recorrente nos testes de pré-temporada e necessários também para dar um direcionamento no desenvolvimento dos equipamentos.

Alonso enfrentava dificuldade para fazer uma volta sem erros no traçado. O espanhol estava perto de atingir as 100 voltas, mas já tinha demonstrado o seu descontentamento com o carro antes da pausa para o almoço.

O final da sessão foi mais uma vez encerrado com o teste de bandeiras amarelas, virtual Safety Car e bandeira vermelha.

Tabela de tempos segundo dia de testes no Bahrein – Foto: divulgação Fórmula 1

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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