Sob o frio catalão, a Invicta Racing deu seus primeiros passos rumo à temporada 2026 da Fórmula 2. Em Barcelona, palco de tantas histórias do automobilismo, a equipe colocou na pista sua nova formação e saiu com a sensação de dever cumprido. O trabalho foi metódico, silencioso e promissor — daqueles que não aparecem nos cronômetros, mas constroem campeonatos.
Rafael Câmara reencontrou o carro após a longa pausa e mostrou rápida assimilação à nova categoria. A quilometragem acumulada permitiu explorar diferentes caminhos de acerto e estabelecer uma direção técnica para o início do ano. Mesmo com as baixas temperaturas, pouco representativas para leituras absolutas de desempenho, o brasileiro deixou o circuito com confiança na base construída e com o olhar já voltado para Melbourne.
Estou muito feliz com o resultado dos testes. É bom estar de volta ao carro depois de uma longa pausa. Foram dias positivos em Barcelona e trabalhamos bem em equipe. Conseguimos experimentar muitas coisas diferentes e entender qual direção queremos seguir. Obviamente, não é muito representativo por causa do frio, mas acho que estamos em uma boa posição para o início da temporada. Vamos continuar trabalhando para estarmos em boa forma para Melbourne.”
Joshua Dürksen, por sua vez, utilizou a experiência prévia na Fórmula 2 como ferramenta de precisão. O piloto completou numerosas voltas, testou soluções variadas e ajudou a equipe a separar, com clareza, o que funciona e o que precisa ser revisto. O resultado foi um ganho consistente de conhecimento técnico e a sensação de que o conjunto carro-equipe está mais preparado para as exigências da temporada.
No geral, foi um teste produtivo. Completamos muitas voltas. Foi bom conhecer o carro nesta pista e recuperar o ritmo depois de uma longa pausa. Testamos muitas coisas no carro, algumas que funcionaram, outras que não funcionaram tão bem. Mas o bom é que adquirimos muito conhecimento e agora sabemos como otimizar melhor o carro. Estou muito animado para correr em Melbourne daqui a duas semanas. É uma viagem longa, mas vale a pena!”
No comando do projeto, James Robinson destacou a rápida integração da dupla. Câmara, em transição da Fórmula 3, foi elogiado pela adaptação e pela evolução dentro da curva de aprendizado esperada. Dürksen, mais rodado, ofereceu feedback valioso e contribuiu para acelerar o desenvolvimento coletivo. O dirigente também ressaltou a sintonia entre os pilotos, que já trabalham de forma colaborativa, fortalecendo o ambiente interno.
Ambos os pilotos se integraram muito bem à equipe. Estamos impressionados com a adaptabilidade que Rafael demonstrou, vindo da Fórmula 3 e passando para o carro da Fórmula 2. Ele começou com o pé direito e está onde precisa estar na curva de aprendizado. Joshua traz mais experiência e seu conhecimento da F2 e seu feedback têm sido muito úteis. É impressionante ver como os dois já trabalham juntos e se ajudam. Vamos para Melbourne positivos e animados para a temporada.”
Com os dados coletados e a base técnica definida, a Invicta Racing deixa Barcelona embalada por um otimismo prudente. A longa viagem até a Austrália será o próximo capítulo de uma preparação que, tal qual uma campanha de Libertadores, começa nos detalhes e na construção paciente.
Descubra mais sobre Boletim do Paddock
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.





