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HEROES: Quatro grandes personagens, um convite para mergulhar em momentos do automobilismo

Em janeiro de 2020, a plataforma de vídeos da Motorspot Network, a Motorsport.TV, divulgou um documentário com o bicampeão mundial de Fórmula 1, Mika Hakkinen, acompanhado por Felipe Massa, que foi vice-campeão da categoria em 2008, o nove vezes vencedor das 24 Horas Le Mans, Tom Kristensen e a única mulher a vencer uma etapa do Campeonato Mundial de Rali, Michèle Mouton.

Os quatro compartilham as suas histórias no automobilismo, como começaram, pessoas que foram marcantes em suas carreiras, o desafio enfrentando em cada categoria, além de alguns deles se aprofundarem em seu convívio com Michael Schumacher.

Heroes amarra a narrativa de quatro personagens que deixaram marcas no automobilismo – Foto: reprodução

HEROES foi um documentário muito bem-feito, com uma narrativa envolvente onde quem assiste se sente parte da conversa, mas próximo de quem fala. O documentário foi dirigido por Manish Pandey, o mesmo que fez o documentário de 2010 “Senna: O Brasileiro, O Herói, O Campeão”. Se você tiver o documentário tricampeão mundial brasileiro fresco em sua mente, vai compreender rapidamente o motivo para HEROS ser uma grande produção.

Para o público mais jovem que começou a acompanhar a Fórmula 1 recentemente, recomendo muito encontrar um tempo para assistir essa obra. Mika Hakkinen duelou com Michael Schumacher, os pilotos estavam guiando por equipes rivais. Mesmo com as batalhas diretas que eles protagonizaram na pista, os pilotos tinham muito respeito um pelo outro.

Mika Hakkinen e Michael Schumacher correram juntos em campeonatos da base, até se enfrentarem mais uma vez na Fórmula 1 – Foto: reprodução

Mika aparece no documentário ‘Schumacher’, documentário que foi divulgado neste ano pela Netflix – existe um motivo para ele ser sempre convidado, principalmente quando eles precisam tratar sobre Schumacher. Hakkinen menciona em Heros a rivalidade que teve com Schumacher, muito antes das pistas da Fórmula 1.

Se Felipe Massa ou Rubens Barrichello faltaram no documentário da Netflix, aqui, além de compreendemos a passagem de bastão entre Schumacher e Massa, também fica mais claro a importância que o brasileiro teve para o nosso País. Massa foi um dos pilotos, após Ayrton Senna com chances reais de ganhar um campeonato e talvez dar um pouco de calma para os corações brasileiros que estavam sedentos por um novo grande resultado na Fórmula 1.

Acompanhar o documentário, é ver os seus personagens revelando a sua história, em um ritmo agradável, composto por imagens do passado que complementam o fio condutor que a trama se ampara.

Michèle Mouton que atualmente é a representante da Comissão de Mulheres no automobilismo da FIA, começou a sua carreira participando de provas de rally no início dos anos 1970, enquanto em 1974 ela fez a sua estreia no Campeonato Mundial de Rally. Ela até hoje é a primeira e única mulher que venceu um Campeonato Mundial de Rally. Ela vai nos contando como começou no automobilismo e as competições que participou, além de relatar a dificuldade da mulher e os preconceitos que enfrentou.

Michele Mouton conta sobre a sua participação nas competições de rally – Foto: reprodução

O Mr Le Mans, ou melhor, Tom Kristensen, destaca o início do automobilismo, a dificuldade que já encontrava nas categorias de base, além dos outros rumos que a sua vida levou até competir em Le Mans e vencer nove vezes.

É claro que os acidentes marcaram a história do automobilismo e são um fator muito importante para determinar as diversas mudanças que tivemos nos últimos anos. Estes relatos também se fazem presente, pois para participar do automobilismo, você precisa ser praticamente um herói, a pessoa que desafia limites, que almeja uma conquista maior e que sempre está disposto a encarar o próximo desafio.

Não seria possível deixar de fora o acidente de Felipe Massa no GP da Hungria de 2009, os relatos das cirurgias que o brasileiro precisou passar e até mesmo o coma. Passamos pelo acidente de Kristensen na DTM em 2007, além da decisão de Hakkinen de parar, principalmente depois que se deparou com diversos acidentes, mas já tinha conquistado dois títulos na Fórmula 1.

O final que o documentário sobre Schumacher merecia

Caro leitor, se você chegou até aqui neste texto e se deparou com o subtítulo, vou explicar agora. Bom, só assisti Heroes após ver o documentário sobre Schumacher na Netflix. Quem acompanha o site já sabe o meu posicionamento sobre o doc que saiu neste ano. Ele é bom, mas peca principalmente no final, por não mostrar nem que seja no final, um teaser curtinho sobre os seus sete títulos.

Heroes não poderia ignorar os feitos de Michael Schumacher, o alemão teve uma passagem surpreendente na Fórmula 1, conquistando sete títulos mundiais. Ele bateu a marca de Juan Manuel Fangio, algo que muitos não achavam não ser possível. O alemão foi o herói da Ferrari, mas também de uma torcida fervorosa.

LEIA MAIS: OPINIÃO: ‘Schumacher’ uma homenagem válida, mas que não mostra todo o esplendor de Michael

O documentário termina com um tributo emocional ao alemão, mencionando o fato dele estar lutando pela sua vida depois do acidente que ocorreu em 2013. O final de Heroes é tudo o que faltou para o documentário de Schumacher, mostrar a magnitude dos seus sete títulos, deixar claro o motivo porquê sempre a história de Schumacher será relevância para o esporte, mas também a importância que o piloto teve para diferentes pessoas.

Mouton, Massa, Kristenssen e Hakkinen falam do seu relacionamento com Schumacher.

Para olhares mais atentos, existe também uma forma para fazer Schumacher presente, ainda que indiretamente. Acho que sempre ao ver uma olha como essa, ou novos documentários que vão surgir, sempre vamos sentir falta de histórias contadas pelo próprio alemão.

Heroes foi uma forma respeitosa para falar sobre o automobilismo, falar sobre personagens importantes e sempre nos lembrar dos desafios que todos enfrentam.

Trailer de Heroes

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Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele despertou o meu interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Hoje gosto de tirar fotos e escrever textos!

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