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Goiânia acelera rumo à MotoGP: Autódromo Ayrton Senna atinge 84% das obras e entra na reta final

Pista de 3,8 km já está concluída e complexo passa por modernização estrutural para receber o GP do Brasil do Mundial de Motovelocidade

Sob o sol que incide generoso sobre o Planalto Central, o asfalto do Autódromo Internacional de Goiânia já respira velocidade. O circuito que carrega o nome de Ayrton Senna aproxima-se do ponto de ignição de um novo capítulo em sua história: com 84% das intervenções concluídas, o espaço entra na fase derradeira de preparação para receber, em março, o Grande Prêmio do Brasil do Mundial de Motovelocidade.

A obra, conduzida em parceria entre a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes e a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer, transcende a simples reforma. Trata-se de uma reconfiguração estrutural que amplia o horizonte esportivo e turístico do autódromo. Paddock e boxes foram reconstruídos e ampliados; arquibancadas, sala de imprensa e camarotes passaram por modernização; erguem-se uma nova torre de controle e um centro médico, enquanto setores administrativos, blocos de apoio e áreas destinadas a materiais, resíduos e óleo recebem intervenções completas.

A pista principal, com 3.825 metros, já se apresenta pronta, revestida por pavimentação desenvolvida para circuitos de alta velocidade, mais resistente, aderente e silenciosa. O traçado, agora recomposto, alinha-se às exigências técnicas das federações internacionais, num diálogo constante que busca homologação máxima tanto para o motociclismo quanto para o automobilismo.

O cronograma original previa a conclusão das obras em dezembro, mas ajustes solicitados pela Federação Internacional de Motociclismo e pela Dorna Sports, promotora da MotoGP, redesenharam etapas no apagar das luzes do último ano. As modificações, relatadas pelo Grande Prêmio, exigiram refinamentos estruturais que prolongaram o calendário, sem alterar o objetivo final: entregar um complexo apto a figurar no mapa mundial da motovelocidade.

Ainda restam a pavimentação e a instalação de gradis nas duas pistas auxiliares, cerca de sete quilômetros que formam os anéis interno e externo do circuito, além da conclusão das áreas de escape, ampliadas e dotadas de novas zebras. Um viaduto sobre a pista foi implantado, criando acesso adicional pela Avenida Autódromo Ayrton Senna e ampliando a funcionalidade do conjunto.

O último movimento desta sinfonia de concreto e engenharia será a instalação dos sistemas eletrônicos especiais: circuitos de televisão e comunicação, painéis luminosos, fibras óticas e redes de dados que permitirão o controle integral das provas. É o instante em que o autódromo deixa de ser apenas espaço físico e se converte em palco tecnológico para a velocidade.

Mais que preparar a chegada da MotoGP, a reforma redesenha o papel do autódromo como equipamento de lazer, esporte e atração turística, projetando Goiânia no calendário internacional das grandes competições. Quando as luzes se acenderem e os motores ecoarem, não será apenas uma corrida: será a consagração de um circuito que voltou a acelerar.


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Rubens Gomes Passos Netto

Editor chefe do Boletim do Paddock, me interessei por automobilismo cedo e ao criar este site meu compromisso foi abordar diversas categorias, resgatando a visão nerd que tanto gosto. Como amante de podcasts e audiolivros, passei a comandar o BPCast desde 2017, dando uma visão diferente e não ficando na superfície dos acontecimentos no mundo da velocidade. Nas horas vagas gosto de assistir a filmes e séries de ação, ficção científica e comédia. Atuando como advogado, também gosto de fazer análises e me aprofundar na parte técnica.

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