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Fórmula 1 detalha mudanças do regulamento 2026 com carros menores, aerodinâmica ativa e novos motores

Regulamento 2026 promete redefinir a Fórmula 1 com carros mais leves e novas ferramentas de ultrapassagem

A Fórmula 1 se prepara para o início de um novo regulamento, a mudança para 2026 trabalha um pacote aerodinâmico revisado, além da introdução de novos motores. Nesta quarta-feira (17) a categoria explicou um pouco mais do que está por vir para o próximo ano.

Existe uma diferença gigantesca entre os carros atuais e os carros do passado. Conforme os anos foram passando, a Fórmula 1 ampliou a segurança dos equipamentos e isso contribuiu para o crescimento dos carros. No entanto, isso impactou diretamente nos níveis de competição, pois em alguns circuitos (principalmente os de rua) as ultrapassagens pouco aconteciam.

O DRS e suas zonas de ativação surgiram como uma forma de compensar essa questão; a categoria também pensou em outros regulamentos, com o intuito de aproximar os carros e aumentar a competição e ainda introduziu o teto orçamentário, tudo pensado para compensar uma diferença que cresceu na pista. Porém, de tempos em tempos são necessários alguns ajustes em busca de melhorar a competição.

Para compensar esse crescimento exacerbado dos carros de Fórmula 1 atuais, os regulamentos de 2026 tornaram os carros um pouco menores e mais estreitos, diminuindo a distância entre eixos – para em teoria ter carros mais responsivos nas curvas. A mudança de tamanho também contribuirá para reduzir um pouco o peso dos carros. Os pneus de 18 polegadas permanecem, mas se tornaram mais estreitos, também pensando nas questões relacionadas ao peso.

  • Menor e mais leve: a distância entre eixos foi reduzida em 200 mm (para 3400 mm), a largura em 100 mm (para 1900 mm), a largura do piso em 150 mm e o peso mínimo reduzido em 30 kg (para 770 kg).
  • Pneus: As rodas de 18 polegadas permanecem, mas os pneus dianteiros são 25 mm mais estreitos e os traseiros 30 mm mais estreitos, reduzindo o arrasto e minimizando o peso.

Entre 2022 e 2025, os assoalhos dos carros ganharam espaço na competição. A Red Bull, que entendeu logo de cara como trabalhar com o regulamento, saiu na frente neste quesito. Mas para 2026 tudo muda novamente e os carros de efeito solo darão passagem para uma nova solução – os carros terão assoalhos mais planos, com difusores estendidos e aberturas maiores. Com uma redução de downforce em torno de 15 a 30% – fazendo com que os pilotos se adaptem mais rápido, por conta da variedade de configurações que será possível trabalhar. A expectativa é que isso nivele a competição.

A Fórmula 1 decidiu por substituir o DRS, mas os pilotos ainda terão uma ferramenta para ultrapassagem. Assim como o antigo sistema, ele só poderá ser usado pelo competidor, quando ele estiver separado do rival à menos de um segundo e nas áreas de detecção – conhecido como Overtake ou Modo de Ultrapassagem.

  • Aerodinâmica ativa: Asas dianteiras e traseiras móveis substituem o Sistema de Redução de Arrasto (DRS) para configurações de alta e baixo downforce, proporcionando maior aderência e velocidade onde os pilotos mais precisam.
  • Função: Ajuste dinâmico dos ângulos dos elementos da asa dianteira e traseira em seções específicas de alta velocidade, projetado para os modos Curva e Reta. Isso permite adaptabilidade estratégica e maximiza o aproveitamento da potência do carro através de maior aderência na pista.

Os pilotos também terão o Boost, quando o sistema for acionado, o piloto contará com uma configuração de mais potência do motor, usando a potência máxima ou o máximo de carga configurado pela categoria. O impulso extra pode ajudar em uma briga por posição, seja para defesa ou ataque. O piloto também terá o controle se deseja fazer o uso de uma vez ou distribuí-lo durante a volta conforme o que ele achar necessário – seja para se defender ou atacar.

  • Função: Esta é a ferramenta de implantação de energia operada pelo piloto, proveniente do Sistema de Recuperação de Energia (ERS), para ser usada ofensivamente ou defensivamente, dependendo da posição na pista. Ela fornece ao piloto a potência máxima do motor e da bateria com o simples toque de um botão, independentemente de onde ele esteja na pista.

Os motores

Entre os motores, a Fórmula 1 dará um protagonismo equilibrado na unidade de potência em uma divisão 50/50 para os motores de combustão e elétricos.

Os motores foram simplificados com a saída do MGU-H, uma tecnologia que dificultava muito a entrada de novas montadoras. Com a alteração, a Honda decidiu retornar para a competição, a Ford está apoiando a Red Bull na criação de uma unidade de potência própria com a Red Bull Powertrains, enquanto a Audi estará presente na competição e a General Motors se prepara para fazer parte da competição.

Função: Os condutores podem recarregar a bateria com a energia recuperada da travagem, ao aliviar o acelerador no final das retas e até mesmo nas curvas onde apenas parte da potência é aplicada

O combustível sustentável também foi amplamente discutido e estarão presentes na competição, aumentando a pesquisa e desenvolvimento neste setor.

Tudo isso impacta a competição com o sistema de Recharge (recarregamento), os carros recuperam energia para a bateria durante as frenagens. As equipes vão trabalhar isso de acordo com os circuitos – pois alguns forneceram espaços melhores para as recargas – por meio dos mapas de motor e das metas de recarga e frenagem.

Em um primeiro momento parece muita coisa nova para absorver, mas a Fórmula 1 ainda terá gráficos e explicações de tudo, para deixar os fãs bem-informados e por dentro da competição. Aliás, algumas dessas mudanças foram também pensadas para facilitar o entendimento do público crescente.


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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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