Para a temporada 2026, a FIA realizou uma atualização significativa do Código Desportivo Internacional que trará um grande impacto para a Fórmula 1 e suas categorias de acesso.
As alterações acontecem com o objetivo de melhorar as tomadas de decisão, com novos fatos que podem surgir depois da corrida, dessa forma as punições poderão passar por um processo de revisão.
Até a temporada de 2025, as equipes eram as únicas com o direto de pedir uma revisão de uma decisão, podendo acontecer nas 96 horas seguintes, amparadas por uma nova evidência que não esteve disponível aos comissários no momento da decisão.
A partir de 2026, o processo deixará de ser uma prerrogativa exclusiva das equipes. Pelo novo regulamento, os próprios comissários poderão reavaliar decisões tomadas anteriormente, de forma independente, sempre que surgirem informações relevantes que não estavam disponíveis no momento da decisão. A alteração representa um avanço importante, ao introduzir um mecanismo de revisão interna que até então não fazia parte do sistema.
Ainda assim, não se espera que esse recurso seja utilizado de maneira recorrente ou automática. Embora a possibilidade de revisão exista no papel, sua aplicação prática deve depender do peso das novas evidências apresentadas, das circunstâncias do caso e, principalmente, da disposição da FIA em adotar uma postura mais aberta, flexível e transparente na condução das decisões esportivas.
A Fórmula 1 deve ser a principal categoria afetada com tal alteração, já que tem mais provas ao longo do ano, mais o sistema também vale para as categorias de base, como Fórmula 2 e Fórmula 3.
Outra mudança relevante envolve o tratamento de situações que exigem respostas imediatas. Até agora, muitos casos acabavam sendo postergados para a etapa seguinte do calendário, quando os comissários responsáveis poderiam se reunir presencialmente. A partir do novo regulamento, esse intervalo deixa de ser obrigatório: determinadas decisões poderão ser encaminhadas a um painel de comissários que atuará fora do fim de semana de corrida, inclusive durante períodos como a pausa de verão ou o recesso de inverno.
Esse grupo será formado por, no mínimo, cinco membros com conhecimento específico da categoria em questão e terá autonomia para se reunir por videoconferência, permitindo a resolução mais ágil de casos urgentes. Situações de maior complexidade ainda poderão demandar encontros presenciais, desde que haja concordância das partes envolvidas quanto à cobertura dos custos logísticos.
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