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FIA chega a acordo sobre taxa de compressão dos motores de 2026 após debate envolvendo Mercedes na F1

Entidade realiza testes com motor quente da Mercedes e fabricantes se aproximam de assinatura de atualização no regulamento para evitar conflito no início da temporada

Nos últimos dois meses uma disputa técnica tornou-se o centro da Fórmula 1. Antes mesmo dos times iniciarem as verificações dos carros, a taxa de compressão dos motores de 2026 se tornaram o centro do debate. No entanto, a FIA chegou a um acordo com as fabricantes de motores.

Antes mesmo dos testes em Barcelona, tem se falado que a Mercedes conseguiu explorar uma área cinzenta no regulamento que envolve a taxa de compressão. O regulamento abordava que o procedimento de medição deve ser executado à temperatura ambiente, conforme a metodologia apresentada por cada fabricante a aprovada pela FIA.

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Com a homologação se aproximando, alterar conceitos estruturais de motor não é tarefa trivial. As arquiteturas foram desenvolvidas ao longo de anos, sob permanente interlocução com a FIA. Ainda assim, as reuniões do Comitê Consultivo de Unidade de Potência (PUAC) passaram a discutir a possibilidade de introduzir testes de taxa de compressão em altas temperaturas, buscando um consenso metodológico antes do início da temporada.

Após o primeiro encontro, a FIA confirmou que o tema esteve na pauta, com foco em “buscar consenso na metodologia de medição das taxas de compressão em altas temperaturas”.

Com os testes de pré-temporada em Barcelona, a Red Bull tomou uma frente diferente da esperada – pois até então, entendia-se que por meio da Red Bull Ford Powertrains eles também tinham explorado tal área cinzenta, assim como a Mercedes. A RBR então tomou partido ao lado de Audi, Ferrari e Honda, cobrando explicações.

Nesta quinta-feira (12) o portal italiano Autoracer, trouxe algumas atualizações sobre o caso. Conforme a sua publicação, as fornecedoras de motores estão prestes a assinar o documento com atualizações do regulamento de 2026, evitando uma disputa judicial entre as montadoras.

A FIA realizou verificações no motor da Mercedes, com ele quente (mas o carro parado) a fim de atestar a taxa de compressão. A empresa foi aprovada com sucesso e uma nova reunião da PUAC acontecerá para estabelecer os métodos de medição, com o carro parado, mas reproduzindo as condições de pista de operação do motor.

Até então, o que circulava era que a Mercedes tinha encontrado uma solução para ampliar a taxa de compressão do motor, dos atuais 16:1 para o antigo 18:1 gerando cerca de 15 cavalos de potência a mais.

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Se a montadora alemã tivesse conseguido atingir tal parâmetro, conseguiria passar nos testes normalmente, já que a medição acontece com o motor em temperatura ambiente, fora das condições de pista.

Ferrari, Honda e Audi se juntaram para cobrar explicações da FIA, enquanto a Mercedes adotou a posição que não existia nada de ilegal no seu motor. No entanto, se a Mercedes passou nos testes e eles tinham essa vantagem, o que isso custará para a equipe ao longo do campeonato – mas isso ainda é difícil de mensurar.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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