Max Verstappen venceu o GP do Azerbaijão deste domingo (21) garantindo o seu sexto Grand Slam. O neerlandês conseguiu a sua segunda vitória no Circuito de rua do Baku, se igualando a Sergio Perez.
A Pirelli levou a sua gama mais macia de pneus para o evento deste ano, colocando o composto C6 como alternativa para as equipes, em busca de ampliar as estratégias. No entanto, a durabilidade dos pneus, combinado com as condições de pista com temperaturas mais amenas, fizeram com que a corrida fosse baseada na estratégia de apenas uma troca de pneus.
A escolha de Max Verstappen foi começar a corrida com os pneus duros e permanecer na pista até a volta 40 com o mesmo jogo, fazendo a parada obrigatória apenas para cumprir 11 voltas com o composto médio.
Em Baku, no entanto, surgiu um desafio particular. O pneu duro precisava de até 10 voltas para alcançar a temperatura ideal, e exigir demais dele antes desse ponto poderia comprometer sua integridade. Quando finalmente entrava na janela de funcionamento, apresentava pouquíssima degradação.
George Russell terminou a prova na segunda posição, com estratégia semelhante, mas o britânico fez a sua substituição no giro anterior ao de Max. A prova do britânico foi muito consistente, o “maior tempo perdido” foi atrás de Andrea Kimi Antonelli, mas com o italiano precisando de uma injeção de ânimo, a alternativa foi tirar o garoto da frente de Russell, por estarem em estratégias diferentes.
A briga de Russell também foi com Carlos Sainz, com a Mercedes além de buscar o pódio, também estava de olho em melhorar as suas condições. E assim aconteceu, como Carlos Sainz começou a corrida com os pneus médios, a Williams tentou ir à segurança e fez a parada do espanhol no giro 18, enquanto isso, Russell permaneceu em pista, esperando um melhor momento para trocar os seus pneus.
Sainz fez uma corrida forte e resistiu por 51 voltas a briga pelo pódio, conseguindo consolidar a terceira colocação. Com esse resultado a Williams retornou ao pódio, o último fora obtido em 2021 com Russell. Essa recompensa também simbolizou a oportunidade de superar os diversos problemas técnicos e abandonos que Sainz lidou desde a Áustria.
Sobre a prova de Sainz, no início da corrida, o espanhol fez o possível para conseguir estabelecer uma distância confortável para Liam Lawson, mas com a Racing Bulls parando o neozelandês cedo, o espanhol ficou vulnerável para ser atacado pela Mercedes de Russell que estava separado por 3,5s dele, mas imprimia um ritmo forte.
Sainz então solicitou a Williams para não deixar Russell entrar na zona de undercut, quando a diferença deles estava na casa dos 2,6s, dessa forma, ciente da ameaça, parou na volta 27. O espanhol foi devolvido para a pista com 19 segundos de diferença, entre eles, com isso ele tinha a tarefa de não deixar Russell crescer mais um segundo e entrar na janela de 20 e 21s – que girava a parada.
O britânico conseguiu colocar o motor em uma temperatura adequada e forçar mais o carro, a diferença entre Sainz e Russell cresceu para os 20 segundos que o piloto da Williams tentava evitar. O trabalho da Mercedes nos boxes na volta 39 ajudou o seu competidor superar Carlos e garantir o segundo lugar.

Antonelli, por sua vez, conseguiu salvar uma quarta posição com o segundo carro da Mercedes, sendo um resultado formidável – já que o estreante também passou por um momento conturbado, lidando com uma sequência de erros, além de escutar de Toto Wolff que a prova na Itália, foi descepcionante.
No ano passado, as equipes já tinham trabalhado com o pneu C4 e o C5, eles também formavam a gama macia, mas foram os compostos médios e o macios daquela etapa. Os times conseguiram dados valiosos com esse evento, além de levar em consideração o que enfrentaram com o C6 em alguns circuitos neste ano.
Por conta disso, o TL1 da sexta-feira foi marcado por competidores guiando apenas com os pneus macios; algo que não acontecia desde a temporada de 2019. O uso de tantos jogos de pneus macios marcou o primeiro dia de atividades, ainda vale dizer, que oito deles: Piastri, Norris, Leclerc, Verstappen, Antonelli, Russell, Alonso e Stroll, fizeram as suas voltas apenas com os pneus macios, enquanto os outros onze optaram por experimentar o C5 por algum instante na coleta de dados em simulação de corrida.
Naquele momento já tinha ficado claro que as equipes estavam pensando principalmente no sábado, quando poderiam extrair mais dos seus carros com os pneus médios durante a classificação. Dessa forma, ao longo da qualy, várias equipes recorreram aos compostos de faixa amarela, pela janela de operação ser mais favorável do que os macios.
Um adendo sobre a classificação: Carlos Sainz fez o seu melhor giro do Q3 com os pneus médios, enquanto Verstappen estava com compostos macios novos. No entanto, com a Ferrari pensando em poupar pneus médios para o Q3, não fez a troca dos pneus macios de Hamilton, deixando o competidor completar seis voltas com o mesmo tipo de composto e com isso causou a sua eliminação no Q2.

A classificação foi marcada por seis bandeiras vermelhas, causadas principalmente por conta de uma pista suja e sem aderência em decorrência da chuva durante a noite no Azerbaijão. Embora ela tenha apresentado uma evolução durante o sábado, a chuva no início do Q3 ajudou a bagunçar as coisas.
Voltando para corrida
Na largada, o grid ficou bastante dividido, com 11 pilotos optando pelos pneus médios e 9 pelos duros. O que chamou a atenção foi a escolha de Max Verstappen pelos pneus de faixa branca, mas apenas por um breve momento, já que esse também era um composto aderente.
O trecho mais longo percorrido com os pneus duros ficou a cargo de Esteban Ocon, que completou 49 voltas com os compostos. O piloto da Haas precisou parar na primeira volta para trocar a asa dianteira quebrada e substitui o composto por médios. Na sequência ele fez mais uma troca de pneus, para instalar o jogo de duros, indo até o final, mas cumprindo a regra obrigatória de usar dois pneus.

Lando Norris e Lance Stroll fizeram stints longos com os médios, foram 37 giros para cada um deles.
Em termos de estratégia pelo grid, alguns pilotos pararam cedo, Alexander Albon fez a sua segunda troca de pneus na volta 15 – já que tinha parado no primeiro giro para substituir os pneus, aproveitando a presença do Safety Car em pista por conta da batida de Oscar Piastri.
O tailandês foi responsável por marca o início das paradas, mas elas não perpetuaram pelo restante do grid. Logo depois de Alax, foi a vez da Alpine responder com Franco Colapinto, os competidores se encontraram na pista e em uma tentativa ousada de ultrapassagem, os dois se tocaram, rendendo uma punição de dez segundos para o tailandês.
Também pararam cedo Andrea Kimi Antonelli (para limpar o caminho para George Russell), Charles Leclerc, Liam Lawson e Fernando Alonso, nas voltas 18,19, 20 e 21 respectivamente, todos por iniciarem a prova com os médios.
Acreditava-se em uma corrida mais dinâmica, mas novamente o trenzinho do DRS tomou conta da corrida, especialmente para os pilotos que ficaram parte da prova presos atrás de Lawson e Yuki Tsunoda.
Lando Norris e Lewis Hamilton, apesar de começarem a corrida com os pneus diferentes depois de classificações ruins, pararam próximos, o piloto da Ferrari foi para os boxes no giro 36, com o competidor da McLaren respondendo na volta seguinte. A parada de Norris novamente foi ruim, mas o Hamilton não conseguiu a ultrapassagem. Sem os competidores tentarem uma manobra, a prova deles, que deveria ser de recuperação, não evoluiu.
Para Norris era a oportunidade de ouro, podendo descontar mais pontos do que conseguiu, com o abandono de Oscar Piastri, mas o impeditivo foi principalmente o piloto da Racing Bulls e o competidor da Red Bull.
Sem nenhum outro Safety Car, como o que aconteceu no início da corrida, a prova foi monótona, com toda a ação concentrada na possibilidade de mudança por conta das paradas obrigatórias ou a possibilidade de um novo Safety Car – para aqueles que alongaram a sua permanência na pista, conseguissem uma parada grátis e manter as suas posições.
“Nesta pista, uma parada única sempre foi uma estratégia quase obrigatória e hoje não foi exceção, embora tenhamos usado uma gama de compostos mais macios do que no ano passado. Além disso, o fato de estar mais frio do que o normal ajudou as equipes e os pilotos a lidar com a degradação térmica, principalmente no eixo traseiro”, comentou Mario Isola, diretor de automobilismo da Pirelli.
“Como resultado, foi uma corrida muito tranquila em termos de comportamento dos pneus. Os pneus médios e duros estiveram muito próximos em termos de desempenho e também em termos de degradação, que foi praticamente inexistente em ambos os compostos. O C4 foi o mais utilizado (598 voltas, 61,84%) e o macio nem apareceu. Após a chuva da noite passada, a superfície da pista se recompôs um pouco e, portanto, evoluiu significativamente ao longo da corrida. À nossa frente, temos agora mais uma sessão de testes de desenvolvimento de pneus para 2026.”
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