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ESPN renova direitos da Fórmula 1 na América Latina até 2028 e reforça expansão da categoria na região

Novo acordo contempla América Latina e Caribe, com exceção de Brasil e México, enquanto audiência supera 150 milhões de fãs

A velocidade segue garantida nas telas latino-americanas. A ESPN oficializou a renovação dos direitos de transmissão da Fórmula 1 para toda a América Latina e o Caribe até o fim da temporada 2028. O novo acordo abrange todos os países da região, com duas exceções estratégicas: Brasil e México.

No território brasileiro, a categoria máxima do automobilismo mundial retomará a exclusividade no Grupo Globo a partir de 2026, encerrando um ciclo de cinco temporadas em outra emissora. Já o mercado mexicano seguirá fora do escopo do contrato regional.

O pacote assegurado pela ESPN contempla a cobertura integral do campeonato: treinos livres, sessões classificatórias, corridas sprint, Grandes Prêmios e também as categorias de apoio. O público poderá acompanhar as transmissões nas plataformas lineares e digitais da emissora, incluindo o Disney+, além do ESPN Premium no Chile e dos canais Fox Sports na Argentina.

A relação entre a emissora e a categoria remonta a 2019, quando a Disney adquiriu a 21st Century Fox, grupo que havia firmado, em 2018, um contrato inicial de cinco anos com a F1. Desde então, houve uma primeira renovação e, agora, consolida-se a segunda ampliação do vínculo, sinal claro de estabilidade e confiança mútua.

Crescimento consistente e nova geração de fãs

A renovação contratual acompanha um momento de franca expansão da Fórmula 1 na região. Pesquisas recentes indicam que a base de fãs na América Latina e Caribe já ultrapassa 150 milhões de pessoas, crescimento de 5% em relação a 2024. O dado revela ainda um perfil rejuvenescido e diverso: 45% do público é feminino, enquanto 43% têm menos de 35 anos.

O fator humano também tem peso decisivo nessa curva ascendente. A ascensão do argentino Franco Colapinto e do brasileiro Gabriel Bortoleto reacendeu o entusiasmo em mercados tradicionais. Para 2026, o retorno do mexicano Sergio Pérez projeta novo impulso à audiência continental.

Na Argentina, o chamado “Fator Colapinto” elevou o número de fãs da F1 para mais de 17 milhões, transformando a categoria na liga esportiva internacional mais popular do país, à frente inclusive de NBA e NFL.

Ian Holmes, diretor de direitos de mídia e transmissão da Fórmula 1, destacou a solidez da parceria. Segundo o executivo, a ESPN tem sido uma aliada confiável ao longo dos anos, contribuindo decisivamente para levar o esporte a um público cada vez maior na região. Holmes também ressaltou a expectativa para 2026, quando a nova geração de regulamentos técnicos entrará em vigor, prometendo redefinir a dinâmica competitiva da categoria.

Renovação regional contrasta com revés nos EUA

O êxito na América Latina e Caribe surge em contraste com uma perda significativa no mercado norte-americano. No fim do ano passado, a ESPN viu os direitos da Fórmula 1 nos Estados Unidos migrarem para a Apple, que deterá exclusividade de transmissão no país até 2030.

Entre avanços e reveses, o que se consolida é a força da Fórmula 1 como produto global, e, sobretudo, como fenômeno cultural em expansão no continente latino-americano, onde motores, bandeiras e sotaques distintos compartilham a mesma paixão pela velocidade.


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Rubens Gomes Passos Netto

Editor chefe do Boletim do Paddock, me interessei por automobilismo cedo e ao criar este site meu compromisso foi abordar diversas categorias, resgatando a visão nerd que tanto gosto. Como amante de podcasts e audiolivros, passei a comandar o BPCast desde 2017, dando uma visão diferente e não ficando na superfície dos acontecimentos no mundo da velocidade. Nas horas vagas gosto de assistir a filmes e séries de ação, ficção científica e comédia. Atuando como advogado, também gosto de fazer análises e me aprofundar na parte técnica.

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