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Drive to Survive estreia com participação limitada de Verstappen e Hamilton

Pilotos recusam entrevistas individuais para a Netflix e reduzem presença na narrativa da temporada 2025

A oitava temporada de Drive to Survive foi disponibilizada nesta sexta-feira (27) pela Netflix. No entanto, a narrativa da temporada 2025 não contará com grande participação de Max Verstappen e Lewis Hamilton, já que ambos limitaram o acesso da produção aos bastidores.

Os dois pilotos optaram por não conceder entrevistas individuais à equipe da série — recurso amplamente utilizado pela Netflix para construir os enredos e dar contexto aos acontecimentos do campeonato. Fernando Alonso também reduziu sua participação, embora apareça brevemente em uma entrevista no primeiro episódio.

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A ausência mais ativa de Verstappen e Hamilton é compensada com imagens de bastidores, registros no paddock, cenas de pista e áudios de rádio. Ainda assim, a falta de depoimentos exclusivos impacta diretamente a profundidade narrativa envolvendo dois dos principais nomes da Fórmula 1.

Nos últimos anos, alguns pilotos passaram a adotar uma postura mais cautelosa em relação à produção, especialmente diante de críticas sobre a construção de narrativas consideradas “dramatizadas” ou distorcidas em comparação com o que ocorreu nas pistas. Apesar disso, havia grande expectativa em torno da participação de Hamilton, principalmente por conta de sua transferência da Mercedes para a Ferrari.

Do lado do heptacampeão, a temporada com a equipe de Maranello foi marcada por dificuldades: sem pódios ou vitórias, Hamilton viveu um ano desafiador. A série aborda o tema de maneira superficial, sem entrevistas exclusivas com o britânico ou aprofundamento sobre o desempenho abaixo do esperado da Ferrari.

A Red Bull, por sua vez, segue como uma das equipes centrais da produção, impulsionada pelas constantes mudanças internas e pelo ambiente de tensão. Verstappen, entretanto, já manifestou críticas públicas à série e à forma como suas narrativas são construídas.

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Em 2025, a equipe esteve no centro das atenções devido à queda de desempenho no início do campeonato, à saída de Christian Horner e aos conflitos internos envolvendo a família Verstappen, um dos principais ganchos explorados pela própria Netflix na divulgação da nova temporada.

Ao longo dos anos, embora a Fórmula 1 atribua parte de seu crescimento global ao impacto de Drive to Survive, a produção também acumula críticas. Criada com a proposta de revelar os bastidores da categoria e aproximar o público de áreas antes inacessíveis, a série enfrenta hoje um cenário em que equipes e pilotos se mostram mais seletivos quanto ao nível de exposição. Ainda assim, dirigentes e competidores continuam exercendo influência direta sobre o tom e os rumos narrativos de cada temporada.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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