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Conflito no Oriente Médio faz Pirelli cancelar teste de pneus da F1 no Bahrein

Míssil iraniano atinge base dos EUA a 30 km do Circuito de Sakhir; FIA e FOM monitoram situação a um mês do GP do Bahrein

Neste sábado (28), a Pirelli precisou cancelar um teste de pneus programado para acontecer no Circuito do Sakhir, no Bahrein, por conta de um conflito no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Um míssil iraniano atingiu uma base da Marinha dos Estados Unidos, a cerca de 30 km do traçado que recebe a Fórmula 1.

A sessão avaliativa estava marcada para acontecer antes do início do campeonato, contando com a participação das equipes Mercedes e McLaren. O intuito da atividade de dois dias no circuito estava voltado para o desenvolvimento dos pneus de chuva, a sessão seria realizada com pista molhada, irrigada artificialmente.

A necessidade de cancelar as sessões, ocorreu após o agravamento do conflito na região. Durante a manhã de sábado, os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país iniciou “grandes operações de combate ao Irã”, com o intuito de “defender o povo americano”. Em retaliação, o irã atacou bases militares norte-americanas no Bahrein e outros países do Oriente Médio, como Emirados Árabes Unidos, Catar e Dubai.

Outra consequência do conflito foi o fechamento do espaço aéreo em parte do Oriente Médio.

A Fórmula 1 iniciará a temporada 2026 no próximo fim de semana, passando por Austrália, China e Japão na sequência. As três corridas acontecem em março, mas no mês seguinte a categoria visitará Bahrein e Arábia Saudita, que estão envolvidos no conflito.

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e a Formula One Management (FOM) estão avaliando a situação. Recentemente, o Circuito do Bahrein recebeu os testes de pré-temporada e, dentro de um mês, a categoria mais uma vez pretende disputar a 4ª etapa do calendário.

“Nossas próximas três corridas serão na Austrália, China e Japão, não no Oriente Médio. Essas corridas (Bahrein e Arábia Saudita) não acontecerão por algumas semanas. Como sempre, monitoramos de perto qualquer situação como essa e trabalhamos em estreita colaboração com as autoridades relevantes”, diz o comunicado da FOM.

A Fórmula 1 já vivenciou situações delicadas na região do Oriente Médio em outras ocasiões. Em 2011, por exemplo, a etapa do Bahrein foi retirada do calendário em razão da crise política que afetava o país. Mais recentemente, em 2022, um ataque nas imediações do circuito de Jeddah ocorreu durante os treinos livres do GP da Arábia Saudita. Mesmo diante do cenário de tensão, a corrida foi confirmada e realizada naquele fim de semana.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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