Neste sábado (28), a Pirelli precisou cancelar um teste de pneus programado para acontecer no Circuito do Sakhir, no Bahrein, por conta de um conflito no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Um míssil iraniano atingiu uma base da Marinha dos Estados Unidos, a cerca de 30 km do traçado que recebe a Fórmula 1.
A sessão avaliativa estava marcada para acontecer antes do início do campeonato, contando com a participação das equipes Mercedes e McLaren. O intuito da atividade de dois dias no circuito estava voltado para o desenvolvimento dos pneus de chuva, a sessão seria realizada com pista molhada, irrigada artificialmente.
Footage of an Iranian ballistic missile slamming into the headquarters of the US Navy’s 5th Fleet at Naval Support Activity (NSA) Bahrain earlier today. pic.twitter.com/6omkCrLy2u
— OSINTtechnical (@Osinttechnical) February 28, 2026
A necessidade de cancelar as sessões, ocorreu após o agravamento do conflito na região. Durante a manhã de sábado, os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país iniciou “grandes operações de combate ao Irã”, com o intuito de “defender o povo americano”. Em retaliação, o irã atacou bases militares norte-americanas no Bahrein e outros países do Oriente Médio, como Emirados Árabes Unidos, Catar e Dubai.
Outra consequência do conflito foi o fechamento do espaço aéreo em parte do Oriente Médio.
A Fórmula 1 iniciará a temporada 2026 no próximo fim de semana, passando por Austrália, China e Japão na sequência. As três corridas acontecem em março, mas no mês seguinte a categoria visitará Bahrein e Arábia Saudita, que estão envolvidos no conflito.
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e a Formula One Management (FOM) estão avaliando a situação. Recentemente, o Circuito do Bahrein recebeu os testes de pré-temporada e, dentro de um mês, a categoria mais uma vez pretende disputar a 4ª etapa do calendário.
“Nossas próximas três corridas serão na Austrália, China e Japão, não no Oriente Médio. Essas corridas (Bahrein e Arábia Saudita) não acontecerão por algumas semanas. Como sempre, monitoramos de perto qualquer situação como essa e trabalhamos em estreita colaboração com as autoridades relevantes”, diz o comunicado da FOM.
A Fórmula 1 já vivenciou situações delicadas na região do Oriente Médio em outras ocasiões. Em 2011, por exemplo, a etapa do Bahrein foi retirada do calendário em razão da crise política que afetava o país. Mais recentemente, em 2022, um ataque nas imediações do circuito de Jeddah ocorreu durante os treinos livres do GP da Arábia Saudita. Mesmo diante do cenário de tensão, a corrida foi confirmada e realizada naquele fim de semana.
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