A possibilidade de alterações no quadro societário da Alpine voltou a movimentar o paddock da Fórmula 1. A equipe francesa confirmou que Christian Horner, ex-chefe de equipe da Red Bull, integra um grupo de investidores interessado em adquirir 24% das ações do Team Enstone, participação atualmente sob controle da Otro Capital.
O fundo ingressou na Alpine em 2023, acompanhado de nomes de projeção internacional fora do automobilismo, como o ator Ryan Reynolds e o golfista Rory McIlroy. Caso a negociação avance, a transação não alteraria o controle majoritário da escuderia: o Grupo Renault permaneceria com 76% das ações.
Em comunicado oficial, a Alpine reconheceu que a Otro Capital mantém tratativas iniciais para se desfazer de sua participação. A nota também ressaltou que a expressiva valorização da Fórmula 1 nos últimos anos transformou as equipes do grid em ativos altamente cobiçados, despertando, de forma natural, o interesse de diferentes investidores.
Embora o assunto tenha ganhado força recentemente, a presença de Horner nesse movimento não chega a causar surpresa. Desde meados do ano passado, especulações já indicavam o desejo do dirigente de seguir ligado à categoria após sua saída conturbada da Red Bull.
Horner deixou a equipe austríaca após um período de forte desgaste interno, marcado por conflitos com Max Verstappen, integrantes do time e executivos da empresa. Ainda assim, seu legado esportivo permanece incontestável: sob sua liderança, a Red Bull conquistou seis títulos de construtores, oito campeonatos de pilotos e acumulou números expressivos de vitórias, poles positions e pódios.
Para concretizar a entrada na Alpine, Horner precisaria articular apoios influentes nos bastidores da Fórmula 1. Entre eles, surge o nome de Bernie Ecclestone, ex-CEO da categoria e atual presidente honorário, que veria a iniciativa com bons olhos. Ecclestone mantém, inclusive, uma relação próxima com Flavio Briatore, hoje consultor executivo da equipe francesa.
A Alpine, por sua vez, busca reencontrar estabilidade após um longo período de turbulência administrativa. Em apenas três anos, seis chefes de equipe passaram pelo cargo, cenário que culminou no retorno de Briatore ao time, 14 anos depois de sua última passagem pela principal categoria do automobilismo mundial.
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