Carlos Alcaraz escreveu mais um capítulo memorável de sua jovem e já histórica carreira ao superar Alexander Zverev nesta sexta-feira (30) e garantir, pela primeira vez, vaga na final do Australian Open. Em um duelo de resistência física e mental, o espanhol venceu por 6-4, 7-6(5), 6-7(3), 6-7(4) e 7-5, após 5h27 de batalha na quadra central de Melbourne.
Mesmo enfrentando limitações físicas ao longo do confronto, Alcaraz manteve a intensidade e a lucidez nos momentos decisivos, assegurando a classificação no primeiro jogo de cinco sets disputado na arena principal nesta edição do torneio.
O intervalo até a grande decisão será curto. No domingo (1º), o espanhol enfrentará Novak Djokovic ou Jannik Sinner, com a possibilidade de alcançar um feito raro: completar a coleção dos quatro torneios do Grand Slam. O Australian Open é, justamente, o único título que ainda falta em seu currículo.
Ao confirmar o triunfo, Alcaraz protagonizou uma comemoração simbólica e carregada de identidade nacional. Inspirado no gesto consagrado do piloto Fernando Alonso, o tenista celebrou à sua maneira, em referência ao bicampeão mundial de Fórmula 1, hoje piloto da Aston Martin e um dos maiores ícones do esporte espanhol.
Assim como Alcaraz, Alonso também construiu feitos precoces. Aos 24 anos, liderou a Renault ao título de construtores da Fórmula 1 em 2005, tornando-se, à época, o mais jovem campeão mundial da categoria. A referência reforça o paralelo entre duas trajetórias marcadas por talento, precocidade e longevidade competitiva.
Aos 22 anos, Alcaraz já é o jogador mais jovem da história a alcançar a final dos quatro torneios do Grand Slam. A regularidade impressiona: trata-se de sua quarta final consecutiva em majors e a oitava da carreira, consolidando o espanhol como uma das figuras centrais do tênis contemporâneo.
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