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Williams revela problema de peso no FW48 após começo abaixo do esperado na temporada

Alexander Albon afirma que equipe ficou abaixo do esperado no GP da Austrália, enquanto James Vowles aponta excesso de peso do carro como um dos principais desafios

A Williams enfrentou um fim de semana duro na Austrália, com Alexander Albon definindo a participação da equipe no evento como “abaixo do esperado”.

O time aos poucos tem realizado mudanças internas, com o intuito de melhorar a sua performance e avançar no grid. Apesar dos dois pódios conquistados por Carlos Sainz em 2025 (Azerbaijão e Catar), a equipe de modo geral sabe que eles ainda precisam de mais algumas alterações, para que possam evoluir ao ponto de participar de forma constante dos pódios.

O início complicado da temporada 2026 chama a atenção, especialmente porque a equipe de Grove foi uma das primeiras a se comprometer com o novo regulamento e a iniciar sua preparação para as mudanças previstas para este campeonato. Ainda assim, o time acabou enfrentando um contratempo importante ao não conseguir participar dos testes de pré-temporada realizados em Barcelona.

Após o encerramento do GP da Austrália, Albon disse: “Foi uma corrida longa para nós hoje. Atualmente, estamos numa zona neutra e não conseguimos lutar contra o pelotão intermediário, embora nossa estratégia tenha sido boa, mas é evidente que nos falta ritmo. Pelos tempos de volta, é óbvio que estamos com excesso de peso e não estamos gerando downforce suficiente, e a granulação [dos pneus] também foi um problema para nós hoje, especialmente com os pneus duros.”

“Sendo realistas, sabemos onde podemos encontrar o melhor tempo de volta e a equipe está trabalhando incansavelmente em um plano agressivo para nos aproximar do nosso objetivo. Um ponto positivo de hoje é que ganhamos quilometragem e superamos alguns problemas de confiabilidade das sessões anteriores, mas vamos aprender o máximo possível neste fim de semana para aplicar na próxima corrida em Xangai.”

Ao encerramento da corrida em Melbourne, o tailandês era apenas o 12° colocado, fechando o evento fora da zona de pontuação.

Os problemas relacionados a confiabilidade atingiram a equipe, mas o principal problema está relacionado ao peso, como foi mencionado por Albon. O equipamento do time de Grove está acima do limite mínimo de peso, de 768 kg. O excesso de peso da Williams ainda não foi confirmado, mas estima-se que seja algo acima dos 20 kg.

O chefe de equipe, James Vowles apontou que a questão relacionada ao peso da equipe é um “problema significativo”, essa questão promoverá mudanças na forma como a Williams trabalha, em uma tentativa de que isso não se repita no futuro.

No último as equipes reclamaram bastante sobre o peso dos carros e como atingir o valor mínimo, qualquer excesso de peso atrapalha a performance do carro e também deixa ele mais lento em pista. Nos próximos eventos, a Williams deve realizar a troca de alguns componentes, instalando peças mais leves para tentar se aproximar do peso mínimo.

Porém, o time não deseja substituir puramente as peças, o objetivo é que elas consigam agregar ao projeto e melhorar a performance do carro. Apenas substituí-las não é uma opção, pois isso comprometeria rapidamente o orçamento para o campeonato.

Carlos Sainz enfrentou um fim de semana difícil na Austrália, com o espanhol não conseguindo participar se quer da classificação. O piloto na ocasião mencionou um problema na asa dianteira do carro, que tem dificultado atingir um equilíbrio aerodinâmico.

Apesar dos problemas, a Williams tem tentado tirar proveito da primeira prova do ano e entender quais são os desafios que eles vão precisar encarar ao longo da temporada.

“Sabemos que, embora não estejamos performando no nível que desejamos, esta é a oportunidade de garantir que entendemos tudo sobre este carro, e conseguimos isso durante a corrida com ambos os pilotos”, falou Vowles.

“É evidente que estamos com falta de desempenho e já temos um plano para melhorar isso de forma agressiva. Além disso, tivemos alguns pequenos problemas ao longo do fim de semana que estão sendo resolvidos – ambos os carros chegaram ao final da corrida, mas, como resultado, houve potencial para melhorar o desempenho. Vamos nos reunir novamente e analisar o que precisa ser mudado para Xangai. Há muito o que aprender e estou confiante de que cada corrida que disputarmos será um passo adiante.”

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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