Voar no chão ou no ar? Quem é mais rápido?

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Por: Eduardo Casola Filho

lll Série 365: Voar no chão ou no ar? Quem é mais rápido? – 02ª Temporada: dia 204 de 365 dias.

Apesar do automobilismo ser uma modalidade mais relacionada aos automóveis, muitas modalidades têm certa afinidade com a aviação. Afinal de contas, a pesquisa sobre a aerodinâmica é algo bem recorrente ao longo do século, com evolução bastante acentuada nas últimas décadas.

Tazio Nuvolari foi o primeiro a encarar o desafio (Jornal dos Clássicos)

Não obstante, é comum ver muitos pilotos de corrida se interessarem pelo meio se envolverem de alguma forma, seja guiando uma aeronave, seja até mesmo abrindo uma companhia aérea. No entanto, outra vertente em voga é colocar os carros mais rápidos do mundo para duelar com as máquinas voadoras.

É um duelo inglório, uma vez que os carros, com as regras vigentes, atingem em torno de 370 km/h no máximo, enquanto um avião comercial já chega perto de 900 km/h, fora alguns modelos que já ultrapassam a velocidade do som. Mesmo assim, há quem queira o desafiar em terra, mesmo que seja em uma disputa de arrancada.

Desde então, muitos duelos foram registrados. O mais notório ocorreu em 1931, com o lendário Tazio Nuvolari duelando a bordo do Alfa Romeo 8C 2300 Monza, contra o biplano Caproni CA100, pilotado pelo comandante italiano Vittorio Suster, combatente da Primeira Guerra Mundial.

Em um percurso oval no autódromo de Littorio, cidade vizinha à Roma, carro e avião fizeram um percurso de cinco voltas naquele 8 de dezembro. Apesar de sair com dois minutos de vantagem, Tazio acabou derrotado pela aeronave por uma distância de poucos metros.

Disputa a partir de 1:08

Quase cinquenta anos depois, um novo duelo envolveu novas variáveis, para relembrar a disputa de Nuvolari. Três pilotos com três carros diferentes enfrentaram o caça F104S da Força Aérea Italiana.

Dos três duelos de arrancada em um percurso de mil metros, em dois deles, os bólidos da Fórmula 1 levaram a melhor: o primeiro foi com Gilles Villeneuve, a bordo da Ferrari 126CK modificada, sem a asa traseira, para ter menos resistência do ar; logo após, Nelson Piquet levou a melhor contra a aeronave no Brabham BT49, carro do seu primeiro título mundial. Na terceira contenda, o F104S derrotou a Alfa Romeo de Bruno Giacomelli.

Mais de vinte anos depois, outro duelo ficou marcado na história. Num 11 de dezembro, exatamente no ano de 2003, foi a vez de Michael Schumacher participar de uma contenda entre carro e avião, em evento realizado em memória de Nuvolari, falecido a 50 anos.

Schumi tinha em suas mãos o F2003-GA, carro pelo qual conquistou o título daquela temporada, O seu oponente era o Eurofighter Typhoon, cujo piloto era o italiano Maurzio Cheli. As duas máquinas fariam arrancadas no aeroporto militar de Grosseto, na Itália. Seriam três percursos em linha reta, com distâncias de 600, 900 e 1.200 metros.

No trajeto mais curto, a Ferrari foi mais rápida em dois décimos; já no percurso mais longo, o caça italiano venceu com mais de um segundo de vantagem. No duelo decisivo, com a distância de 900 metros, Schumi bem que tentou, mas a aeronave venceu o carro vermelho por dois décimos de segundo.

Desde então, outras experiências desta natureza passaram a ser mais praticadas, especialmente na década atual. Em 2013, Lewis Hamilton pilotou um Mercedes W02 contra o Hawk T1 do grupo inglês Red Arrows na decolagem e na aterrissagem da aeronave.

Já a Red Bull, por sua vez, honra seu lema e já colocou seus carros energéticos sempre que possível. Embora não tenha o costume de usar seus principais nomes em experiências desta natureza, Daniel Ricciardo chegou a participar de um dos desafios em outros duelos.

Claro que não foram apenas os carros de Fórmula 1 que fizera estes desafios. Categorias como a Indy e a Fórmula E já tiveram essas disputas com aeronaves, fora experiências com superesportivos recém-lançados. Porém, muitas histórias foram contadas nestas contendas, que sempre levam os fãs da velocidade, seja pela terra, seja pelo ar, a dar asas para a imaginação.

Fonte: UOL, Estado de São Paulo, Jornal dos Clássicos, Autovídeos e Blog José Inácio

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Eduardo Casola

Sou formado em jornalismo pela Uniso, torcedor do Corinthians e adoro esportes, especialmente automobilismo!