A sexta-feira de treinos livres no Circuito de Suzuka deixou claro que a Red Bull ainda tem um longo caminho pela frente no GP do Japão. Após duas sessões marcadas por instabilidade, Max Verstappen adotou um discurso cauteloso e admitiu que a equipe não deve esperar uma reviravolta imediata no desempenho.
O atual cenário da equipe austríaca reflete um início de temporada abaixo das expectativas. Com dificuldades para encontrar o acerto ideal do carro, tanto Verstappen quanto seu companheiro Isack Hadjar têm lidado com problemas de equilíbrio e falta de aderência, dois fatores que comprometeram o rendimento desde as primeiras etapas do campeonato.
Mesmo com atualizações levadas ao Japão, incluindo ajustes aerodinâmicos, o comportamento do carro seguiu inconsistente ao longo do dia. O próprio Verstappen destacou que a equipe encontrou respostas opostas entre as sessões, mas sem conseguir transformar isso em performance consistente na pista.
“Para ser honesto, não foi muito bom – falta equilíbrio, aderência, dois extremos opostos entre o TL1 e o TL2, e nenhum dos dois é bom, então, da nossa parte, temos muito trabalho a fazer para entender por que estamos tendo esses grandes problemas no momento. Não foi um bom dia”, falou o tetracampeão mundial de Fórmula 1.
“Você tenta corrigir uma coisa e surge outra, mas nunca encontra um bom equilíbrio.”
Apesar de ter figurado entre os dez primeiros colocados nos dois treinos — com um sétimo e um décimo lugar — o holandês demonstrou frustração com o cenário atual. Segundo ele, cada tentativa de ajuste acaba gerando novos problemas, dificultando a construção de um pacote equilibrado.
“Sim, mas ao mesmo tempo é muito difícil resolver isso no momento, então não espero milagres da noite para o dia. Precisamos apenas entender melhor nossos problemas, de onde eles vêm.”
O piloto também reconheceu que há uma direção de trabalho definida, mas ressaltou que a solução não será imediata. A prioridade, neste momento, passa por compreender a origem das falhas antes de buscar ganhos mais expressivos de desempenho.
Nos bastidores, a equipe também admite que o nível apresentado está abaixo do esperado. O engenheiro-chefe Paul Monaghan confirmou que alguns pontos críticos já foram identificados, mas destacou que o desafio agora é encontrar a forma mais eficiente de corrigi-los a tempo da classificação.
“Identificamos alguns problemas, o que é ótimo porque temos a oportunidade de corrigi-los”, disse ele. “Agora a questão é como corrigi-los, então estamos trabalhando arduamente nisso.”
“Em essência, o carro é o que é. Agora, será que conseguimos descobrir o que deu errado, entender o problema, consertá-lo, esconder isso de todo mundo e sair dirigindo rápido amanhã? É um pequeno desafio para nós.”
Com pouco tempo até o TL3, a Red Bull entra no sábado pressionada a reagir. A sessão classificatória será decisiva para medir o real potencial de recuperação da equipe em um fim de semana que, até aqui, tem sido mais complicado do que o esperado.
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