Site oficial de Michael Schumacher disponibiliza entrevista com o piloto semanas antes do acidente de esqui

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No site oficial de Michael Schumacher, a família do heptacampeão mundial de Fórmula 1 disponibilizou uma entrevista inédita com o piloto feita semanas antes do acidente que resultou no atual estado de saúde do piloto.

No vídeo o piloto alemão fala sobre sua vida, ídolos e títulos.

Aos 49 anos de idade, o atual estado de saúde de Michael continua um mistério, do qual a família e os jornais mantem as informações longe do público.

A entrevista foi realizada em 30 de outubro de 2013, dois meses antes do acidente de esqui na Suíça.

O vídeo mostra o piloto respondendo a dez perguntas, as respostas são em inglês e alemão, o vídeo está disponível no site oficial de Schumacher e pode ser acessado pelo link Michael talks, veja o que ele fala de importante na entrevista, sendo que o texto abaixo é uma reprodução do site Independent.co.uk.

Na entrevista, Schumacher relembra sua carreira, algo do qual ele estava relutante em fazer no passado, devido ao seu retorno em 2010, quatro anos após ter se aposentado pela primeira vez pela Ferrari.

Quando convidado a comparar as emoções de ganhar seu primeiro campeonato mundial em 1994 com a Benetton e o primeiro de seus cinco títulos com a Ferrari em 2000, Schumacher admite que a chance de terminar a longa espera pelo sucesso com o time de Maranello significava que seu terceiro título mundial era “definitivamente o mais emocionante”.

“21 anos, nenhum campeonato para a Ferrari, quatro anos para mim sem consegui-lo e finalmente, em 2000, Suzuka, ganhando a corrida – uma corrida excepcional – e ganhando o campeonato”, disse Schumacher.

Schumacher selecionou seu triunfo de 2000 em Suzuka como sua mais emocionante vitória pelo título (Getty)

Ele continua revelando que de todos os pilotos com quem disputou o campeonato mundial de pilotos, relembrando que ele enfrentou pilotos da estirpe de Damon Hill, Jacques Villeneuve, David Coulthard e Fernando Alonso, porém foi o bicampeão finlandês da McLaren, Mika Hakkinen que ele mais respeitou devido às suas “grandes lutas” na pista e ao “relacionamento estável e privado” e acrescenta ainda que pilotar um carro de Fórmula 1 atual (2013) não é mais a tarefa árdua e difícil, o que costumava ser nos dias em que os carros não possuíam tantos auxílios eletrônicos ao piloto e que ainda é “um dos esportes mais difíceis que você pode fazer”.

No entanto, o ícone do automobilismo é questionado sobre sua infância e em particular, sobre quem ele era o seu maior ídolo quando era mais jovem. Apesar de admirar tanto Ayrton Senna, seu herói de infância não veio do mesmo esporte que ele.

Schumacher em 2005 com a esposa Corinna (Getty)

“Meu verdadeiro ídolo foi Toni Schumacher porque ele era um grande jogador de futebol”, diz Schumacher sobre seu homônimo, que o inspirou a jogar futebol regularmente o que deu o pontapé inicial as partidas beneficentes que ele organizava todos os anos para outros pilotos de Fórmula 1.

Quando questionado sobre o sucesso que obteve na Fórmula 1, o heptacampeão mundial explica que seu sucesso só pôde ser alcançado pelo trabalho em equipe, talento individual e aprimorando as habilidades no kart, pois “ele oferece muitas facilidades que você pode desenvolver, muitas habilidades que você pode desenvolver e lutar, as disputas roda a roda, esse é um dos grandes aprendizados do kart”.

Schumacher retornou à F1 em 2010 com a Mercedes (Getty)

Porém Michael apresenta elogios a um dos atuais atores que busca expandir a Fórmula 1 e trazer a categoria novamente aos anos de glória e sucesso mundial, personagem este que esteve com ele nos dois títulos na Benetton, nos cinco títulos da Ferrari e no retorno da equipe Mercedes na Fórmula 1 e dando inicio ao que a equipe é hoje e consequentemente aos cinco títulos de contrutorres da equipe alemã, do título de Nico Rosberg e dos incríveis quanto títulos de Lewis Hamilton, “Se você voltar aos vários times do qual eu fui piloto, nas temporadas com a Benetton depois de quatro a cinco anos, construindo, ganhando o campeonato e o mesmo para a Ferrari” e “Tentamos o mesmo com a Mercedes em menor tempo, há algo em comum? Eu tenho que dizer sim há: Ross Brawn. Pense nisso”.

Seu título de 1994 pela Benetton anunciou sua chegada entre os grandes nomes da F1 (Getty)

Michael Schumacher voltou para sua casa em 2015 do Hospital Universitário de Lausanne e enquanto os detalhes sobre sua condição permanecem privados, seu advogado Felix Damm confirmou em setembro de 2016 que o piloto “não pode andar”, as informações prestadas pelo advogado fazem parte de um processo contra jornais e periódicos que publicaram relatórios e informações falsas sobre o estado de saúde do piloto, bem como sobre possíveis alterações do quadro de saúde dele.

Para maior fidelidade do texto, recomendamos que assistam o vídeo Michael talks e veja o post do site Independent.co.uk.

Rubens Gomes Passos Netto

“Netto”, popularmente conhecido entre os imigrantes Guaxupeanos que tocam a zueira no pequeno município de São Paulo, gosta de comprar livros e outras bugigangas que orbitam o universo da Fórmula 1, já semeava a discórdia ao aceitar o rótulo de “nerd”, quando em terras tropicais, tal rotulo era algo, um tanto quanto pejorativo aos descendentes de primatas residentes nas regiões montanhosas produtoras de café, o que julgava ser maravilhoso, ainda mais sendo um apaixonado pela Fórmula 1, fã da McLaren por paixão e pela Ferrari por criação, já que nasceu em uma família descente de italianos produtores de café e não fabricantes de macarrão, na sua pacata opinião a melhor temporada foi a 2008, já que por um infortúnio reprodutivo de seus pais não conseguiu assistir a temporada de 1986, admira e muito o Emerson Fittipaldi, tem como o carro dos sonhos o McLaren MP4/4 e sonha em um dia ou noite pilotar em Spa e provar que as teorias que não levam a humanidade a lugar algum dos quais ele defende são mais úteis que um relógio digital, salvo se for para comer um pastel de camarão acompanhado de um chopp escuro.