Senna vence GP de Mônaco, pois era questão de honra – Dia 351 dos 365 dias mais importantes da história do automobilismo.

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Fonte: Pinterest

GP de Mônaco 1989 – Quinze dias após vencer em Ímola, Ayrton Senna chegava a Mônaco para disputar mais uma prova. A vitória anterior era a primeira da temporada. O Grande Prêmio que ele estava prestes a disputar era extremamente importante, até porque no ano anterior ele havia cometido uma falha: bateu sozinho no guard-rail quando tinha uma vantagem de quase um minuto para o segundo colocado, Alain Prost. Era questão de honra vencer aquela prova, mesmo que não fosse possível consertar o erro do passado.

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Senna já tinha um apreço pela pista, não importava que o fato do ano anterior tivesse ocorrido, até porque fora em Mônaco que o brasileiro conquistou um segundo lugar com a Toleman em 1984 na sua prova de estreia e em 1987, ele conquistaria a sua primeira vitória no local. No entanto para Alain Prost a pista também era de grande prestigio, nela o piloto venceu nos anos de 1984,1985,1986 e 1988.

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A Ferrari chegava com o time desfalcado para a terceira prova do calendário, já que Gerhard Berger havia se chocado na curva Tamburello, na corrida anterior e seu carro fora acometido por fogo e com isso eles tinham apenas um carro para a sessão e Mansell era o responsável por defender o time inglês.

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Na classificação que ocorreu no dia 6 de maio daquele ano, Senna obtinha mais uma pole position, registrando o tempo de 1:22:308, colocando mais de um segundo de diferença para o seu companheiro de equipe que fazia uso de equipamentos iguais. O piloto brasileiro registrava a sua sexta pole consecutiva, contando com as que havia conquistado na temporada anterior.

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A primeira volta da prova, fora abortada por conta do carro de Darek Warwick que ”morreu” , então os pilotos precisaram retornar mais uma vez as suas posições originais. Ricciardo Patrese, no entanto, enfrentou problemas por conta da perda da largada na sua Williams e teve que se alinhar na última posição.

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Na segunda largada e onde de fato a corrida começou, Senna se manteve na dianteira e colocou logo de cara cinco segundos de diferença para o seu companheiro de equipe. A medida que a prova foi avançando, eles começaram a encontrar os retardatários na pista e o brasileiro tinha mais destreza que o francês para realizar as ultrapassagens, dessa forma ele começava a ampliar a distância para o rival.

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Na volta 32, Andrea de Cesaris e Nelson Piquet protagonizaram uma batida, daquelas que podem ser comparadas as típicas disputas no trânsito e depois do toque os dois ficaram na pista gesticulando um com o outro, tentando buscar a razão em quem estava mais errado – Max Verstappen deve estar fazendo curso online com essas imagens. Os pilotos que vinham atrás precisaram desviar do italiano e do brasileiro descontrolados e eram prejudicados por conta da visibilidade, já que eles estavam na curva do grampo.

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Depois da quase estacionada de Prost para desviar do incidente, o cronômetro não perdoava e o francês ficava cada vez mais longe do piloto brasileiro. Em uma corrida sem pitstop, Prost não teve chances de se aproximar de Senna, que abriu 52 segundos de vantagem com a sua McLaren-Honda, ainda sem a primeira e a segunda marcha: “Primeiro fiquei sem a primeira marcha, cinco voltas depois, foi a vez da segunda. Com isso tive que mudar meu estilo de pilotagem para manter o ritmo e com isso evitar que o Prost notasse esse detalhe”, Senna disse em uma entrevista após a corrida.

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No campeonato os dois pilotos da McLaren estavam empatados com os 18 pontos, mostrando o quanto a disputa naquele ano seria acirrada.

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lll Fora das Pistas

No dia 7 maio de 1927 era fundada a Viação Aérea-Grandense, mais conhecida como Varig. Foi a primeira companhia aérea brasileira, fundada na cidade de Porto Alegre (RS), pelo alemão Otto Ernst Meyer.

O avião utilizado para as primeiras viagens era um hidroplano, capaz de transportar 9 pessoas. A dificuldade da época além da segurança, era lidar com os ventos frios, com o barulho que o motor fazia e as aterrisagens que as vezes eram feitas à noite e precisavam ser controladas por um peso de chumbo que ia preso a uma corda no avião e que se desenrolava a 10 metros, quando ele tocava na água uma luz era acessa e desta forma o piloto sabia que deveria pousar.

Não tinha como ser gordinho nessa época, pois o peso da pessoa era somado a sua bagagem e excedendo os 75 quilos o passageiro pagava-se uma taxa por excesso.

As pessoas precisaram aprender que os aviões eram um meio mais rápido que os já disponíveis na época, mas tinham um caminho muito longo para avançar ainda.

Dentro das inúmeras histórias que norteiam a Varig a mais marcante foi o voo 254, do qual recomendo que ouçam o episódio 32 do Aerocast onde o nosso amigo Gabriel Toledano conversa com um dos envolvidos naquele fatídico voo:

Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele espertou em mim o interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Fiz da RBR minha casa e meu carro favorito é a Kinky Kylie.