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Senna ainda estaria entre os mais bem pagos da Fórmula 1: salário de 1994 equivaleria hoje a quase US$ 44 milhões

Corrigido pela inflação, o contrato de Ayrton Senna com a Williams em 1994 o colocaria entre os três maiores salários do grid de 2026, atrás apenas de Max Verstappen e Lewis Hamilton.

Senna ainda estaria entre os mais bem pagos da Fórmula 1

Os números que circulam no paddock da Formula One em 2026 escancaram uma realidade conhecida no automobilismo: talento consagrado costuma ser recompensado com cifras astronômicas, enquanto os estreantes ainda percorrem os primeiros quilômetros de sua trajetória sob contratos bem mais modestos.

Levantamento divulgado por veículos especializados, como o RacingNews365, revela um abismo financeiro entre os pilotos que ocupam o topo da categoria e aqueles que ingressam agora na elite do automobilismo mundial. A lista considera apenas os salários fixos previstos em contrato, sem incluir bônus por desempenho, premiações ou acordos pessoais de patrocínio, e ainda assim impressiona pela magnitude dos valores.

No topo da hierarquia aparece o tricampeão mundial Max Verstappen, principal nome da Red Bull Racing, com um salário base estimado em US$ 70 milhões por temporada. Logo atrás surge Lewis Hamilton, que inicia uma nova etapa da carreira na Scuderia Ferrari recebendo cerca de US$ 60 milhões anuais.

Quando se consideram bônus e acordos comerciais, os ganhos totais podem atingir patamares ainda mais elevados. Estimativas citadas pela imprensa internacional indicam que Hamilton pode alcançar US$ 100 milhões por temporada, enquanto Verstappen ultrapassaria US$ 110 milhões somando outras receitas.

Entre os contratos mais robustos do grid também figuram nomes consolidados da geração atual. George Russell, da Mercedes-AMG Petronas Formula One Team, e Charles Leclerc, companheiro de Hamilton na Ferrari, aparecem com salários estimados em US$ 34 milhões por temporada. Logo atrás está Lando Norris, da McLaren Formula 1 Team, com cerca de US$ 30 milhões anuais.

A faixa intermediária do ranking reúne pilotos experientes do pelotão central. Oscar Piastri e Carlos Sainz aparecem com US$ 13 milhões, enquanto Alex Albon, Pierre Gasly e Lance Stroll integram o grupo que recebe aproximadamente US$ 12 milhões por temporada.

O contraste se torna ainda mais evidente na extremidade inferior da lista. Entre os estreantes, os valores permanecem bastante contidos. O jovem britânico Arvid Lindblad, integrado à equipe Racing Bulls, surge como o piloto com menor remuneração do grid, com ganhos entre US$ 500 mil e US$ 1 milhão em sua temporada de estreia.

Situação semelhante vive o argentino Franco Colapinto, que disputará sua primeira temporada completa na categoria após passagens pontuais pela Williams F1 Team e um período substituindo Jack Doohan na Alpine F1 Team. Seus rendimentos também estão estimados na faixa de US$ 500 mil a US$ 1 milhão.

Quanto valeria hoje o salário de Senna

Esse panorama financeiro contemporâneo abre espaço para uma curiosa comparação histórica. Em 1994, o tricampeão mundial Ayrton Senna assinou contrato com a Williams que previa cerca de US$ 20 milhões por temporada.

Quando corrigido pela inflação do dólar entre 1994 e 2026, esse valor equivaleria hoje a aproximadamente US$ 43,8 milhões anuais.

Traduzido para números mais cotidianos, o contrato corresponderia a cerca de:

  • US$ 3,6 milhões por mês

  • US$ 2,7 milhões por corrida, considerando o calendário de 16 provas previsto para a temporada de 1994.

Convertido para a moeda brasileira, com o dólar próximo de R$ 5,20, o valor representaria algo em torno de R$ 228 milhões por temporada, ou aproximadamente R$ 19 milhões mensais.

Um salário de elite mesmo três décadas depois

Se estivesse presente no grid atual com esse valor corrigido, Senna ocuparia uma posição de destaque na hierarquia salarial da Fórmula 1 contemporânea.

Seu rendimento estimado de US$ 43,8 milhões por temporada ficaria abaixo apenas dos contratos de Verstappen e Hamilton, mas superaria os salários de Russell, Leclerc e Norris, pilotos que hoje figuram entre os principais nomes da categoria.

A comparação evidencia um dado curioso: mesmo passados mais de trinta anos, o valor de mercado do tricampeão brasileiro, ajustado ao poder de compra atual, ainda o colocaria entre os três pilotos mais bem pagos da Fórmula 1.

A diferença torna-se ainda mais expressiva quando comparada aos contratos dos estreantes. Um novato que recebe cerca de US$ 1 milhão por temporada ganharia até 44 vezes menos do que o equivalente inflacionado do salário de Senna.

Em um esporte onde velocidade e talento sempre caminharam lado a lado com cifras milionárias, a conta revela que o legado financeiro do brasileiro permanece tão impressionante quanto sua história nas pistas.


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Rubens Gomes Passos Netto

Editor chefe do Boletim do Paddock, me interessei por automobilismo cedo e ao criar este site meu compromisso foi abordar diversas categorias, resgatando a visão nerd que tanto gosto. Como amante de podcasts e audiolivros, passei a comandar o BPCast desde 2017, dando uma visão diferente e não ficando na superfície dos acontecimentos no mundo da velocidade. Nas horas vagas gosto de assistir a filmes e séries de ação, ficção científica e comédia. Atuando como advogado, também gosto de fazer análises e me aprofundar na parte técnica.

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