O segundo dia de testes no Bahrein foi bem produtivo. Após o problema com a pista pela manhã, os competidores tiveram cinco horas no período vespertino para dar continuidade a coleta de dados.
Os pneus médios foram os compostos mais usados ao longo da atividade, pois este é o conjunto que os times têm em maior quantidade, no entanto, os pneus macios C4 também foram avaliados por alguns competidores. Foi o caso de Carlos Sainz que registrou a sua melhor volta com os pneus de faixa vermelha, cravando 1m29s921.
As avaliações com os pneus macios foram resumidas basicamente a um giro rápido, retornando aos boxes na sequência, diferente da avaliação realizada com os pneus médios e duros.
Internamente a Ferrari completou mais de 100 voltas neste segundo dia de testes. Leclerc tinha 54 giros em seu nome, antes de ceder o carro para Sainz, o espanhol chegou à marca de 84 giros, trabalhando stints longos com pneus médios e duros.
Sozinho no comando da Red Bull, Sergio Pérez que enfrentou problemas pela manhã, chegou à marca de 129 giros, ficando um pouco abaixo da marca obtida por Verstappen no primeiro dia da pré-temporada. Lewis Hamilton também ultrapassou a marca de 100 voltas, com os 123 giros completados no circuito do Sakhir.
A Williams tentou superar a dificuldade do primeiro dia de testes, Logan Sargeant teve o carro todo para ele nesta quinta-feira e chegou à marca das 117 voltas, mas o equipamento apresentou um dano no final da atividade, tirando a oportunidade de o piloto retornar ao traçado.
A dupla da Haas tem trabalhado em obter uma boa quilometragem e melhorar o seu gerenciamento de pneus. Magnussen sozinho quase chegou a marca de 100 voltas no traçado.
Na tabela de tempos, Sainz foi o piloto que obteve a melhor marca, o espanhol cravou 1m29s921 com os pneus macios. Sergio Pérez ocupou a segunda posição na tabela de tempos com 1m30s679, obtida com os pneus médios, o piloto escalou a tabela de tempos no final da sessão. Lewis Hamilton foi o terceiro colocado com 1m31s066, seguido por Lando Norris com 1m31s256 e Daniel Ricciardo que fechou o top-10 com 1m31s361.
A confiabilidade chama a atenção, novamente passamos mais um dia sem paralisações provocadas por quebras de carros.
Tarde
Após a sessão da manhã ser encerrada antes do previsto, os pilotos e equipes tiveram pouco mais de cinco horas para realizar a verificação dos carros, compensando o tempo perdido. Uma grelha usada para a drenagem d’água do traçado se soltou com a passagem de Lewis Hamilton e Charles Leclerc. A pista precisou passar por uma verificação completa.
Com a chegada da atividade vespertina, os times promoveram mudanças dos seus pilotos, estavam na pista: Sainz, Norris, Bottas, Hamilton, Stroll, Sargeant, Pérez, Ricciardo, Ocon e Magnussen. Com o tempo perdido a Red Bull tentou compensar Pérez, mantendo o mexicano durante todo o dia no carro.
Algumas equipes, como foi o exemplo da Ferrari, permitiu que Charles Leclerc retornasse ao carro antes de fornecê-lo para Carlos Sainz. O monegasco atingiu as 54 voltas antes de passar o seu equipamento para o companheiro de equipe. No entanto, isso envolveu um tempo perdido na pista, pois o carro precisa ser ajustado ao outro competidor.
Os testes de pré-temporada permitem apenas o uso de um carro por equipe, desta forma os times precisam estabelecer os cronogramas e determinar se é melhor ou não realizar a troca da sua dupla de pilotos todos os dias, ou fornecer um dia completo para cada de uma vez e promover uma alteração apenas em um dos dias dos treinos.
Na Aston Martin o time está trabalhando para obter os melhores dados que sejam capazes de ajudar na otimização do carro. “Estamos tentando obter todos os dados de que precisamos não apenas para otimizar o carro, mas também para desenvolvê-lo. Colocamos os aero rakes para medir as pressões, sempre evoluindo enquanto você trabalha para otimizar o desempenho”, afirmou Tom McCullough, diretor de desempenho da Aston Martin.
Yuki Tsunoda e Logan Sargeant utilizaram os pneus macios para algumas verificações, a equipe desses pilotos não descartou o uso desses compostos no Bahrein, porém, o foco principal é realmente obter dados com os pneus médios.
A Ferrari demonstra mais confiança com o carro, principalmente na questão do gerenciamento dos pneus. A equipe sofreu com a degradação dos compostos no ano passado e espera ter resolvido a questão para 2024.
O time italiano foi forçado a realizar a troca do assoalho do carro, depois do dano sofrido pela grelha d’água. Após as mudanças a coleta de dados seguiu. Enrico Cardile, responsável pela área de engenharia de chassisi ainda afirmou que os feedbacks de Sainz e Leclerc estão bem alinhados.
Restando ainda três horas para o encerramento da atividade, Carlos Sainz superou a marca de Charles Leclerc ao anotar 1m31s397 e passou para a primeira posição da tabela de tempos. Não demorou muito para Carlos Sainz instalar os pneus macios – C4 e buscar uma volta rápida no circuito, o piloto espanhol melhorou a sua marca para 1m30s686 – completando apenas três voltas com esse pneu, retornou aos boxes. Lando Norris por sua vez superou a marca de Charles Leclerc usando os pneus médios C3.
Cerca de nove minutos depois, Sergio Pérez que tinha completado 80 voltas com o seu equipamento, começou a andar lentamente no traçado apresentando algum problema no equipamento. O piloto mexicano conseguiu encaminhar o carro para os boxes. O volante do carro tinha apagado, mas o problema não foi tão sério, pois logo o competidor pode retornar ao traçado.
A vaga de Pérez está sendo disputada pelo mexicano, além de Ricciardo e Tsunoda. O mexicano terá um desafio grandioso se não conseguir entregar com esse carro.
Em mais uma exibição de voltas rápidas, Sainz chegou à casa de 1m29s921 com os pneus C4 macios – utilizando mais um jogo novo deste composto.
Restando duas horas para o final da atividade, o entardecer no Bahrein marcou a atividade, sendo um momento significativo para a coleta de dados, pois se assemelha a condição que as equipes vão enfrentar no próximo fim de semana quando a primeira prova do ano for disputada. O vento era presente na sessão, mas os carros de Red Bull e Ferrari demonstraram um bom comportamento. Hamilton estava quase na casa das 100 voltas, assim como Sergio Pérez. Apenas Carlos Sainz e Lando Norris completaram menos de 30 voltas depois de assumir o carro que foi guiado pelos companheiros de equipe pela manhã.
Sergio Pérez tinha apenas em uma pequena área do assoalho o flow-vis, o piloto conduzia uma verificSação aerodinâmica para a Red Bull, enquanto os pneus médios estavam instalados em seus carros.
Stints maiores eram trabalhados pelos competidores, explorando o trabalho com os pneus médios, com jogos até já usados.
Pérez e Bottas se enfrentaram em um pequeno duelo na pista, quando o piloto mexicano buscou a ultrapassagem. Com cerca de 1h40 para o final, a pista estava mais cheia. Sainz trabalhava em um stint mais longo, assim como Sargeant e Ricciardo. O piloto da Williams completou 18 voltas com os pneus médios, antes de instalar um jogo de pneus duros. O australiano focou em um stint de 16 voltas. Pérez realizou a sua simulação de corrida em 8 giros, antes de retornar aos boxes.
Com a aproximação da última hora de atividades, algumas marcas começaram a melhorar, como Ricciardo que anotou 1m32s412 e Ocon obteve 1m32s566, oupando a nona e a décima posição, respectivamente. Os pilotos instalaram um novo jogo de pneus médios – C3.
Ao adentrar na última hora de avaliações, os dez primeiros eram: Sainz, Norris, Pérez, Leclerc, Stroll, Bottas, Hamilton, Piastri, Ricciardo e Ocon. Pérez atingiu as 114 voltas, enquanto Hamilton tinha 115 e Sargeant 117. Sainz ultrapassou o número de voltas de Leclerc, chegando a marca de 59 giros no circuito do Bahrein. Bottas tinha uma boa quilometragem, foram 77 voltas obtidas, enquanto Stroll e Magnussen estavam empatados em 75 giros.
A Williams superou os problemas do primeiro dia de testes e realizou um melhor trabalho no segundo dia de coleta de dados.
Hamilton subiu na tabela de tempos ao anotar 1m31s066 com um jogo novo de pneus médios, o piloto completou apenas três giros e retornou aos boxes.
Os pneus macios também foram avaliados por Daniel Ricciardo, que saltou para o quinto lugar com a marca de 1m31s411. Restando quase 30 minutos para o final, Ricciardo instalou mais um jogo de pneus macios e melhorou a sua marca para 1m31s361, permanecendo na quinta posição.
Alguns problemas surgiram na fase final dos testes. Na McLaren o time investigou um vazamento de combustível, enquanto na Williams era um problema com o eixo de roda e uma peça solta que comprometeu o retorno de Sargeant ao traçado.
Sainz ainda trabalhou com os pneus duros, fazendo um stint com mais de — voltas. Enquanto Pérez e Noris experimentaram outro jogo de pneus médios. A pista novamente estava bem movimentada próximo do encerramento da atividade.
Nos últimos 15 minutos de atividade a direção de prova testou os sistemas de Virtual Safety Car, Safety Car e bandeira vermelha, antes dos competidores serem liberados mais uma sequência de avaliações.
Com os carros juntos, a direção de prova também avaliou o início de uma prova com largada lançada, os pilotos trocaram posições e tentaram se defender dos ataques dos adversários. Na sequência foi uma largada parada no grid, igual a que geralmente os competidores fazem ao final dos treinos livres – com cada um praticando a saída individual. Logo um novo regime de bandeira vermelha foi instaurado.
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