George Russell deixou o circuito de Albert Park com a convicção de que o triunfo no Grande Prêmio da Austrália foi mais do que uma simples vitória na abertura da temporada, representou a confirmação de um trabalho que vinha sendo construído com paciência dentro da Mercedes nos últimos meses.
O britânico de 28 anos iniciou o fim de semana com autoridade. Na sessão classificatória de sábado, garantiu a pole com uma margem confortável de três décimos sobre o companheiro de equipe, Kimi Antonelli, enquanto o concorrente mais próximo no grid, Isack Hadjar, apareceu meio segundo atrás.
A corrida, no entanto, não prometia tranquilidade e assim como a Mercedes confirmou a sua força na classificação, a Ferrari também mostrou um excelente trabalho em largada. Assim que as luzes se apagaram, Charles Leclerc partiu para o ataque. O monegasco, que havia largado da quarta posição, aproveitou a aproximação na primeira curva para assumir a liderança, desencadeando um duelo vibrante entre Ferrari e Mercedes nas voltas iniciais.
Russell e Leclerc trocaram posições diversas vezes nas primeiras dez voltas, protagonizando um confronto direto que manteve o público atento. O ritmo intenso só diminuiu quando Hadjar escapou para a grama, situação que levou à intervenção do Virtual Safety Car.
A neutralização da corrida, colaborou com os competidores e equipes que decidiram realizar as suas trocas de pneus – sendo o caso da Mercedes. Por outro lado, a Ferrari deixou os seus pilotos em pista, liderando a prova por algumas voltas, esperando que talvez os adversários optassem por uma nova troca de pneus.
“Estou me sentindo incrível. Foi uma baita batalha no começo. Sabíamos que seria um desafio. Entrei no grid, vi que a bateria estava completamente vazia, fiz uma largada ruim e depois, obviamente, tive algumas disputas muito acirradas com o Charles, então fiquei muito feliz de cruzar a linha de chegada.”
A estratégia da Mercedes acabou sendo decisiva para o desfecho da corrida. Aproveitando o período de ritmo reduzido, a equipe optou por realizar a parada simultânea de seus dois carros. A Ferrari, por sua vez, preferiu permanecer na pista e prolongar o primeiro stint com pneus médios.
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Russell chegou a informar pelo rádio que se sentia confortável em conduzir a corrida dentro de uma estratégia de apenas uma parada — escolha que se mostrou acertada. Depois de ultrapassar Lewis Hamilton na pista, o britânico assumiu o controle da prova e não enfrentou grande pressão até a bandeirada final.
A vitória veio acompanhada de uma vantagem de cinco segundos sobre Antonelli, consolidando uma dobradinha das Flechas de Prata em Melbourne.
“Sinceramente, muito obrigado a toda a equipe, porque já fazia muito tempo que esperávamos ter este carro ao nosso lado e não poderíamos ter começado de uma maneira melhor. Tínhamos a suspeita de que seria um pouco como um efeito ioiô, e assim que um de nós assumiu a liderança, pareceu impossível mantê-la.”
“Com esse Modo Reto, perdemos bastante a dianteira do carro, então acabamos com subviragem nessas curvas. Foi um pouco arriscado, mas consegui terminar ileso e estou feliz por estar em 1º e 2º lugar.”
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