AutomobilismoBlogColunistasDestaquesFórmula 1Fórmula EPost
Tendência

Red Bull pode mirar a Fórmula E com chegada do carro Gen4 na temporada 2026/2027

Novo modelo promete superar 320 km/h e reduzir até 10 segundos por volta, aproximando a categoria elétrica dos padrões da elite do automobilismo

A Fórmula E aproxima-se de um momento definidor em sua trajetória. A chegada do carro Gen4, programada para a temporada 2026/2027, representa não apenas uma atualização técnica, mas um possível divisor de águas institucional capaz, inclusive, de seduzir uma das marcas mais influentes do automobilismo contemporâneo: a Red Bull.

A perspectiva foi externada pelo próprio CEO da categoria, Jeff Dodds, ao reconhecer que, nos primórdios da competição elétrica, o produto oferecido talvez não fosse suficientemente atrativo para gigantes acostumadas à excelência técnica.

Lá no começo, há dez anos, se você fosse a Red Bull e olhasse para esta categoria, talvez você não se empolgasse muito porque os carros não eram muito bons”

Admitiu o dirigente, em reflexão franca sobre o estágio inicial do campeonato.

O Gen4, contudo, nasce com ambições distintas. A nova geração de monopostos elétricos promete ultrapassar os 320 km/h em condições de corrida e apresentar um ganho estimado entre oito e dez segundos por volta em comparação aos modelos atuais. Trata-se de um salto expressivo, capaz de reduzir distâncias simbólicas entre a Fórmula E e os parâmetros de alta performance que historicamente definem o automobilismo de elite.

Com o Gen4, você tem um carro que vai passar de 320 km/h em condições de corrida, provavelmente 8 a 10 segundos mais rápido por volta. Parece uma proposta diferente. Acho que, se a Red Bull tem algum interesse, vai aumentar com a chegada do Gen4”

O interesse da companhia austríaca pelo universo elétrico, ainda que discreto, não é inédito. Em 2014, nos primeiros passos da categoria, Helmut Marko esteve presente no E-Prix de Punta del Este, gesto interpretado à época como sinal de observação estratégica.

A conexão também se materializou por meio de pilotos vinculados ao programa da marca. Na temporada 2016/2017, Pierre Gasly competiu pela Renault e.Dams enquanto integrava a estrutura da empresa. Mais recentemente, Yuki Tsunoda marcou presença no E-Prix de Tóquio de 2024 e tem retorno previsto para 2026.

No imaginário do paddock, surge ainda um desejo não oficial, mas eloquente: ver Max Verstappen experimentando a categoria no futuro. A eventual participação do neerlandês, multicampeão e protagonista da atual geração, ampliaria exponencialmente a visibilidade do campeonato.

Assim, mais do que um avanço tecnológico, o Gen4 simboliza uma nova narrativa para a Fórmula E, uma narrativa em que desempenho, velocidade e espetáculo convergem para consolidar a categoria não apenas como vitrine da mobilidade elétrica, mas como território legítimo de alta competição.


Descubra mais sobre Boletim do Paddock

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Rubens Gomes Passos Netto

Editor chefe do Boletim do Paddock, me interessei por automobilismo cedo e ao criar este site meu compromisso foi abordar diversas categorias, resgatando a visão nerd que tanto gosto. Como amante de podcasts e audiolivros, passei a comandar o BPCast desde 2017, dando uma visão diferente e não ficando na superfície dos acontecimentos no mundo da velocidade. Nas horas vagas gosto de assistir a filmes e séries de ação, ficção científica e comédia. Atuando como advogado, também gosto de fazer análises e me aprofundar na parte técnica.

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

Botão Voltar ao topo

Descubra mais sobre Boletim do Paddock

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading