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Red Bull Ford Powertrains: os bastidores do ambicioso projeto de motor para a Fórmula 1 em 2026

Equipe admite dificuldades iniciais, mas aposta na estrutura técnica e na parceria com a Ford para superar a transição ao novo regulamento

A Red Bull terá um grande desafio pela frente em 2026, além de lidar com a parte aerodinâmica, a equipe também está encarando um projeto ambicioso de construir os motores que equiparão seus carros e os da Racing Bulls.

Ainda em 2022, a Red Bull encarou o desafio de desenvolver uma fábrica para unidade de potência, após a Honda decidir que sairia mais uma vez da categoria – embora pouco tempo depois tenha firmado um acordo com a Aston Martin.

Nos últimos anos, a Red Bull desenvolveu um espaço para essa área em Milton Keynes, enquanto contratava profissionais para esse projeto. A Ford então decidiu embarcar neste projeto com a equipe e fundar a Red Bull Ford Powertrains. A empresa norte-americana foi mais uma atraída pela mudança do regulamento, onde as unidades de potência serão 50/50 entre a parte elétrica e combustão.

Ao longo da apresentação em Detroit, a Red Bull reservou um tempo para mostrar o seu motor, em uma animação 3D, para dar ênfase nesse projeto. A Ford demonstrou confiança no trabalho que eles realizaram, com o presidente executivo Bill Ford, falando que “juntos, seremos imparáveis”.

De modo geral, as fabricantes de motores estão animadas com o novo regulamento, com a possibilidade de iniciar um novo projeto de motor e ter a possibilidade de trabalhar em seu desenvolvimento. No entanto, sempre em uma mudança como essa, as equipes são acompanhadas por quebras, falhas, abandonos e penalizações ao longo do campeonato.

“Não somos ingênuos. Sabemos que haverá muita dificuldade, muitas dores de cabeça e noites em claro, mas é exatamente para isso que estamos aqui”, falou Laurent Mekies, chefe de equipe da Red Bull que liderará o time nesta nova fase.

A Red Bull já foi cliente de motores, usando unidades de potência da Cosworth, Ferrari, Renault e Honda.

DETROIT, MICHIGAN – JANUARY 15: The Oracle Red Bull Racing livery is unveiled on stage during the Red Bull Racing season launch at Michigan Central Station on January 15, 2026 in Detroit, Michigan. (Photo by Mark Thompson/Getty Images) // Getty Images // SI202601160140 // Usage for editorial use only //

“Temos a confiança de termos reunido um grupo incrível de pessoas, um grupo incrível de parceiros, e vamos superar as dificuldades. No final, sairemos vitoriosos. Tenham paciência conosco nos primeiros meses, e acho que essas dificuldades iniciais servirão como um bom lembrete de tudo o que passamos para finalmente chegar ao topo.”

Apesar dos desafios, a Red Bull deposita grandes expectativas no potencial do novo projeto. Em declarações à imprensa, o diretor técnico Ben Hodgkinson, profissional com 27 anos de experiência no desenvolvimento de unidades de potência na Fórmula 1 e um dos principais nomes recrutados da Mercedes, afirmou que a equipe conseguiu reunir todos os elementos essenciais para construir uma base sólida visando o sucesso no futuro.

“Tenho muita experiência em projetar motores de Fórmula 1. Estou nisso desde a época dos V10, então sei como é uma boa empresa. Tenho aqui a oportunidade única de tentar moldar o que um fabricante de unidades de potência perfeito precisa ser”, falou.

“O senso de responsabilidade e a dedicação que vejo em todos os departamentos são simplesmente incríveis, então acho que temos todos os ingredientes. Se vai se transformar em uma refeição digna de um restaurante Michelin, só o tempo dirá, não é? Mas definitivamente temos todos os ingredientes.”

A Ford ficou interessada no projeto após ver os ganhos que a Red Bull teve em termos de desenvolvimento durante doze meses. Ao adentrar no projeto, eles queriam que isso fosse feito realmente em parceria, então forneceram alguns funcionários para a Red Bull que pudessem atuar no local.

O papel da marca norte-americana, contribuiu para ajudar a preencher algumas lacunas, além de permitir que a Red Bull explorasse a capacidade de produção da Ford: “Com certeza, explorei um pouco disso… e essa [tecnologia] me permite produzir peças muito, muito mais rápido do que se eu usasse fornecedores tradicionais, então, sim, eles têm sido muito úteis mesmo”, falou Hodgkinson.

“O desafio com um conjunto de regulamentos totalmente novo é simplesmente o tempo de pista”, disse Hodgkinson. “Lembro-me de que em 2014 muitas equipes tiveram muita dificuldade apenas para conseguir fazer o carro completar a volta.”

“A equipe que acabou dominando naquele ano simplesmente dava volta após volta após volta, então [o objetivo] é apenas tentar dar à equipe de pista e aos pilotos uma pista livre para que tudo corra sem problemas.”

O time está focado inteiramente no trabalho que realizará na próxima semana, onde os motores e seus pilotos completarão os primeiros quilômetros com a unidade de potência.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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