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Recentemente, o Rubens (sim, o do BP) me mostrou um texto incrível do jornalista Dieter Rencken falando sobre os custos necessários para cobrir uma temporada completa da Fórmula 1. Esse texto me abriu os olhos para uma realidade que eu jamais havia parado pra pensar: a F1 é cara não apenas para equipes, patrocinadores e fãs, mas também para a imprensa. Alguém já parou para se perguntar “quanto dinheiro um jornalista precisa para viajar por 20 países diferentes e nos trazer todas as informações sobre o nosso esporte preferido”?

No texto, Rencken apresenta uma série de dados sobre voos e hotéis e sobre o quanto tudo deve ser muito bem planejado para não dar erro. Imagina você se preparar todo para uma competição em outro país e uma semana antes do embarque ter um problema com o visto e não poder viajar por causa disso? Foi o que aconteceu com o piloto Tom Blomqvist que disputaria as 24 Horas de Daytona pela BMW, mas não pôde entrar nos EUA porque o visto não saiu a tempo. É o tipo de coisa que a gente acha que não vai acontecer, mas taí, acontece.

Esse mesmo texto do Dieter Rencken foi citado pela Julianne Cerasoli, a única jornalista brasileira a cobrir todas as etapas da Fórmula 1 em 2018. Ela é freelancer e, além do próprio blog, escreve para o UOL, participa das transmissões da Rádio Bandeirantes e tem uma parceria com o Boteco F1, você provavelmente já a conhece. A Ju fez os cálculos e chegou ao seguinte número: R$ 120.000,00. Exatamente, cento e vinte mil taoqueis é a estimativa do quanto ela precisará para cobrir a temporada completa esse ano.

Para ajudar a conseguir essa grana, a Ju lançou um financiamento coletivo Catarse.me/noPaddock, esse tipo de sistema vem se tornando muito popular nos últimos anos, nele você pode contribuir diretamente com um projeto que acha legal e conseguir “recompensas” de acordo com o valor que doar. Mas você também já deve saber disso.

Então você pode estar se perguntando “por que crlh*s você tá falando de outras pessoas no seu site e o que isso tem a ver com a chamada desse texto”? Bom, a resposta é simples: PORQUE NÓS PRECISAMOS DE VOCÊ! E quando eu digo “nós”, me refiro a todos os que de alguma forma trabalham para conseguir informações sobre automobilismo e trazer até você, leitor. Principalmente quem não faz parte dos grandes sites ou grupos de comunicação (sim, estou falando desses mesmos que você está pensando agora). E dentre os “pequenos”, está o BP.

Mês passado, o Rubens decidiu dar mais um passo para fazer o Boletim Paddock crescer e também lançou um crowdfunding Apoia.se/BoletimdoPaddock. Pois é, agora você pode contribuir com este site para que a gente consiga elevar o nível do que é oferecido para o nosso público. E por “elevar” não digo que seja ruim, muito pelo contrário. Quando conheci o BP, fiquei impressionada com a qualidade dos textos publicados aqui. Acho a série 365 Dias irada e considero o BP Beats como uma das melhores sacadas que esse pessoal já teve. Além disso tem a parte de notícias e reviews de corridas que a Débora e o Rubens mandam super bem e tem eu que comecei em novembro de 2018 a escrever sobre a Fórmula E #Tag – FormulaE no BP. Quando pedi para “cobrir” uma categoria, já sabia que não seria fácil. Acontece, meus colegas, que é bem mais difícil do que eu pensava. Não que eu esteja reclamando, pelamordi, aliás sou muito grata ao Rubens e à Débora por terem aberto o espaço que eu tenho hoje. Mas sério, não é fácil ver uma corrida ao vivo e escrever um review logo depois, você não pode deixar passar nada, se algo for postado errado, as pessoas cairão em cima e não dá para dizer que elas estão erradas.

E por que você daria seu suado dinheirinho para contribuir com o Boletim do Paddock ou com a Julianne ou com o Dieter Rencken? Porque manter um site custa caro, e não falo só de dinheiro, mas de algo tão valioso quanto: TEMPO. Escrever um texto demanda tempo. Muita gente não sabe, mas produzir bons conteúdos não é coisa de 5 minutos não. Fazer reviews de corridas exige muita atenção, publicar sobre corridas antigas demanda muita pesquisa, não dá pra guardar tudo na caixola… Criar bons vídeos para manter um canal de qualidade no Youtube é crlh*samente trabalhoso. E quem tem tempo hoje em dia? Praticamente todos os integrantes do BP possuem uma profissão “”””de verdade”””” e contribuem livremente com o site por amor ao automobilismo e pela vontade de ver um projeto dando certo. Ninguém ganha dinheiro aqui, todos nós investimos nosso valioso tempo. Mandando bem a real, hoje eu trabalho numa start-up, saio de casa às 6h da manhã e volto umas 20h. Às vezes chego em casa simplesmente destruída, mas ainda assim vou checar notícias, atualizar o bolão, a tabela do campeonato da F-e, etc. Praticamente tudo o que público no Twitter é durante meus pequenos intervalos, inclusive uma parte desse texto foi escrita no metrô de Fortaleza (sim, eu moro no Ceará). Esse é um pedaço da minha rotina, imagina os outros integrantes que possuem outras profissões e faculdade, filhos, família e tals.

Imagina o que aquela galera de outro site ou daquele canal de que você curte faz para te manter sempre atualizado sobre o que está acontecendo no mundo do automobilismo, que comenta contigo nas redes sociais quando as corridas estão rolando ao vivo ou que sempre posta um meme legal pra ajudar a dar umas risadas. A gente tem um compromisso muito forte com o que faz e isso significa, às vezes, abrir mão de momentos com família e amigos. Eu aposto uma barra de Shot (melhor chocolate <3) que cada integrante do Boletim do Paddock já sacrificou pelo menos um fim de semana porque tinha algum material pra entregar. Isso se chama COMPROMISSO, com você.

Enfim, o texto já está longo, mas meu ponto é o seguinte: se você gosta de um site/blog/canal de Youtube qualquer coisa com um conteúdo que você acha massa, APOIE ESSAS PESSOAS. Ajude os produtores de conteúdo a continuarem seus projetos. Incentive-os! Mesmo que seja com apenas R$ 1,00. Pode parecer pouco, mas juntando as moedinhas de várias pessoas, dá pra conseguir grandes resultados. Tudo bem, você não precisa gastar metade do seu salário com a gente, mas pare um momento e pense em todos os projetos que você gosta. Quantos deles tem um crowdfunding ativo? Quanto você pode gastar por mês com eles? Digamos que seja R$ 20 reais. Por que não dividir essa graninha entre 3 ou 4 deles? Ou sei lá, vai que você só pode gastar R$ 10. Dá R$ 5,00 pra um e R$ 1,00 para os outros. Sim, muitos projetos aceitam contribuições a partir de um realzinho, aquele seu troquinho do almoço. Ao final de um ano, você vai ter ajudado com R$ 12,00, o que você faz com 12 taoqueis?

Para você, esse valor pode parecer pouco, mas quem recebe tem um incentivo muito maior que o valor financeiro: é saber que tem outras pessoas no mesmo barco que a gente e que elas estão dispostas a levantar âncora e içar as velas também. E esse reconhecimento é algo que não tem preço, vale muito, mas infinitamente mais que aquele realzinho esquecido na sua gaveta. Ele vale aquele abraço que a gente sente a cada elogio escrito nos comentários das nossas postagens. Vale a nossa certeza de um trabalho bem feito e de que estamos no caminho certo para um objetivo muito maior.

Então, se você curte o Boletim do Paddock e acha que a gente merece uma força a mais, dá uma olhada no nosso crowdfunding Apoia.se/BoletimdoPaddock, seja um dos nossos apoiadores. Mas se mesmo assim você não puder contribuir agora (afinal de contas não tá fácil pra ninguém), não fique mal, você sempre pode ajudar com aquele like maroto ou com um compartilhamento nos nossos posts. Serião, a gente fica super quando vocês interagem com as nossas postagens. Além disso, o aumento da interação do público com os nossos perfis, ajuda os algoritmos das redes sociais a indicar nosso conteúdo para outras pessoas e aumentar o alcance das nossas publicações. Sempre tem um jeitinho de ajudar, então comece agora, compartilha esse post, vai!

Cinthia Maria

Cinthia Venâncio comenta zoeiramente a Fórmula 1 desde os sete anos de idade e nas horas vagas é profissional de marketing, fotógrafa, doceira, redatora e revisora. Como todo bom cearense, nunca diz não a um baião de dois com queijo coalho e carne de sol. Aprecia rock do bom, não tem vergonha de dizer que não é fã do Tarantino e sempre é a motorista da rodada. Geralmente esquece o que não deveria