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Problemas nas largadas e falha no RB22 levam Verstappen a abandonar o GP da China

Tetracampeão da Red Bull enfrenta falta de potência, desgaste elevado de pneus e falha no ERS em mais um fim de semana complicado na Fórmula 1

Max Verstappen abandonou o GP da China disputado neste fim de semana, o tetracampeão mundial tem relatado certa dificuldade com o carro, especialmente nas largadas.

No evento da Austrália, Verstappen precisou trabalhar em uma prova de recuperação, pois sofreu um acidente no Q1 e largou da 20ª colocação. Com o avançar da corrida o neerlandês completou o evento na 6ª colocação.

Correndo na China, o competidor mencionou problemas com o gerenciamento dos pneus, além da falta de ritmo, após uma largada desastrosa. Verstappen não pontuou na Sprint – sendo algo bem incomum, pois o piloto tem dominado esses eventos desde a introdução em 2021.

A Red Bull instruiu Vestappen a abandonar a prova, com 45 voltas ao identificar um problema com o RB22. Quando perguntado sobre o que levou ao abandono, ele disse: “O mesmo problema de ontem na largada, então ficamos em último novamente, e então tentei encontrar uma maneira de avançar, mas novamente [tivemos] o mesmo problema do Sprint, onde havia muita degradação, muito desgaste nos pneus.”

“Isso sempre complica muito as coisas, e aí tivemos que retirar o carro de circulação por causa dos problemas de refrigeração do ERS [Sistema de Recuperação de Energia].”

Logo depois da classificação que definiu o grid de largada para corrida principal, Verstappen mencionou que a equipe tinha mudado totalmente o carro e não sentiu nenhuma diferença.

“Não tenho equilíbrio, então não dá nem para ter uma noção volta após volta, porque está tudo descontrolado e é incrivelmente difícil de pilotar. Não está bom. Estamos onde deveríamos estar”, falou o piloto ao conquistar o 8° lugar para largada.

Com a introdução dos regulamentos de 2026, o procedimento de largada tornou-se mais exigente do ponto de vista técnico. A retirada do MGU-H alterou a forma como os motores entram em funcionamento pleno, obrigando os pilotos a manter rotações mais altas por cerca de 10 segundos para garantir que o turbo esteja totalmente ativo no momento da partida.

Além disso, tornou-se fundamental administrar bem a energia ao longo da volta de formação, já que a carga de bateria disponível influencia diretamente a aceleração na largada. Desde a etapa de Melbourne, porém, Max Verstappen tem enfrentado dificuldades nesse aspecto.

No GP da Austrália, por exemplo, o holandês teve uma saída lenta do grid e atribuiu o problema justamente à falta de energia na bateria. A situação também afetou o outro carro da equipe: Isack Hadjar, que partia da terceira posição, chegou a ter uma arrancada muito forte e quase assumiu a liderança, mas perdeu desempenho repentinamente pela mesma razão antes de abandonar a corrida.

A Red Bull ainda não tinha solucionado o problema para Xangai, por conta da diferença mínima de um evento para o outro. Verstappen fez duas largadas ruins neste evento, na Sprint ele caiu para a 15ª colocação, enquanto na corrida principal ele recuou para 13°.

“Aqui os dois problemas foram os mesmos. Simplesmente não tenho potência. Assim que solto a embreagem, o motor não responde”, falou o piloto.

“Sim, há muito o que aprender com isso. Definitivamente não é onde queremos estar, é claro, mas também sei que a equipe está dando tudo de si, então é frustrante para mim, mas também para eles.”

“No fim das contas, precisamos tentar resolver isso juntos. É claro que vamos tentar jogar um pouco melhor contra o Japão, mas depois disso teremos um período de descanso um pouco maior, que esperamos poder usar para resolver algumas coisas.”

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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