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Preview Lone Star Le Mans – Prova no COTA marca retorno do WEC depois das férias

Um duelo intenso espera os Hypercars e LMGT3 neste fim de semana em Austin, no Texas

O Campeonato Mundial de Endurance da FIA retorna neste fim de semana, depois de uma breve pausa no calendário após as 6 Horas de São Paulo. A categoria desembarca nos Estados Unidos, no circuito das Americas para a realização do Lone Star Le Mans. O evento corresponde a 6ª etapa da temporada.

No último evento antes das férias de verão, a Cadillac conquistou a sua primeira vitória histórica em Interlagos, onde os seus equipamentos terminaram com uma dobradinha, formada pelo #12 e #38.

Encorajados após o resultado em São Paulo, a marca norte-americana segue para a corrida caseira em busca de mais um grande resultado.

O Circuito das Américas, lar também de uma das provas da Fórmula 1 nos Estados Unidos, já foi palco do FIA WEC em outras sete ocasiões, o traçado foi incluído pela primeira vez no calendário em 2013.

A pista é conhecida por ser bem desafiadora, sua característica mais marcante está as mudanças de elevação e bumps, curvas rápidas e amplas e seções técnicas lentas.

A prova é disputada em sentido anti-horário e exige muito dos freios e pneus. Aproximadamente 44% da volta de 5.513 km é feita em aceleração máxima. Os hypercars conseguem atingir velocidade superior a 300 km/h, com os pilotos trocando de marcha cerca de 54 vezes por volta.

Com bons espaços para ultrapassagem, a corrida no COTA costuma ser bem movimentada e ser o palco ideal para boas provas. Esse também é um evento que gera preocupação para as equipes por conta das temperaturas superiores a 50 °C

Para a corrida deste fim de semana, a Ferrari é novamente o alvo de alguns olhares, depois da performance decepcionante em Interlagos. No entanto, neste momento que a disputa pelo título esquenta, a equipe italiana tem dúvidas sobre um bom resultado, principalmente em circuitos com características como o de São Paulo e o COTA – as tão famosas mudanças de elevação.

Embora as 24 Horas de Le Mans de 2025 conte com vitória da Ferrari #89, guiada por Robert Kubica, Yifei Ye e Phil Hanson é preciso ficar de olho no que acontecerá nesta reta final. Esse trio está separado por apenas 12 pontos, do trio do #51 da Ferrari conduzido por James Calado, Antonio Giovinazzi e Alessandro Pier Guidi – que contam com 105 pontos.

No ano passado, o trio do #51 conquistou a sua primeira pole no COTA, com Antonio Giovinazzi, enquanto o segundo melhor tempo ficou com o Ferrari #83.

A Toyota, com o bicampeão mundial Kamui Kobayashi fazendo a sua 75ª participação, enquanto seu companheiro de equipe Sébastien Buemi é o único competidor no grid a ter disputado todas as set provas do Lone Star Le Mans. Esse é um dos poucos circuitos que a marca japonesa nunca prevaleceu.

O BoP da etapa

Para o evento em Austin, a Cadillac e o Porsche 963 foram os mais afetados no balanço de desempenho antes do evento, a primeira equipe por conta do 1-2 que conquistaram no último evento. A Cadillac então recebeu um aumento de 19 kg no peso mínimo, enquanto a Porsche terá que enfrentar 12 kg. O Porsche nº 5, que havia completado o pódio geral na última corrida, passa a ser o terceiro hipercarro mais pesado do grid, com 1.065 kg, ficando atrás apenas da Ferrari 499P e do Toyota GR010 Hybrid, ambos com 1.069 kg.

O Cadillac teve uma redução de 5 kW (6,7 cv) na potência abaixo de 250 km/h, enquanto o Porsche sofreu um corte mais severo, de 13 kW (17,4 cv). Em contrapartida, ambos receberam leves aumentos na segunda seleção, de 0,9% e 2,5%, respectivamente.

BMW e Alpine também foram impactados com reduções na primeira fase — 8 kW (10,7 cv) no M Hybrid V8 e 6 kW (8 cv) no A424 — mas compensados por aumentos de 1,4% e 1% no ganho de potência. Já a Toyota segue praticamente inalterada em relação à etapa do Brasil, com apenas ajustes mínimos: -1 kW no primeiro estágio e +0,2% no segundo. Ferrari e Peugeot não tiveram mudanças na primeira fase, mas perderam potência na segunda: -0,8% e -1,3%, respectivamente.

Em relação ao peso, além do ajuste no Porsche, o BMW perdeu 2 kg e o Alpine ganhou 1 kg, enquanto o Aston Martin Valkyrie permanece sem alterações.

LMGT3

No LMGT3, as mudanças foram ainda mais significativas. O BMW M4 GT3 EVO teve uma redução expressiva de 26 kg, enquanto o Ford Mustang GT3 perdeu 17 kg. O Chevrolet Corvette Z06 GT3.R (-10 kg) e o McLaren 720S GT3 Evo (-9 kg) também ficaram mais leves, seguidos por cortes menores no Mercedes-AMG GT3 Evo (-5 kg) e no Porsche 911 GT3 R (-2 kg).

Por outro lado, apenas dois modelos receberam aumento: o Ferrari 296 GT3 (+8 kg) e o Aston Martin Vantage GT3 Evo (+9 kg). O Lexus RC F GT3 segue inalterado. Nos ajustes de potência, destaque para o Mercedes-AMG, que ganhou +1% no primeiro estágio.

Com o sistema de handicap de sucesso, a Ferrari AF Corse nº 21 será o carro mais pesado do LMGT3 em Austin, com 1.378 kg, seguida pelo Lexus nº 87 da Akkodis ASP, vencedor da última corrida, com 1.372 kg.

Programação – Horários do Mundial de Endurance da FIA – Lone Star Le Mans – Foto: Ale Ranieri / Boletim do Paddock

As etapas do WEC podem ser acompanhadas pelo BandSports e Youtube da Band e pelo Grande Prêmio.

 

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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